Vídeo de Praga

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Como a seara do meu entendimento é o texto, tenho me enrolado bastante com a edição de todo o material de vídeo que trouxe de Praga. Registrei mais de cinco horas de palestras, exposições, debates, workshops etc, que quero, aos poucos, ir disponibilizando na web. Com a ajuda do meu querido amigo Geraldo Blay, artista plástico e videomaker, a criação da escola da Polônia, montada no interior de um grande quadrado pink presente na Mostra das Escolas, da Quadrienal de Praga 2007, inaugura esta seção de vídeos no blog.

 

Esta apresentação realmente marcou muito na Seção dos Estudantes. Não só pela complexidade da estrutura montada, mas pela experimentação em unir a tecnologia de uma forma provocadora, contextualizada.Conheci as estudantes Natalia Horak e Katarzyna Zbtowska, que criaram e executaram o projeto. Elas me falaram um pouco do processo, do concurso que participaram até conseguirem chegar à Quadrienal. No fim, me deram um exemplar do folder explicativo, que traduzo e coloco aqui:”A exposição do pavilhão dos estudantes poloneses durante a Quadrienal de Praga 2007 é uma instalação espacial independente, desenhada a partir da inspiração no slogan proposto pelo curador da exibição polonesa: ‘A Realidade da Transformação – Transformação da Realidade”.O deseign do pavilhão foi escolhido por meio de uma competição, a qual foi a parte final de uma série de workshops de cenografia organizados pelo Departamento de Cenografia da Academia de Belas Artes de Varsóvia.Aproximadamente cinquenta pessoas participaram dos workshops, que eram estudantes e graduados de cinco diferentes Academias de Belas Artes: em Gdansk (ao norte), Cracóvia (ao sul), Poznan (ao oeste), Varsóvia (ao centro) e Wroclaw (ao sudoeste).Durante a reunião de novembro, os participantes dos workshops trabalharam juntos criando cenários que eram “modernos congeladores”. Os trabalhos foram exibidos na Galeria de Cenografia. Ao todo, os participantes prepararam vinte e um designs de pavilhões, cinco dos quais foram classificados para a rodada final de competição, da qual um foi escolhido para ser o vencedor. Natalia Horak e Katarzyna Zblowska, duas estudantes do Departamento de Cenografia, da Academia de Belas Artes da Cracóvia, ganharam o primeiro lugar.”

Os cinco trabalhos que foram para as semi-finais foram:

2º lugar (por Lukasz Trzcinski) –

Segundo lugar

3º lugar (por Malgorzata Dabrowska) –

Quarto lugar

4º lugar (por Justyna elminowska) –

Terceiro lugar

5º lugar (por Anna Tomczynska, Marta Dabrowska, Agata Skwarczynska e Jarek Malicki) –

Quinto lugar

As autoras do trabalho vencedor falam da proposta de sua criação. Importante contar que a entrada ao pavilhão é feita de um em um por uma porta frontal, do lado direito. E somente quando esta pessoa sai pela porta frontal esquerda, é que outra pode entrar.

“Ao desenhar o nosso pavilhão dos estudantes, tentamos criar um lugar isolado, fechado, onde o observador seria confrontado pelo outro. É uma confrontação íntima de uma forma específica – que acontece em dois níveis: visual e emocional. A essência do mistério é o contraste entre o homem-pintura, uma ferramenta, usando a convenção dos gestos, e o Homem, ‘carne e osso’, cujo corpo é somente uma ferramenta do exterior. Esta transformação é o assunto do nosso trabalho.

Um mundo no qual a habilidade para camuflagem, para inteligentemente apresentar-se, está se tornando a única forma de comunicação com os outros, que está conduzindo para o isolamento e alienação. A manifestação simbólica da brecha dividindo o interior do Homem e o código das condutas artificiais criado além do medo de revelar a sua personalidade, é o objetivo do nosso projeto.

A situação de que o observador encontra a si mesmo ao entrar no pavilhão lhe dá uma impressão acidental, liberado pelo impulso da surpresa; o que dura somente um momento e depois desaparece dentro da escuridão. O observador é forçado a retornar à realidade.”

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