Leituras

Thais Teresa Lacerda Franco

Uma viagem pelo Museu de Cinema e Televisão alemão

 

 

Logo Museu do Filme e TV

 

O Museum für Film Und Fernsehen (Museu de Cinema e Televisão) se debruça sobre as múltiplas facetas das imagens em movimento e o desenvolvimento histórico do cinema e da televisão com publicações, exposições, simpósios e outros eventos. A exposição permanente tem foco nas duas principais mídias – do original ao presente.

A sala espelhada do chão ao teto causa um impacto logo ao entrar no museu. A sensação é de estar em um prédio de altura infinita, em que se pode observar o próprio corpo por diversos ângulos ao andar na passarela.

A sala espelhada do chão ao teto causa um impacto logo na entrada do museu. A sensação é de estar em um prédio de altura infinita, em que se pode observar o próprio corpo por diversos ângulos ao andar na passarela.

A seção “Film” abrange o cinema de uma maneira global: desde as primeiras imagens em movimento até o cinema digital, levando os visitantes a uma viagem por mais de um século de história do cinema alemão. Ela atravessa a história do cinema desde os anúncios no jornal Wintergarten às exposições representantes dos vencedores dos prêmios do Cinema Alemão. São destaques o cinema pioneiro, as estrelas do cinema mudo, a atriz Marlene Dietrich e seu exílio em Hollywood, o cinema pós-guerra e o cinema alemão moderno.

Em contraste, a seção “Televisão” fornece uma visão geral de cinco décadas da televisão alemã, permitindo aos visitantes descobrir momentos preciosos dos programas passados, juntamente com os desenvolvidos pela TV alemã oriental e ocidental. O museu também conta com importantes exposições temporárias.

A Deutsche Kinemathek (Cinemateca Alemã) foi fundada em 1962, com a finalidade de preservar o patrimônio audiovisual alemão. O Museum für Film Und Fernsehen e ela estão localizados na Potsdamer Platz, em Berlim.

Uma aventura cinematográfica: Pioneiros e Divas (1895-1918)

Filme Les fleurs animées, 1906.

Filme Les fleurs animées, 1906. Com direção de Gaston Velle. Cinema mudo, com duração de 5 minutos. Está em exibição na sala dos precursores do cinema. As imagens atraem por serem encantadoramente colorizadas.

A exposição se inicia com o destaque aos pioneiros Max Skladanowsky, Oskar Messter e Guido Seeber. E destaca também as divas, Asta Nielsen (Copenhagen), Fern Andra (Illinois, EUA) e Henny Porten (Berlim).

Asta NielsenFern Andra Henny Porten

 

 

 

 

 

 

 

O espaço da principal diva, Marlene Dietrich, ocupa três salas na qual estão diversos dos principais figurinos usados por ela e alguns trajes de gala de seu acervo pessoal. Todos estão muito bem conservados, expostos em manequins, feitos especialmente com suas medidas.

Marlene Dietrich

 

Sala com os figurinos e trajes de Marlene D. Os manequins foram feitos com as medidas exatas da grande diva alemã, com destaque para o rosto, criado com o molde idêntico ao da atriz..

Sala com os figurinos e trajes de Marlene D. Os manequins foram feitos com as medidas exatas da grande diva alemã, com destaque para o rosto, criado com o molde idêntico ao da atriz.

 

Depois de Dietrich, outro importante destaque é conferido ao filme de Robert Wiene (1920), Das cabinet des Dr. Caligari (O Gabinete do Dr. Caligari). O expressionismo do filme desvenda-se nos cartazes e em seus pontuais ângulos de visão, nas memórias do filme, em perfeitas maquetes expostas e nos diversos frames onde se pode observar variados planos do filme. Este é um momento alto na visita ao museu.

O gabinete do Dr. Calligaris

Cartaz do filme Gabinete do Dr. Calligaris. Um dos principais do expressionismo alemão.

As últimas salas são dedicadas ao cinema fantástico e misterioso, como King Kong; 2001: A Space Odyssey (2001 – Uma Odisséia no Espaço);Star Wars (Guerra nas Estrelas); entre outros, destacando o cinema americano e sua relevância para a história da sétima arte.

Frame do filme Uma odisseia no espaço.

Frame do filme Uma odisseia no espaço.

“É importante destacar a linha ideológica no traçado do museu – leia-se: nacionalista. A Alemanha disputou com a França a paternidade da invenção do cinema, mas rapidamente ultrapassou o país vizinho e tornou-se o maior mercado mundial na produção do cinema. O espaço dado ao expressionismo é significativo. A ascensão de Hitler ao poder significou o êxodo de realizadores, artistas e divas para o outro lado do Atlântico. O cinema americano lucrou muito com esta passagem. Marlene Dietrich é um exemplo: artista de vários sucessos, mas também envolvida na política, quando apoiou as tropas aliadas contra o ditador alemão. A reflexão sobre o período nazi e a área reservada aos exilados acentuam a ruptura entre dois mundos não conciliáveis. Os anos pós-guerra são a recuperação da ferida.”

Confira esta informação e mais detalhes no site.

 

 

 

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