ENCONTRO DE PESQUISADORES (SP)

March 4th, 2010

COLOQUIO-DE-MODA-6

 

  

Estão abertas até o dia 30 de abril as inscrições para o 6º Colóquio de Moda.

 

Apesar de trabalhos e estudos sobre figurinos terem sido apresentados nas outras edições, ano passado foi a primeira vez que o tema teve um espaço específico para ser levado à reflexão.Esta é uma ótima chance de ampliar ainda mais a área de pesquisa acadêmica da indumentária! Inscrevam-se. É possível também participar como ouvinte.

Nesta edição, a boa notícia é que os grupos de trabalho Traje de Cena e Figurino e Design de Aparência de Atores fundiram-se no GT Traje de Cena e agora será possível presenciar todas as apresentações de trabalhos da área, que foram doze no total, em 2009.

Este GT possui a coordenação de Prof. Dr. Fausto Viana (USP), Profª Dra. Maria Cristina Volpi (UFRJ) e Prof. Dra. Maria Alice Ximenes (UAM), além de contar com a debatedora Profª Dra. Adriana Vaz Ramos (pesquisadora PUC/SP).

O evento acontecerá de 12 a 15 de setembro, em São Paulo, na Escola de Artes, Arquitetura, Design e Moda da Universidade Anhembi Morumbi. Todas as informações estão no site http://www.coloquiodemoda.com.br/

BONS CONSELHOS…

February 27th, 2010

YOUNG VICTORIA

 

Conselho de Sandy Powell, figurinista indicada ao Oscar de Melhor Figurino 2010, para quem deseja iniciar na carreira dentro da indústria cinematográfica:

 

Sempre aconselho a quem deseja se tornar figurinista que aprenda a costurar. Penso que é essencial saber como um traje é construído para que o desenhe apropriadamente. A indústria de filmes é preocupante, difícil. Você deve ser bastante determinado para ser bem sucedido. Assim, esteja preparado para aceitar trabalhos mal remunerados para começar e não desista!

OS CARETOS DE PODENCE

February 25th, 2010

Para fecharmos o tema Carnaval, ainda faltava o artigo sobre os Caretos de Podence. Então, vamos lá!

Podence é uma pequena aldeia, localizada no nordeste de Portugal, na qual, durante os festejos de Momo, grupos de homens saem as ruas para festejar e brincar o entrudo (ainda hoje esta terminologia é usada em Portugal).

As manifestações da brincadeira dos Caretos, na época do carnaval, é a reminiscência de rituais religioso e profano, que se confundem entre si. Fazem parte de uma tradição milenar transmontana, que se julga estar associada a práticas mágicas, relacionadas com os cultos agrários da fertilidade – como veremos abaixo – sobre a origem dos festejos carnavalescos.

Seu figurino é bastante colorido e são confeccionados com colchas franjadas de lã ou linho, normalmente nas cores verde, azul, preta, vermelha e amarela, tecidos em teares caseiros.

Assim como os Papangus e os Clóvis, os Caretos também escondem a cabeça entre duas máscaras de lata, madeira ou couro, pintadas de cores vivas, na qual se sobressai o nariz pontiagudo. Prendem uma fiada de chocalhos colocados na  cintura e uma correia pendurada a tiracolo com muitos guizos.

Seu principal objetivo, além da folia carnavalesca, é sair em bandos pelas ruas da aldeia, assustando principalmente as moças jovens que encontram pelo caminho.

A eles tudo se permite; o anonimato dá-lhes prerrogativas: dá-lhes poder. Por dois dias no ano os homens são crianças e quem mais brincar, mais poder tem. (Site de referência: www.caretosdepodence.no.sapo.pt)

Aproveito o momento para agradecer o carinho que a internauta Alexandrina de Brito tem para com o vestindoacena, fornecendo alguns dados e fotografias de Manuela Matos Monteiro sobre os Caretos de Podence.

CARETOS MUSEU1

CARETOS MUSEU2

Museu dos Caretos (Fonte: site www.caretosdepodence.no.sapo.pt)

CARETOS INDUMENTARIA1

CARETOS INDUMENTARIA2

Indumentária (Fonte: site www.caretosdepodence.no.sapo.pt)

CARETOS 1CARETOS 4

(Fonte: Fotógrafa Manuela Matos Monteiro. Fotografias gentilmente cedidas por Alexandrina  de Brito)

 

 

Celtas e o culto a fertilidade?

Para responder a esta pergunta temos que explicar brevemente a origem milenar desta festa pagã/católica, chamada de Carnaval.

 Seguindo por uma definição genérica, o Carnaval é uma festa popular coletiva, que foi transmitida oralmente através dos séculos. Chamada de festas pagãs como um fenômeno social anterior a era cristã.

Alguns estudiosos afirmam que a comemoração do carnaval tem suas raízes em festas primitivas, de caráter orgíaco, realizada em homenagem ao início da primavera, em rituais agrários da antiguidade e em homenagem aos Deuses Celtas da fertilidade.  Homens e mulheres pintavam seus rostos e corpos, deixando-se enlevar pela dança, pela festa e pela embriaguez.

Muitas são as teorias e opiniões sobre a origem do carnaval. Mas em uma idéia todas elas convergem: a transgressão, o corpo, o prazer, a carne, a festa, a dança, a música, a arte, a celebração, a inversão de papéis, as cores e a alegria, fazem parte da matriz genética do carnaval.

A opinião de pesquisadores e historiadores sobre o carnaval não é unânime, tanto em relação à época do seu surgimento quanto em relação à origem da palavra carnaval. Há efetivamente duas correntes distintas na abordagem da origem da palavra e que se baseiam em duas oposições hoje presentes nas celebrações do Carnaval.

A primeira, em uma versão pagã, é a oposição entre a ordem e a desordem, entre o mundo visível e o quotidiano e as pulsões inconscientes, entre a representação e a vontade, entre o mundo que vemos e o mundo visto de cabeça para baixo. Nesta linha, a palavra carnaval teria a sua origem no vocábulo latino Carrum Navalis, os carros navais que realizavam a abertura das Dionísias gregas nos séculos VII e VI a.C., e onde a euforia e as inversões de valores se estendiam pelas ruas da cidade.

A segunda oposição, com origem marcadamente cristã, é entre a quaresma e o carnaval, o nome carnaval dos termos do latim “carne vale”, ou “carnem levare”, isto é “adeus carne” ou “despedida da carne”, esta derivação indicaria que no carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal. A palavra surgiu quando o Papa Gregório Magno, o Grande, em 590 d.C. transferiu o início da quaresma para quarta feira, antes do sexto domingo que precede a Páscoa. Ao domingo anterior deu o título de “Dominica ad carne levandas”, expressão que se teria sucessivamente abreviado para “carne levandas”, “carne levamen”, “carneval” e carnaval, todas variantes de dialetos italianos, como o milanês, siciliano e o calabrês.

No Egito, na Grécia e em Roma, o povo de diversas classes sociais se reunia em praça pública com máscaras e enfeites para desfilarem, beberem vinho, dançarem, cantarem e se entregarem as mais diversas libertinagens.

 Muitas são, portanto, as interpretações da festa carnavalesca. Pagã ou cristã, libertadora ou característica da repressão, proveniente da cidade ou do campo, elitista ou popular, cósmica ou social, todos estes enfoques se enquadram, de um modo ou de outro, nela.

Agora é só esperar por ele. Que o Carnaval de 2011 venha logo.

Até lá

Enviado por Marizilda de Carvalho

CARNAVAL EM SP: RELATOS

February 24th, 2010

O vestindoacena recebeu da Mon Liu e Rita Calheiros, ambas designers de interiores, relatos e fotos sobre o Carnaval de São Paulo. Agradecemos a participação e dividimos com vocês o que diz respeito às fantasias.

MANCHA VERDE-RITA CALHEIROS

 

Rita realizou seu “batismo de fogo” no ano passado na escola de samba Mancha Verde, vestindo a fantasia de “cangaceira”, dentro do tema “Pernambuco: Uma Nação Cultural”. Em 2010, a escola trouxe o enredo “Aos Mestres com Carinho! Mancha Verde ensina como criar identidade” e a ela coube a fantasia de formanda.

Segundo Mon e Rita, uma grande preocupação entre os participantes do desfile das escolas de samba é conseguir percorrer o trecho no tempo previsto para a escola cruzar a avenida, apesar de não poder correr. A escola teve a participação de 3.200 componentes e, destes, cem estavam na ala Formandos, para a qual Rita desembolsou R$ 200,00 pela fantasia.

Cada fantasia foi confeccionada num molde dividido nos tamanhos P, M e G; e os ajustes finais foram feitos a poucos dias do desfile oficial. Por baixo do traje, os componentes usaram short e camiseta.

Pelas fotos, temos certeza que Rita Calheiros se “esbaldou”. Obrigada por dividir conosco sua experiência!

UM LUGAR AO SOL…

February 24th, 2010

Ainda falando um pouco sobre o Carnaval, a Rita de Cássia nos escreveu pra saber como conseguiria trabalhar ajudando alguma escola de samba no quesito fantasia.

Eu responderia que da mesma forma que se deve fazer quando se quer trabalhar com teatro. Para se preparar, sempre é bom que se estude muito (e sempre!) sobre o assunto: ler muito, ver muitas peças (no caso do carnaval, assistir aos desfiles), estar atento aos novos trabalhos e às criações. Para se inserir, procure o grupo com o qual você tem afinidade e se aproxime, oferecendo ajuda. Muitas companhias precisam de estagiários. Depois, vai depender de cada profissional e das oportunidades que surgirão e que ele criará para si mesmo, também.

No caso do Carnaval, procure a escola de samba que se afina mais com você, veja quem são os carnavalescos, tente arrumar o contato do profissional com a própria escola de samba e vá atrás. Quem sabe ele está precisando de um profissional como você e até te contrate?

Como tudo na vida, se é o seu desejo real, sempre vale à pena arriscar!

Dito!

Enviado por Rosane Muniz