Leituras

Thais Teresa Lacerda Franco

O MUNDO ENCANTADO DE MEU PEDACINHO DE CHÃO

 

Meu Pedacinho de Chão

A novela Meu Pedacinho de Chão, de Benedito Ruy Barbosa, não é um remake de sua própria novela de 1971, como muitos pensam. Os personagens foram modificados e as questões sociais são outras. Na primeira versão, a forma lúdica da trama se transformou em uma oportunidade de mostrar o que a censura não deixava. Assim, o autor conseguiu desenvolver temas que envolviam política, saúde, educação… Mas, infelizmente a novela não chegou até o fim, já que foi censurada quando estava sendo transmitida pela TV Cultura. A trama, porém, permaneceu na mente de seu criador e foi digitada recentemente por seu neto, viabilizando, assim, a remontagem.

Na versão atual, apenas os nomes dos personagens e das localidades são os mesmos: a cidade é o ambiente rural da Vila de Santa Fé, onde se passa a história de Serelepe (Tomás Sampaio) e Pituca (Geytsa Garcia), que adoram desvendar o mundo, nos mostrando tudo com olhares de criança.

Serelepe e Pituca

Os protagonistas Serelepe e Pituca

A remontagem da novela é um projeto do diretor Luiz Fernando Carvalho que, por opção própria, decidiu dirigir poucas novelas em sua trajetória. Está sempre trabalhando com novos projetos, que são desafios constantes em sua vida. Costuma dar um olhar peculiar a tudo o que dirige, possuindo um trabalho único, no qual prefere não ter regras ou certezas em como deve realizar os seus projetos. Sua câmera é sempre poética e filma sem nenhum compromisso estético. Ele se reinventa a cada trabalho, ainda que eles tenham algum parentesco no aspecto visual, sempre com um mundo novo a ser explorado e admirado. É comum se rodear de artesãos e profissionais com características autorais muito fortes, fazendo com que suas criações sejam um trabalho realizado fortemente em um espírito de equipe.

FIGURINO

A novela surpreende pelos figurinos diferentes de tudo que já foi feito para telenovelas. A figurinista Thanara Schonardie inventou um mundo lúdico e mágico por meio de suas criações realizadas com materiais como rendas, tecidos tecnológicos, vinil, borracha, bolinhas de ping-pong, canudinhos, toalhas de mesa de plástico, cortinas de banheiro, entre muitos outros. A grande maioria dos figurinos e adereços foi feita à mão, com inspiração nos séculos XVIII e XIX, porém, ao mesmo tempo, são atemporais.

O desenvolvimento do figurino contou com uma equipe enorme e muito planejamento. Para a criação das peças foi idealizado o projeto “Segunda Pele”, em que apetrechos que seriam descartados do acervo da emissora passaram a ser reutilizados na trama. Quando esses materiais chegaram ao atelier, foram separados por cor e então pequenas amostras foram direcionadas a cada personagem. Após essa etapa a equipe da oficina de reciclagem ficou responsável por multiplicar essas texturas, recortando, desfiando, tramando, aplicando, enfim, unindo pedacinhos para a composição de novas superfícies têxteis. Neste processo, uniram-se materiais como canudinhos, talheres de plástico, grampos de cabelo, pedaços de brinquedos, bexigas, bijuterias, tudo o que esteve à disposição para ser destituído de sua função original e que pode adquirir um novo significado na composição dos personagens.

A figurinista usou referências de contos de fadas e histórias infantis para criar um universo delicado e mágico. As características visuais que cada material transmite – como cor, volume, forma, brilho – e o toque da textura foram fundamentais para a definição de se poderiam ou não ser utilizados, e de que forma. As costureiras e bordadeiras tiveram uma grande contribuição no processo de criação, adaptando cada material à sua sensibilidade.

 Juliana Paes, que interpreta Madame Catarina, contém várias mulheres numa só. Ela carrega consigo a força e a intensidade do feminino. Por este motivo, se veste cada dia de um jeito diferente, como uma Maria Antonieta. Para a atriz, foi usada uma quantidade menor de elementos de plástico e borracha e uma quantidade maior de rendas, tecidos e fitas originais do período Vitoriano, garimpados em antiquários. Lacinhos e pedrarias dão o charme final. Para completar o visual de Madame Catarina, a caracterização também entrou em cena para mostrar a exuberância da personagem. Ela usa muita maquiagem, unhas pintadas e tem um acervo de dez perucas em diversos estilos, algumas em tons pastel e outras com cores mais intensas para serem utilizadas em momentos dramáticos específicos. Tanto ela quanto a professora Juliana (Bruna Linzmeyer) podem demorar até duas horas para se vestir e se caracterizar, devido a grande quantidade de camadas de roupas que possuem. O figurino mais pesado é o de Catarina, porque, além de tudo, ela veste uma armação de aço que dá forma à silhueta da época, o bustle (que dá uma avantajada no bumbum).

Madame Catarina

Madame Catarina

Uma das perucas de Catarina

Maquiagem e peruca de Madame Catarina

 Já o personagem de Irandhir Santos, o Zelão, que é um homem mais bruto, próximo do universo do desenho animado e das histórias em quadrinho Lucky Luke, de 1946, possui um figurino quase inteiro de plástico com cores primárias que remetem ao xerife Woody, brinquedo herói da saga Toy Story, da Disney. Para ele, foi realizada uma composição com materiais que remetessem ao universo 3D, como canudinhos, tapete de borracha, neoprene e látex.

Zelão x Lucky Luke

Zelão e Lucky Luke

O Coronel Epaminondas, personagem de Osmar Prado, usa costeletas e bigode estilo Dom Pedro. Sua barba é verdadeira e no cabelo existe um aplique para complementar a forma.

Epa

Coronel Epaminondas

A atriz Bruna Linzmeyer, que interpreta a professora Juliana, representa o amor na trama e teve seus cabelos tingidos de rosa para dar um ar de boneca. Ela sempre quis pintar o cabelo desta cor, mas para isso teria que ter relação com algum personagem. Uma vez, no teatro, quando dirigida pelo seu marido, o ator e diretor Michel Melamed, pediu para pintar o cabelo de rosa, mas ele preferiu pintar o rosto da atriz. Assim, Bruna aproveitou a personagem da novela para realizar seu antigo sonho e se livrar da preparação diária de mais um elemento em cena, que seria a peruca.

cenário

Professora Juliana

Mangá inspiração para a personagem Juliana

Mangá inspiração para a personagem Juliana

Johnny Massaro, o Ferdinando, interpreta um homem mais moderno, que estudou fora. Usa lentes de contato azuis e dreads em tom aloirado para compor o personagem, reforçando sua caracterização com elementos “diferentes” dos usados no local.

Ferdinando 2

Ferdinando

A filha de Pedro Falcão (Rodrigo Lombardi), Gina (Paula Barbosa), também lembra uma heroína da Disney. Sua caracterização é inspirada na Valente (personagem do filme de mesmo nome, de 2012, dirigido por Mark Andrews e Brenda Chapman), mas para o figurino, que deveria se aproximar do universo masculino, foi usada como ponto de partida a calça Bloomer. Lançada em 1850, por Amelia Bloomer, esta peça foi uma das reformas mais importantes na história do vestuário feminino, sendo responsável pela provocação do pensamento sobre as diferença entre gêneros e por subverter o dimorfismo sexual presente na moda até o século XIX, que ditava o uso de calças para homens e saia para mulheres. Outro item que chama atenção no figurino de Gina são as mangas, que parecem uma armadura, mas com um toque delicado feito de casinhas de abelha, normalmente feito em tecidos leves, mas aqui foi realizado na rigidez do plástico colorido.

Gina x Valente

 Gina e Valente

calça Bloomer, lançada em 1850 por Amelia Bloomer

Calça Bloomer

Os personagens Rodapé (Flávio Bauraqui), Giácomo (Antonio Fagundes) e Serelepe (Tomás Sampaio) tiveram como referência bonecos de lata, de plástico, de massinha de modelar, de porcelana e figuras infantis. Com isso, quase não foram utilizados tecidos em seus figurinos e sim materiais que com o uso não sujam, mas descascam e, eventualmente, se quebram.

Giácomo - comerciante

Giácomo

Rodapé

Rodapé

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Serelepe

Pensando no conforto do elenco, a figurinista vestiu os atores com uma segunda pele como camisetas e calças dry fit, facilitando a transpiração e a absorção do suor de cada um, e apesar de todo desconforto com o calor causado pelos materiais diversos, ninguém fica em contato direto com os plásticos e afins.

A figurinista Thanara Schönardie se formou em Jornalismo, Moda e Publicidade, com especialização em produção de imagens com Meios Tecnológicos, pela universidade de Caxias do Sul-RS. Chegou ao Rio de Janeiro há dez anos, participou de feiras de moda, mas a exigência do mercado norteado por tendências pré-estabelecidas a levou a procurar o caminho da criação de peças mais autorais, e assim ela encontrou no figurino a realização artística.

Alguns de seus trabalhos como figurinista para teatro e TV são as criações das roupas da personagem Capitu, para minissérie de mesmo nome, também dirigida por Luiz Fernando Carvalho; os figurinos para a peça As Meninas de Maitê Proença e os trajes para as personagens Barbara e Lara, da minissérie Cinquentinha. Recentemente, ela venceu do 8º Prêmio APTR (2014) pela indumentária do espetáculo A Importância de Ser Perfeito, dirigido por Daniel Herz.

CENÁRIO

Cenário

A cidade cenográfica da Vila de Santa Fé está num espaço de sete mil metros quadrados, com 28 prédios revestidos por vinte toneladas de latas de tinta recicladas (elas foram abertas, cortadas, amassadas, pregadas e tingidas), remetendo ao material utilizado por antigos brinquedos do século XIX. As construções são as casas dos personagens, a igreja, o comércio e a estação de trem, sendo tudo entrecortado pela linha férrea.

Santa Fé - Meu Pedacinho de Chão

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Comércio

A equipe de criação, composta por cenógrafos, figurinistas, aderecistas, produtores de arte, artistas, artesãos e operários tem um trabalho totalmente integrado, cada departamento contagia o outro com sua criatividade. Normalmente, uma cidade cenográfica é utilizada como um elemento a mais nas novelas, porém em Meu Pedacinho de Chão a cidade se tornou praticamente um novo personagem, sendo considerada um dos itens principais da narrativa. A trama contém somente vinte personagens e cem capítulos, o que facilita a maneira de trabalhar a sua produção diversificada. A novela possui apenas dois estúdios, um é a casa do coronel Epa (personagem de Osmar Prado) e o outro é a casa de Pedro Falcão (personagem de Rodrigo Lombardi), uma característica bem diferente dos outros folhetins. Um exemplo é a novela Aquele beijo, que chegou a ter 180 estúdios montados. Normalmente uma novela chega a ter uma média de apenas 35% de cenas externas, em Meu Pedacinho de Chão acontece o oposto.

Cenário-latas

A cidade cenográfica está sempre em manutenção, respeitando as mudanças de estação, a ação do sol e da chuva, que modificam constantemente as tonalidades dos cenários. A cenografia não tem nenhum compromisso com a realidade, com a época, com proporções ou estilo arquitetônico definido. O arquétipo e a personalidade de cada personagem foram levados em consideração na hora da definição de cada cenário. Nenhuma porta, janela ou parede é semelhante. Na casa de Epa (Osmar Prado), que é um homem que ostenta dinheiro e poder, os objetos são mais luxuosos. Há muita porcelana, quadros, obras de arte e peças de cama, mesa e banho feitos com materiais nobres como seda e rendas elaboradas. Há também um acúmulo muito grande de papeis, escrituras, livros caixa, que representam a necessidade de controle e a avareza do personagem.

A produção de arte contou também com objetos diversificados, como lustres, máquinas registradoras e caixa de ferramentas antigas. Apesar de serem peças utilitárias, que existem de fato, elas representam a magia e a atemporalidade da fábula. Foram pesquisados objetos, em sua maioria réplicas ou originais de antiquários, do final do século XIX e início do século XX, que tivessem estética exuberante e que, com algumas intervenções de cores e outros elementos, adquirissem o tom lúdico e atemporal conceituado pelo diretor.

Luz

A luz da trama tem uma estética de sonho, que cria sensações visuais diferentes, trazendo cores chapadas de desenho animado. Os pintores Van Gogh e Marc Chagall, os cineastas Akira Kurosawa e Tim Burton e até histórias em quadrinhos serviram de inspiração para os cenários da trama Meu pedacinho de chão, que tem cenografia de Keller Veiga e direção de arte de Raimundo Rodriguez.
 Keller Veiga é mineiro de Três Pontas, está na TV Globo desde os anos 1980 e é formado em arquitetura pela Universidade Federal de Minas Gerais. Participou como cenógrafo titular ou como integrante das equipes de cenografia de Engraçadinha, Agosto, O Fim do Mundo, Incidente em Antares, Dalva e Herivelto, Que Rei Sou Eu?, Torre de Babel, O Cravo e a Rosa, Esperança, A Farsa da Boa Preguiça, Aquele Beijo, entre outras produções. Atualmente, além de ser responsável pela cenografia de Meu Pedacinho de Chão, está em Pé na Cova. Tem trabalhos para o teatro, cinema e shows.
Raimundo Rodriguez é artista plástico cearense, radicado no Rio de Janeiro, tem trabalhos com pintura, desenho, escultura, instalações e gravuras. Na TV e no teatro, assume a direção de arte. Já trabalhou com o diretor Luiz Fernando Carvalho em Hoje é dia de Maria, A Pedra do Reino, Capitu e Alexandre e Outros Heróis. Em 2013, teve uma de suas obras na comissão de frente da escola de samba Beija-Flor, um cavalo-robô montado por um São Jorge guerreiro, que encantou o público da Sapucaí.

TRILHA SONORA

A trilha sonora da novela foi produzida pelo compositor Tim Rescala, que já trabalhou com o diretor Luiz Fernando Carvalho em Hoje é dia de Maria (I e II) e Afinal, O que Querem as Mulheres?.

Em Meu Pedacinho de Chão a trilha traduz a personalidade de cada personagem. No caso da música de Catarina, por exemplo, foi adotado um estilo mexicano, que é classificado como western espaguete italiano. Já a música da professora Juliana é mais encantatória, orquestral, uma música de fada. No caso do vilão interpretado pelo ator Osmar Prado, o compositor fez duas músicas: Epa, o todo poderoso, mais pesada; e outra para a solidão de Epaminondas, que reflete os momentos de tristeza e introspecção do personagem.

A música sinfônica é extremamente maleável e possibilita uma dimensão atemporal, sem época definida, podendo ir para um tempo tanto futuro quanto mais antigo. A ideia para a trama era promover um diálogo da música sinfônica com o universo pop, que está presente em toda a direção de arte. As referências vão do western às composições cômicas. Há também uma participação da Orquestra Sinfônica de Heliópolis, de São Paulo, com um coro de trinta vozes.

Vila de Santa Fé

 

Para um trabalho de equipe, é sempre muito importante dar os créditos a todos os criadores/colaboradores. Parabéns a cada um!

 

Escrita por

Benedito Ruy Barbosa

 

Colaboração

Edilene Barbosa

Marcos Barbosa De Bernardo

 

Direção

Henrique Sauer

Pedro Freire

 

Direção geral

Luiz Fernando Carvalho

Carlos Araujo

 

Direção de núcleo

Luiz Fernando Carvalho

 

Elenco de apoio

Antonio Alves

Dida Camero

Rosa Iranzo

Lucianna Magalhães

Wladimir Pinheiro

Bel Belloni

Ignácio Aldunate

Darília Oliveira

Lucas Pinheiro

Leandro Vieira

 

Crianças de apoio

Esthefanny Oliveira

Jenny Flores

Kaik Brum

Leonardo Marchetti

 

Autorização especial

SATED RJ

 

Cenografia

Keller Veiga

Tadeu Catharino

Wilson Lara

Cristina De Lamare

 

Cenógrafos assistentes

Danielly Ramos

Mariana Villas Boas

Rodrigo Figueiredo

Fabricio Palermo

Roberto Villar

Regina Paulino

 

Figurino

Thanara Schönardie

 

Figurinistas assistentes

Patrícia Barbeitas

Daniella Lima

Deborah Kasper

Fernanda Moraes

Luciana Morrissy

Renata Luciana Dos Santos

 

Contra-mestre

Maria Madalena de Oliveira Silva

 

Equipe de apoio ao figurino

Alex Sena

Alicia Ferraz

Carolina Lannes

Cláudio Luciano

Cristiane Peçanha

Daniel Cavalcanti

Dirley Souza

Elijanite Marinho

Eni Dos Santos

Fábia Jane Dos Santos

Heliana Conceição

Helson Gomes

José Luiz De Melo

Leonardo Ramos

Lisandra Miguel

Maria José Gomes

Markoz Vieira

Marlene Alves

Robson Salomão

Rosa Corrêa

 

Direção de fotografia

Jose Tadeu

 

Direção de iluminação

Alexandre Fructuoso

Gustavo Lacerda

 

Gaffer

Fábio Conceição

 

Equipe de iluminação

Marcio Ribeiro Pinto

Juan Carlos Fructuoso

Carlos Eduardo Gomes

Luiz Leonard Ferreira De Souza

Leandro Nogueira Finamore

Guilherme Martinho Ribeiro Araujo

Leandro Ramos Santos

Maicon Carlos Matias De Lima

Luiz Alberto Silva Freitas

Carla Do Espirito Santo Barbosa

Anderson Gonçalves

Weslley Teixeira

 

Artista plástico

Raimundo Rodriguez

 

Produção de arte assistente

Luisa Gomes Cardoso

Deborah Badaue

Sabrina Travençolo

Anderson Dias

Marcos Mariano

 

Produção de arte

Marco Cortez

 

Produção de arte assistente

Carolina Pierazzo

Daniela Wiemer

Helenita Gontijo

Myriam Mendes

 

Equipe de apoio à arte

Jose Marcos

Thiago Leal

Marco Aurélio De Carvalho

Washington De Oliveira

Adenilson Ligiero

Luiz Alberto Da Silva

Carolina Gomes

Maria Do Rosário Soares

 

Produção de elenco

Márcia Andrade

 

Instrutores de dramaturgia

Agnes Moço

Lúcia Cordeiro

Renata Franceschi

Renata Soffredini

Tiche Vianna

Mareliz Rodrigues

Antonio Karnewale

 

Produção musical

Tim Rescala

 

Direção musical

Mariozinho Rocha

 

Música

Tim Rescala

 

Música adicional

Devotchka

 

Caracterização

Rubens Liborio

 

Equipe de apoio à caracterização

Rosemeire Santos

Marinez Rodrigues

Thais Nunes

Paula Ines Da Costa

Sheila Reis

Andrea Adad

Julice De Paula

Rita Souza

Leticia Biazzi

Adelma Calixto

Viviane Ribas

Lucimar Almeida

 

Edição

Iury Pinto

Carlos Eduardo Kerr

Alberto Gouvea

Alamyr Andrade

Paulo Jorge

Marcia Watzl

 

Colorista

Wagner Costa

 

Sonoplastia

Irla Souza

Renato Muniz

Marco Salles

Dionisio Ferreira

 

Efeitos visuais

Rafael Ambrosio

 

Videografismo

Marcelo Nicácio

Thiago Santoro

Antônio Carlos Gonçalves

Eduardo Salles

Caio Licio

Igor Lementy

Pedro Vicente

Leonardo Lino

 

Ilustrador

Beto Campos

 

Efeitos especiais

Ricardo Menezes

 

Abertura

Alexandre Pit Ribeiro

Alexandre Romano

 

Direção de animação

Cesar Coelho

 

Direção de imagem

Willians Rodrigues Dias

 

Câmeras

Murillo Azevedo

Leandro Pagliario

Thelso Gaertner

Tito Livio

Marcello Motta

Cristiano Barroso

 

Equipe de apoio à op. de câmera

Zaify Da Silva Sampaio

Fabiano Pereira Da Silva

Rafael Rodrigues Dos Santos

Jairo Dias Baptista

Felipe Lopes De Miranda

 

Equipe de vídeo

Dreverson Marcio Kazik

Gilberto Dos Santos Martins

Filippe Esteves Bastos

 

Equipe de áudio

Paulo Roberto

Bernardo Coutinho Amorim

Pablo Mendonça Da Rocha

Evandro Sardinha

Fagner Leonel Dos Santos

Ricardo Knupp

Orlando Da Anuciação Barros

Diego Maia

 

Supervisor e op. sistemas

Ricardo Luna

André Almeida

Rodrigo Siervi

Gabriel Eskenazi

Dannyo Escobar

Adelto Santos

 

Maquinista

Valdemir Cesar

 

Gerente de projetos

Alexandre Gama

Produção de cenografia

Dalmo Meireles

 

Supervisor de produção de cenografia

Ronaldo Buiú

Lucas Avenoso

Fabio Silva Geraldo

Mauro Silveira

Miria Mathias Santos

 

Equipe de cenotécnica

Wanda Maria Guimarães

André Luiz Santos

Oswaldo José Da Silva

José Marcos Alves Da Silva

Thiago Leal

Anderson Rollemberg Pedro

Antônio Marcos De Oliveira Poubel

Arilson Garrido Siqueira

Carlos Renato Cardoso Ferreira

Cláudio Rosa Conceição

Renato Souza Almeida

Wagner De Paula Carneiro

Luiz Carlos Da Silva

Jorge Luiz Araújo Paes

Washington Luiz Da Silva

Marinaldo Santos Silva

Edson Patrício Leôncio

Joelson De Souza Da Conceição

Samuel Gonçalves Da Silva

Danilo Duarte Torres

Dalmo Souza Vieira

Leonardo Do Espírito Santos Alves

Luciano De Jesus Oliveira

Jorge Fábio Rodrigues

Gilberto Gonçalves Bastos Filho

Cláudio Antônio De Paula

André Luiz Silvestre Theodoro

Luiz Claudio Perdigão

Flávio Wayne

Cristobal Lourenzo

Marcio Campos

 

Continuidade

Glaucia Pelliccione

Carla Carrete

Karen Marmello

 

Equipe de internet

Ana Bueno

Bianca Kleinpaul

Bruno Martins

Rafael Maia

Mariana Santos

Ligia Andrade

Fabíola Schwob

Gabriela Duarte

Claudia Castilho

Eduardo Belo

Juliana Saboya

Fabricio Bianchi

Francisco Couto

Rodrigo Abreu

 

Assistentes de direção

Carla Böhler

Antonio Karnewale

Bernardo Sá

 

Produção de engenharia

Ilton Caruso

 

Equipe de produção

Vanessa Marques

Manuela Estrella

Nayana Gouveia

Rodrigo Riff

Fabio Conceição

Manuela Piame

Thalita Ximenes

Chico Marinho

 

Supervisão executiva de produção

William Barreto

Allexia Galvão

 

Supervisão executiva de produção de linha

Lucas Zardo

 

Produção executiva

direção

Maristela Velloso

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