FIGURINOS PARA VERDI

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Termina hoje a oportunidade de ver ao vivo figurinos e croquis criados por artistas como Visconti, Zeffirelli, Caramba… para montagens de Verdi. Em comemoração aos bicentenário de nascimento do compositor, está até hoje (16 de maio de 2012) em São Paulo, no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), a exposição Homenagem a Giuseppe Verdi: Glória da Música do Risorgimento. Todos os trajes fazem parte do acervo do Teatro de Ópera de Roma.

verdi-ZEFFIRELLI

Conferir os desenhos de cenário, croquis e trajes que Franco Zeffirelli criou para a comédia lírica Falstaff (acima), em 1963, revelam detalhes que não visualizamos nos livros. Eu já conhecia os trajes de Nemorino (Elixir de Amor) e de Fiorilla, interpretada por Maria Callas em Um Turco na Itália, ambos criados por ele em 1954. Nessa época, os trajes dos solistas que iam para a cena eram aqueles que já haviam passado por várias adaptações durante os ensaios a fim de serem aprovados por algumas exigências técnicas: não podiam restringir os movimentos, nem contrair o diafragma; mas ao mesmo tempo deveriam satisfazer exigências estéticas que, na maioria das vezes, eram sugeridas pelos próprios cantores.

verdi-CARAMBA

Interessante nem é observar a qualidade dos tecidos ou o primor histórico dos estilos, mas destrinchar a maravilha das figuras, bordados e hieróglifos pintados. Esses coloridos eram muito usados por Benois, Brunelleschi e por Caramba, criador do traje mais antigo presente à exposição: a tunica de Nabucco, de 1916 (ao lado). Ou as telas de Pier Luigi Pizzi, para I Lombardi alla prima crociata, de 1969, com aplicações em tecido formando o desenho do cenário (abaixo).

verdi-CENARIO

VERDI-LADY-MACBETH

Só hoje até às 19h. Não deixe de ir!

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