EXPOSIÇÃO STANLEY KUBRICK NO MIS (SP)

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Kubrick já é o máximo, mas o detalhamento da exposição em sua homenagem faz merecer muitas horas de apreciação. Se você quiser aproveitar as “entrelinhas”, os processos de pesquisa, de pré-produção e muito mais, recomendamos que você dedique pelo menos três horas no passeio ao Museu da Imagem e do Som (MIS). Entre as curiosidades estão o orçamento de Medo e Desejo, cartas, anotações, roteiros e até cronogramas de filmagens.

Para quem gosta de figurinos de época, alguns trajes de Barry Lyndon e de Spartacus reservam momentos especiais, podendo ser observados em detalhes. Também estão na exposição alguns dos figurinos originais usados nos filmes 2001: Uma Odisseia no Espaço, Laranja Mecânica e O Iluminado.

A curadoria e acompanhamento na itinerância da exposição são de Tim Heptner. E a tão comentada e admirada concepção e adaptação no Brasil foi criada por André Sturm. Acompanhe algumas de nossas descobertas ao longo dessa viagem aos mundos criados por Kubrick.

 

A exposição

 

Composta por mais de 500 objetos, fotos e documentos originais relacionados aos filmes produzidos e dirigidos por Kubrick, a exposição está dividida em dezesseis ambientes temáticos. Na primeira parte, estão expostas suas lentes originais e algumas imagens feitas entre os anos 1945 e 1950, mostrando o início de sua carreira como fotógrafo. Daí por diante, começa a aventura com um percurso de voyeur pelas salas dedicadas à sua filmografia.

O projeto de cenografia, criado pelo Atelier Marko Brajovic e pelos arquitetos Carmela Rocha, Marko Brajovix e Fernanda Zanetti, cria um cenário montado (pela Liz Eventos e Cenografia) de maneira a nos colocar dentro dos sets de filmagens. Em Glória Feita de Sangue, foi reproduzida uma trincheira; em De Olhos Bem Fechados foram reproduzidos seus aposentos misteriosos; em Nascido para Matar, um aposento militar; e em O Iluminado, o corredor do Overlook Hotel e suas portas assustadoras.

A decisão do MIS de apostar neste “mergulho” no universo do diretor foi tida como “sensível e original” pela viúva do diretor, Christiane Kubrick. “Cada país adiciona algo ao material. Aqui houve a ideia de copiar os cenários. Ninguém mais fez isso […] Ficou com certa cara de teatro. Achei muito impressionante.”

 

IMAGENS STRANGELOVE

 

Uma aventura

Já na primeira sala, entre fotografias de início de sua carreira, é possível conferir a planilha de custos de produção para o filme A Morte Passou Perto (Killer’s Kiss), de 1955. Primeira curiosidade que nos impulsiona por cálculos… Apesar do próprio diretor também ser o autor, ter feito a produção e ter sido cinegrafista, editor do filme e responsável pela mixagem de som, toda a parte de efeitos de som, gravação e mixagem correspondem a 14,62% do total gasto na produção. Se somado ao pago pela música (músicos, arranjadores, orquestra e copista), dá pouco mais de 20% do total. Já o custo com cenografia chega a somente 0,45% dos gastos, mas é preciso levar em consideração que isso se refere às cenas de estúdio, que foram poucas, já que a maior parte das filmagens foi realizada em locação, nas ruas de Nova York. Para os curiosos quanto aos trajes, os gastos equivalem a 3,71%. Não há gasto declarado com equipamentos de luz, no entanto, o autor Alexander Walker (Stanley Kubrick, Director: A Visual Analysis, Conundrum Ltd., 1999) salienta “o talento de Kubrick para iluminar e fotografar uma cena de modo a abstrair o seu valor emocional latente”, se referindo a este filme, que tem um tom que retrata a solidão urbana e melancolia. Um projeto de custo bastante limitado, realizado com apoio de sua família e amigos.

 

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O primeiro longa e também o início da parceria de Kubrick com o produtor James B. Harris é O Grande Golpe (The Killing, 1956), filmado inteiramente na Alemanha, graças à taxa de câmbio favorável. Seiscentos policiais alemães foram contratados para as cenas de batalha e, com um orçamento bem maior que antes, pôde contratar um elenco de atores profissionais. O espaço mostra algumas cenas do filme, assim como orçamentos de produção e algumas imagens e cartazes.

 

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A expografia surpreende ao passar pela primeira cortina que divide as áreas destinadas a cada filme: entramos um uma trincheira! O ambiente de guerra de Glória Feita de Sangue (Paths of Glory, 1957) é sentido na opressão e som da sala. Nos documentos sobre o filme, destacamos duas curiosidades: somente dois capitães, um tenente e um major levavam uma hora na maquiagem, enquanto todos os outros ocupavam só meia hora da equipe de make-up, inclusive Kirk Douglas, ator principal. Um original do storyboard com anotações do diretor é possível de ser admirado.

 

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O material expositivo do filme Dr. Fantástico (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bombs, 1964) demanda um incrível mergulho entre objetos e documentos. Uma carta escrita pelo professor de cenografia do Instituto de Tecnologia de Carnegie, John H. Kavelin, comentando sobre o filme para Kubrick é uma leitura que faz viajar no tempo. “Eu acabo de vir de uma sessão especial do seu filme, Dr. Fantástico, e achei uma experiência tão excitante, não somente teatralmente, mas esteticamente, que achei necessário escrever e te dizer o quão orgulhoso estou!”.

 

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Há uma maquete da “sala de reuniões” criada para o filme bem no centro do espaço destinado à película, mostrando o piso tão polido e que demandou tamanho cuidado ao longo das filmagens, fazendo com que o diretor obrigasse técnicos e atores a entrarem com chinelos de feltro disponibilizados a todos. Ah, Sturm… deu bem vontade de sentir esse gostinho… você bem que poderia ter projetado para o piso da sala expositiva ter sido assim tão brilhante para podermos vestir os peludos chinelinhos… :-). Confira a foto que fizemos da maquete, do desenho e do croqui.

 

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E aproveite para dar uma olhadinha no memorando de produção sobre os chinelos de feltro:

 

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Uma surpresa na exposição acontece ao adentrarmos na ambientação de O Iluminado (The Shining, 1980). Segundo Kubrick, “uma das coisas que as histórias de terror podem fazer é nos mostrar os arquétipos do inconsciente; podemos ver o lado obscuro sem ter que confrontá-lo diretamente. Além do mais, histórias de fantasmas atraem nossa ânsia por imortalidade. Se você consegue ter medo de fantasma então tem que acreditar que ele existe. E se um fantasma existe, então o esquecimento talvez não seja o fim.” Este cenário representa os corredores do Overlook Hotel e suas portas assustadoras, que podem ser abertas aleatoriamente, tornando a experiência multissensorial e emocionante.

 

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Os figurinos originais das irmãs Grady, que pertencem hoje ao Arquivo Stanley Kubrick (Universidade de Artes de Londres), estão atrás de uma das portas e pode te levar a lembranças assustadoras… :-)

 

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Na ambientação cenográfica de Barry Lyndon (1975) estão presentes alguns figurinos originais e uma iluminação que simula luz de velas. Vale lembrar que um dos motivos para o fracasso do enorme projeto para a filmagem de Napoleão foi a impossibilidade de filmar as cenas internas apenas à luz de velas, uma tecnologia que se tornaria viável seis anos depois, e seria utilizada pelo diretor exatamente em… Barry Lyndon. “A história também oferecia a oportunidade de fazer uma das coisas que os filmes fazem melhor que qualquer outra forma de arte, que é apresentar um tema histórico.”, citação de Kubrick no catálogo da exposição.

 

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Os trajes são creditados como criações de Milena Canonero e Ulla-Britt Söderlund e podem ser conferidos bem de perto, facilitando perceber detalhes bastante teatrais no acabamento. Segundo crédito nas legendas, os figurinos pertencem ao Angels-The Costumiers, considerada a maior casa de produção e aluguel de trajes, localizada em Londres, e ainda mais antiga (170 anos) do que a já citada no facebook do vestindoacena, a Western Costume Company (100 anos), localizada em Los Angeles. A americana possui uma clara política de conservação de trajes históricos, já a inglesa deixa claro em seu site as muitas possibilidades de aquisição de trajes, com a lista dos filmes que usaram de seus serviços e seus respectivos prêmios. Será que os trajes de Barry Lyndon na exposição são originais mesmo ou frutos de restauração? Fica a dúvida. Alguém se arrisca?

 

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“Se eu pudesse fazer o filme de novo, teria dado ênfase ao componente erótico do relacionamento deles na mesma medida em que Nabokov deu.”, relata Kubrick sobre seu filme Lolita (1962). Em uma expografia que destaca o sensual, é possível sentar em um sofá de pelúcia cor-de-rosa, enquanto se delicia com cenas sedutoras exibidas em duas telas no formado dos inconfundíveis óculos de coração da personagem principal.

 

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Atravessando a cortina, eis que surge o espetaculoso universo de 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001:A Space Odyssey, 1968). O próprio Kubrick possibilita visualizar o que é possível sentir ao entrar no ambiente deste filme: “Não se trata de uma mensagem que eu, em algum momento, tive a intenção de transmitir em palavras; 2001 é uma experiência não verbal. Tentei criar uma experiência visual que superasse a rotulação verbalizada e penetrasse diretamente no subconsciente com conteúdo emocional e filosófico.”

 

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O espaço simula uma nave espacial, é bem iluminado e amplo. Nele, estão expostos croquis dos figurinos criados por Sir Hardy Amies, figurinos originais, além de objetos de cenas, orçamentos e curiosidades. Confira a clareza de indicações das texturas escolhidas! Amies era um estilista, muito reconhecido pelos ingleses por ter sido o “Official Dressmaker” da Rainha Elizabeth, de 1950 a 1990 (a House of Hardy Amies ainda desenhou para ela, sob a criação de Jon Moore, até 2002). Nos anos 1960, Hardy Amies criou trajes para alguns atores até o sucesso dos figurinos de 2001, em 1968. Entre suas criações para o cinema estão os trajes de: Albert Finney, em Um Caminho para Dois (1967); o detetive Poirot de Tony Randall, em Os Crimes do Alfabeto (1965); Joan Greenwood, em The Amorous Prawn (1962); e Deborah Kerr em Do Outro Lado, o Pecado (1960).

 

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Entrando no espaço expositivo seguinte, nos deparamos com Spartacus (1960), uma direção de Kubrick que não seguiu seu “modelo” de trabalho. “Foi o único dos meus filmes sob o qual não tive o controle total…”. Acontece que Kirk Douglas, que interpretava o personagem central da trama, havia brigado com o então diretor Anthony Mann e só então é que foi à busca de Kubrick. Apesar de nunca ter ficado satisfeito com o resultado, o filme recebeu quatro Oscars: direção de fotografia, direção de arte, pela atuação de Peter Ustinov e pelos figurinos (veja detalhe abaixo da armadura e túnica originais de Marcus Licinius Crassus, vivido pelo ator Laurence Olivier, parte do acervo do Costumi D’Arte Peruzzi, em Roma, que cedeu o traje para a exposição).

 

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Uma curiosidade (fonte: imdb) é que a maioria das cenas foi filmada por Kubrick e não por Russel Metty, que assinou a direção de fotografia apesar de ter pedido, ao final das filmagens, que seu nome fosse retirado dos créditos. Mesmo assim, na hora de receber o Oscar, subiu ao palco para pegar a estatueta. Outra curiosidade diz respeito ao som. Os gritos da multidão (Spartacus! Spartacus!) foram gravados em um jogo de futebol em Michigan, quando o time da casa venceu o Notre Dame por 19 a 0.

 

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O cenário de Laranja Mecânica (A Clockwork Orange,1971) mostra objetos de cena e partes do cenário do clube onde Alex, o protagonista, e seus drugues se encontram antes de praticar a ultra-violência. A trilha sonora é bem marcante, já que Alex é admirador de Beethoven e se inspira na nona sinfonia para praticar seus atos de violência. Além disso, Kubrick aproveita da metáfora para mostrar que “a tradição não serve como escudo contra atitudes desumanas”. A trilha sonora ganhou um Disco de Ouro pela venda de mais de um milhão de cópias.

 

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Nesta sala da exposição também deu vontade de passar por uma experiência sensorial (assim como as pantufinhas de Dr. Fantástico). E se pudéssemos nos sentir no próprio leite-bar Korova e tomar do leitinho que sai dos seios das brancas esculturas femininas?:-)

 

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Após subir as escadas para o segundo andar da exposição, uma música supostamente cômica toma conta do ambiente e é possível ver dois beliches que possibilitam tomar a posição horizontal, com fones de ouvidos, e “descansar” um pouco. Logo percebemos estarmos inseridos no cenário de Nascido Para Matar (Full Metal Jacket, 1987).

 

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Uma provocação do projeto expositivo, que destaca e faz lembrar a marca irônica do diretor. Nos extras do DVD do filme, o ator Vincent D’Onofrio relata o perfeccionismo de Kubrick, negado veementemente pelo próprio, mas que é comprovado com o exemplo de que a cena final externa foi filmada em mais de 35 takes. Detalhe: o cenário precisava ser reconstruído em grande parte após cada uma das tomadas, restaurando os buracos e danos nos prédios, causados pelas explosões.

 

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Também na exposição, há espaço para A.I. Inteligência Artificial (A.I, Artificial Intelligence, 2001), com esboços e desenhos de storyboard que retratam a extensa pesquisa realizada por Kubrick antes mesmo de oferecer a direção para Steven Spielberg, já que estava filmando seu último longa, De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut, 1999). O filme, estrelado por Nicole Kidman e Tom Cruise, joga com o prazer de observar e de ser observado, o que é possível, também, fazer na sala que traz este projeto. É possível conferir um detalhadíssimo estudo de cenário para Hatton Garden, que viria a se tornar o Greenwich Village.

 

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É impressionante, também, conferir a pré-produção para a filmagem de Napoleão, que não veio a acontecer. O armário de arquivo de cartões é um sonho de consumo e a forma de catalogação serve de exemplo, com um guia de cores para o índice da biografia de Napoleão. O grande cronograma de filmagem escrito a mão. “A strip board física foi substituída por software criado especificamente para a indústria cinematográfica”, segundo a legenda.

 

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Kubrick costumava usar vários temas ou estilos musicais recorrentes para apresentar camadas de significados complexos ou para acentuar o impacto emocional ou psicológico de uma cena ou sequência narrativa, como diz a legenda da última sala da exposição, onde é possível conferir um “mini-documentário” (30 minutos) sobre as trilhas sonoras escolhidas por Kubrick e seus significados. Não deixe de mergulhar nesse universo.

Se você está no Rio de Janeiro, aproveite a retrospectiva Stanley Kubrick (que acontece do dia 10 ao dia 26 de janeiro, no Instituto Moreira Salles) e curta as músicas ao ver / rever alguns dos filmes. Se não puder ir, há várias trilhas disponíveis no youtube.

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A exposição foi organizada pelo Deutsches Fimmuseum (Frankfurt), Christiane Kubrick e Universidade de Artes, de Londres, que possui o Arquivo Stanley Kubrick. Ainda contou com o apoio da Warner Bros. Pictures, da Sony-Columbia, dos estúdios Metro-Goldwyn-Mayer e Universal, além dos arquivos da SK Filmes.

Fotos da matéria: Rosane Muniz em visita à exposição

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 Sobre Stanley Kubrick

 

Stanley Kubrick nasceu em Nova York, no ano de 1928. Quando completou 13 anos, seu pai o presenteou com uma máquina fotográfica, despertando no adolescente o gosto pela arte. Após cinco anos, Kubrick, começa a trabalhar na equipe de fotógrafos da revista Look, onde ficou até o ano de 1951. Segundo ele: “Esta experiência teve um valor inestimável para mim, não só porque aprendi muito sobre fotografia, mas também porque foi como um curso rápido a respeito de como as coisas aconteciam no mundo.”

Daí não parou mais. Em 1956, abriu sua produtora de cinema junto com James B. Harris: a Harris Kubrick Pictures.

Kubrick se tornou autor de grandes clássicos do cinema e é reconhecido pelas inovações técnicas, diversidade e riqueza dos temas apresentados ao longo de sua carreira como fotógrafo, diretor, roteirista e produtor.

Seu último trabalho, o Filme De Olhos Bem Fechados, de 1999, foi protagonizado pelo casal Tom Cruise e Nicole Kidman, que naquela época eram considerados o casal número um dos Estados Unidos. Este filme foi uma adaptação do romance Traumnovelle, escrito por Arthur Schnitzler. Apesar do usual perfeccionismo de Kubrick (que ele negava ter!) e dos dois anos de filmagens, o filme não foi um sucesso de crítica e público. Porém, o diretor faleceu na época de seu lançamento, de um ataque cardíaco enquanto dormia, e não testemunhou o que provavelmente seria para ele uma grande decepção.

 

EXPOSIÇÃO STANLEY KUBRICK

Visitação: Até 12/01/2013
Horários: Terças a sextas – 12h às 22h; sábados, domingos, feriados – 11h às 21h.
Local: Museu da Imagem e do Som (Avenida Europa, 158)
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia); As terças, a entrada no MIS é gratuita
Informações: (11) 2117-4777 e pela internet

 

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