Archive for the ‘World Stage Design’ Category

ENCONTRO (CURITIBA)

Wednesday, October 21st, 2009

Repassando mensagem postada no Forum do IBTT:

Estaremos promovendo nesta quarta feira a partir das 19h00 durante a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPR, um encontro com nossos companheiros Beto Bruel, Nádia Luciani e Rodrigo Ziolkovski, apresentando um pouco dos seus trabalhos que representaram o Brasil na Coréia, no World Stage Design (WSD).

Quem estiver em Curitiba é só chegar na UFPR, prédio histórico na Praça Santos Andrade, 3º andar, na sala do Curso Superior de Tecnologia em Produção Cênica – Formação de Atores. Estão todos convidados a participarem…

Att

Alaor Carvalho

Coordenação

TRABALHOS BRASILEIROS EM SEUL VI

Wednesday, October 7th, 2009

Por conta da viagem ao Colóquio de Moda (que aconteceu no Recife na semana passada e no qual tivemos pela primeira vez Grupos de Trabalho específicos para reflexões sobre figurino), interrompemos a postagem das breves entrevistas, realizadas por e-mail, com os profissionais participantes do World Stage Design, que aconteceu no mês de setembro, em Seul.

Mais a frente, escreveremos sobre o Colóquio. Agora fiquem com o papo com o figurinista e cenógrafo Ronald Teixeira:

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Ronald Teixeira – cenografia – O Apocalipse Segundo Domingos de Oliveira – Casa de Cultura Laura Alvin – Rio de Janeiro (RJ) – 2008

Você foi curador da Mostra Nacional na última Quadrienal de Praga. O que significa agora expor em um evento internacional como o WSD?

Vibrei quando soube que havia sido selecionado, assim como outros cenógrafos brasileiros, para a Gallery Exhibition da World Stage Design 2009 – pois a participação do Brasil neste evento, nesta edição,  foi mais expressiva, com um maior número de participantes. Significa ter sido avaliado sobre uma perspecrtiva estética que alcança uma genuinidade com sua obra e com seu percurso de criação; seleção ocorrida entre um vasto número de inscritos pois tratou-se de observar individualmente cada participante e, não o conjunto que reúne as obras dos cenógrafos de um país como na Quadrienal de Praga.

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 Qual o critério que você usou na escolha do trabalho inscrito, ou seja, qual o diferencial entre seus outros projetos?

Exatamente minhas últimas criações cenográficas que refletem inquietude e investigação e que alcançam grande diálogo com a estética dos figurinos (assinado conjuntamente com o cenógrafo Leobruno Gama) e com o desenho de iluminação  do Cadú Fávero, outro grande parceiro. Vale destacar que, neste espetáculo O Apocalipse segundo Domingos Oliveira, comemoro 15 anos de criação de cenários e figurinos para a obra do próprio Domingos, no cinema e no teatro. Parceria vivida intensamente dentro do estado das delícias promovido pelo diretor o que torna a obra bastante particular. Neste trabalho, Domingos Oliveira apresenta Deus em conflito, com questionamentos nada divinos, reunindo acidez e filosofia numa obra única no teatro brasileiro e, que obteve grande sucesso no RJ.

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Você enviou algum material bidimensional ou tridimensional para a exposição ou serão exibidas imagens virtuais? Quais?

Enviei somente material virtual pois esta me pareceu ter sido a escolha da maioria dos participantes, o que me traz uma forte curiosidade para com o desenho da exposição que será instituído pela curadoria na Korea.

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Tentaremos buscar imagens de como montaram a exposição para colocar aqui no blog.

TRABALHOS BRASILEIROS EM SEUL V

Friday, September 25th, 2009

Como já foi divulgado aqui no blog, o iluminador Beto Bruel ganhou a medalha de ouro na categoria iluminação, lá no WSD, em Seul. Abaixo publico a matéria que saiu hoje no jornal O Estado de S. Paulo falando sobre essa conquista (cliquem na imagem para viabilizar a leitura na versão ampliada) e, em seguida, a íntegra da conversa que tivemos. Curtam o papo…

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Você já era um artista muito premiado em Curitiba antes de receber seu primeiro Shell em 2001 por Memória das Águas (Beto Bruel tem dezessete Gralhas e sete Poty Lazzaroto). Desde então, já foram muitos outros prêmios. O WSD 2009 é o seu primeiro prêmio internacional?

Fui indicado cinco vezes ao Shell e ganhei três (Memória das Águas, Av. Dropsie e Não Sobre o Amor). Fui também indicado ao Prêmio Carlos Gomes, de ópera, pela iluminação do O Castelo do Barba Azul, no qual a Daniela Thomas ganhou o prêmio pelo cenário. O WSD é meu primeiro prêmio internacional. 

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Na revista Luz & Cena de maio de 2008, você disse que o fato de ganhar um prêmio dificilmente faz com que o profissional ganhe um contrato melhor, o que significa para a iluminação brasileira este prêmio?

É muito bom ganhar o prêmio, mas acho que o destaque maior significa em termos de Brasil. Principalmente agora que a ABrIC foi efetivada como centro nacional, o reconhecimento é importante para mostrar ainda mais lá fora o que fazemos aqui, no Brasil. Ter visto em Praga o teatro feito na Turquia e em outros países durante a Quadrienal de 2007 foi um conhecimento profissional muito bom para mim. É bastante interessante que as pessoas vejam o que o Brasil faz e que saibam que aqui também tem bons iluminadores.

Quando você comprou o bar Café do Teatro, em 1997, você decidiu criar um prêmio novo pra que as pessoas pudessem conversar mais sobre teatro. Como foi isso?

Esse é o Poty Lazzaroto. Algumas pessoas reclamavam do Gralha Azul e aí inventamos um prêmio bem democrático. A urna ficava disponível no Café do Teatro e quem tivesse o DRT podia votar. Ela era lacrada por atores e técnicos que estavam no café e, no dia da apuração, vinham convidados para ajudar. Fazíamos a contagem de forma aberta ao público e tudo podia ser conferido pelo pessoal presente, pois os votos ficavam disponíveis para checagem.

Qual o critério que você usou para a escolha de Não sobre o Amor?

Se pegarmos peças que fiz com o Felipe Hirsh, não temos nada tão complicado no que se refere à iluminação. Mas neste espetáculo, não devia ter nada frontal. Usei só uma barrinha de LED fininha na boca de cena. Uma coisa que ajudou muito em Não Sobre o Amor  foi que o cenário chegou a Curitiba antes do ensaio começar. Tive quase trinta dias pra experimentar. Geralmente não se tem muito tempo para evoluir e amadurecer a ideia, mas como o Felipe demorou para achar o caminho para esta direção, eu pude ir ganhando tempo na luz. Quando ele achou, eu já tinha experimentado muitas coisas.O importante é poder trabalhar no teatro em equipe.

O lema da gente é que todos são obrigados a falar tudo o que pensam. Daí a aceitar ou não, cada um tem liberdade. Por exemplo, quando vi o cenário, comentei com o Felipe que ele tinha que poder girar. Dias depois ele apareceu e falou que o cenário não iria girar, mas quase. Desmontamos a caixa cênica e a montamos em posições diferentes, filmando a atriz entrando pela porta, deitando na cama etc. No espetáculo, as imagens filmadas são projetadas criando sobreposições e uma linguagem visual que ficou muito interessante. Já no espetáculo da Fernanda Montenegro, Viver sem Tempos Mortos, a ideia da luz dentro do tubo veio por sugestão da Daniela. A luz é muito simples, mas complicada. Todo grupo deveria ter uma equipe sem medo de falar.

TRABALHOS BRASILEIROS EM SEUL IV

Wednesday, September 23rd, 2009

Isabelle Bittencourt – diretora de arte / cenógrafa

Acústico MTV Engenheiros do Hawaii

Marjorie Estiano e Banda ao Vivo

Kid Abelha PEGA VIDA  ao Vivo

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Kid Abelha PEGA VIDA  ao Vivo - Foto: Tahira


O que significa expor em um evento internacional como o WSD?

Fiquei surpresa por ter entrado na mostra Gallery, pois sei que a concorrência é enorme. Estamos competindo com cenógrafos europeus, americanos asiáticos, que além da excelente formação (estudam em escolas maravilhosas),têm sempre cachês bem pagos e contam com mais recursos estruturais e financeiros pra realização de seus projetos. Isto significa que o trabalho dos brasileiros além de criativo é muito bom, pois muitas vezes temos que tirar leite de pedra e mesmo assim e o resultado fica bom.

 

 

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Acústico MTV Engenheiros do Hawaii - Foto: Marcos Camargo

Qual o critério que você usou na escolha dos trabalhos inscritos, ou seja, qual o diferencial entre seus outros projetos e por que você decidiu inscrever três shows?

Na verdade, se a inscrição não fosse tão cara eu teria inscrito outros trabalhos. Mas inscrevi só estes três porque, além de gostar muito deles, foram superelogiados na época em que os shows rolaram e os dvds foram lançados. O catálogo do WSD2005 me fez ver que o nível das produções era altíssimo,tinha óperas européias, altos musicais, Chicago… então, pensei: se eu tiver alguma chance de entrar na competição será com um desses!

 

 

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Marjorie Estiano e Banda ao Vivo - Foto: Washington Possato

Você enviou algum material bidimensional ou tridimensional para a exposição ou serão exibidas imagens virtuais? Quais?

Como eu não tinha maquete desses trabalhos e nem dava tempo de produzi-las,enviei cinco pranchas tamanho A1 com os projetos, desenhos e fotos, mas foi um gasto absurdo pra mandar o material e principalmente pra pagar a liberação alfandegária na Coréia. Isto sem nenhuma ajuda de custo. Espero que valha a pena!

TRABALHOS BRASILEIROS EM SEUL III

Tuesday, September 22nd, 2009

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José Henrique Moreira- iluminação – O Processo, de Franz Kafka

Teatro Maison de France – Rio de Janeiro (RJ) – 2008

O que significa expor em um evento internacional como o WSD?

Significa, em primeiro lugar, ter o trabalho reconhecido fora do Brasil, que hoje tem seus “critérios de qualidade” determinados por uma aliança perniciosa entre produtores, críticos e as comissões de patrocínios e prêmios. Na WSD, cada artista se inscreve com independência e sem necessidade de “chancela” de quem quer que seja, então ter sido selecionado por um júri internacional é um mérito inquestionável. Além disso, e de não menos importância, é a oportunidade de intercâmbio que só ocorre nos eventos presenciais, onde a observação das obras de todo o mundo se soma a troca pessoal de experiências entre os expositores.

Qual o critério que você usou na escolha dos trabalhos inscritos, ou seja, qual o diferencial entre seus outros projetos?

Dos últimos trabalhos de iluminação que realizei, sempre para espetáculos também sob minha direção, “A Pane” e “O Processo” foram os que tiveram carreiras mais longas e maior itinerância por diferentes cidades e casas de espetáculos. Isso é importante para o amadurecimento de um projeto de luz, porque a sequência de adaptações necessárias às novas condições em cada local vai filtrando o trabalho até o que lhe é essencial. O diálogo da iluminação com o espetáculo vai sendo cada vez mais integrado e necessário.

 

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José Henrique Moreira – iluminação – A Pane, de Friedrich Dürrenmatt

Teatro Villa-Lobos – Rio de Janeiro (RJ) – 2006

 

Você enviou algum material bidimensional para a exposição ou serão exibidas imagens virtuais?

Enviei somente as imagens para exibição em monitores digitais, como será a exposição de Seul. Cheguei a considerar o envio de gravações em vídeo de trechos dos espetáculos, mas a qualidade das fotografias é muito superior e traduz com maior fidelidade o efeito do trabalho.

Quais os créditos dos fotógrafos das fotos que me enviou?

Todas são de Marcelo Carnaval, fotógrafo de “O Globo” que sempre chamo para registrar meus espetáculos. É uma parceria que já tem dez anos, então ele já conhece meus truques de diretor (e iluminador, claro), aproveitando os momentos mais interessantes com o faro de um fotojornalista. Aqui está uma questão importante que me parece pouco discutida: até que ponto o fotógrafo de um espetáculo não se torna também parte da equipe de criação?