Archive for the ‘Você sabia?’ Category

102 ANOS DE OSCAR NIEMEYER

Tuesday, December 15th, 2009

Você sabia que hoje é aniversário de 102 anos do arquiteto Oscar Niemeyer??? Na última Quadrienal de Praga ele foi o homenageado na exposição de arquitetura cênica do Brasil. Não sei quem escreveu este texto, mas recebi do querido Mariozinho Telles, do Rio de Janeiro, e reproduzo aqui. Olhem que maravilha chegar a essa idade e com aulas de filosofia… muito bom!! Parabéns, Niemeyer!

O arquiteto Oscar Niemeyer completará 102 anos de idade nesta terça-feira, em plena atividade, depois de ter superado vários problemas de saúde que o obrigaram a submeter-se a duas cirurgias nos últimos meses. Niemeyer, que ainda trabalha em seu estúdio no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, não alterará sua rotina por causa do aniversário, pelo qual já começou a receber felicitações de diferentes partes do mundo. Nesta terça-feira, apesar da festa de aniversário, ele terá aula de filosofia, à tarde, com um professor particular.

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro no dia 15 de dezembro de 1907 e, como arquiteto, sempre se caracterizou por ser um inovador nas formas arquitetônicas, com uma obsessão por dar curvas ao cimento, característica que o tornou um dos precursores da arquitetura moderna. “Quando me encomendam um edifício público, tento torná-lo lindo, diferente, que gere surpresa. Porque sei que os mais pobres não aproveitam nada, mas eles podem parar para vê-lo e ter um momento de prazer, de surpresa. É essa a forma como a arquitetura pode ser útil”, explica o próprio arquiteto. Niemeyer admite que as curvas de seus edifícios tiveram como inspiração as montanhas do Rio de Janeiro e as formas do corpo feminino.

BIBLIOTECA DIGITAL USP (SP)

Wednesday, July 15th, 2009

Já está disponível para download a minha dissertação de mestrado sobre A Trajetória de Gianni Ratto na Indumentária, defendida em agosto de 2008, no Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo.

A Biblioteca Digital da USP disponibiliza mais de dezoito mil documentos (hoje), entre dissertações de mestrado e teses de doutoramento e livre-docência. É possível fazer pesquisas simples e avançadas relativas à todas as áreas de conhecimento da Universidade.

Aproveite! Faça o download dos trabalhos e estude na comodidade de casa.

Bons estudos!

AUGUSTO BOAL – Embaixador Mundial do Teatro pela UNESCO

Friday, March 27th, 2009

Você sabia que Augusto Boal foi nomeado Embaixador Mundial do Teatro pela UNESCO, em companhia de outros seis que já eram embaixadores: Ellen Stewart (La Mamma de Nova York), Arnold Wesker (UK), Wole Soyinka (premio Nobel, Nigéria), Anatoly Vassiliev (Russia), Vigdis Finnbogadottir (Islândia) e Girish Karnad (Índia)?

Recebi da Assessoria de Comunicação do Centro de Teatro do Oprimido, a mensagem de Augusto Boal para o Dia Mundial do Teatro, que foi lida hoje no Théâtre de la Ville, Paris.Após a cerimônia de nomeação houve um coquetel, quando foi distribuído um folheto contendo as 45 traduções da mensagem de Boal para o Dia Mundial do Teatro, em línguas que vão do inglês ao bengali, do estoniano ao coreano, do árabe ao chinês, persa etc. Mais informações: www.ctorio.org.br 

Mensagem de Augusto Boal para o Dia Mundial do Teatro, 27 Março de 2009

Todas as sociedades humanas são espetaculares no seu cotidiano, e produzem espetáculos em momentos especiais. São espetaculares como forma de organização social, e produzem espetáculos como este que vocês vieram ver.        Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de ideias e paixões, tudo que fazemos no palco, fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!

Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática… Tudo é teatro.

Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espetáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a platéia e a platéia, palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas  que somos incapazes de ver tão habituados estamos apenas a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana. 

Em Setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da Bolsa – nós fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.

Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre; no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espetáculo, eu dizia aos meus atores: – “Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida”.

Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.        Assistam ao espetáculo que vai começar; depois, em suas casas com seus amigos, façam suas peças vocês mesmos e vejam o que jamais puderam ver: aquilo que salta aos olhos. Teatro não pode ser apenas um evento – é forma de vida!

Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!

Augusto Boal 

Sobre o botão…

Friday, September 14th, 2007

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Você sabia?

 ”Que a palavra “botão” é de origem francesa e deriva da palavra bouton?

Criada em 1160, esta palavra vem do verbo bouter e se aplica a tudo aquilo que é redondo: um broto, uma saliência, um comando de um aparelho… O verbo boutonner, que significa “abotoar”, nasceu pouco tempo depois.

No século XVIII, Denis Diderot consagrou oito páginas de sua célebre Enciclopédia aos botões e fabricantes de botões.

O botão. Por que este pequeno objeto tem um grande espaço na nossa vida? Desde a primeira roupinha de bebê jamais o abandonamos, os botões nos acompanham fielmente, tanto úteis como decorativos. Mas portanto, quase ninguém lhes dedica um breve pensamento – salvo quando nos falta um, claro.

Os botões são objetos plenos de nostalgia. Crianças, adorávamos a diversidade de suas formas, tamanhos, cores e materiais. Uma das primeiras lições da vida consiste em aprender a abotoar nossas roupas. E os botões também não fizeram parte dos nossos jogos favoritos, metamorfoseados em apito, pião, nariz e olhos de boneca de trapo? Eles se tornaram bijouterias, tesouros de família… Mas para alguns, os botões persistem como uma fonte inesgotável de fascinação, de intriga, de objetos de cobiça procurados como ouro e pedras preciosas. Não é surpreendente. A história dos botões é tão longa quanto delicada e seu valor, como uma obra de arte ou um produto artesanal, não pára de aumentar. O estudo dos botões engloba um inventário de todos os materiais imagináveis, naturais ou artificiais. Os botões refletem todas as tendências das artes e artesanatos, e mesmo das diferentes fases de nossa história social, de um passado primitivo a um presente futurista.”

Convido você a se espantar pelos botões, deixando-se ser vencido pela paixão que eles inspiram através das diversas criações, anedotas, testemunhos, fotos coloridas… que existem neste pequeno livro… quase tão pequeno quanto um botão, que eu comprei na Galeria do Louvre, em Paris. Recomendo!

(breve resumo traduzido por Rosane Muniz)