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CURSO HISTÓRIA DA MODA (SP)

Tuesday, July 21st, 2009

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O cenógrafo e prof. Cyro del Nero aproveita as férias de julho para oferecer um curso sobre a história da moda.

Segundo a divulgação do curso, as aulas não se limitam a historiar a Moda, mas a apresentar sua história como roteiro do conhecimento humano. Ainda informam que revelar a discussão Ego e Persona no comportamento humano e uma ação assinada por períodos, estilos e estilistas, mostrando a mutação contínua, é um dos objetivos do professor.

O programa do curso é dividido em quatro aulas:

27 de julho – Por que a moda efêmera?

28 de julho – O século da vaidade

29 de julho – O século XIX

30 de julho – O século XX: Haute Couture; Moda no Brasil

Data: 27 a 30 de julho (2a a 5a)

Horário: 19h às 22h

4 aula |  12 horas

Preço R$ 480,00 em até 2 parcelas

Local: Escola São Paulo

Rua Augusta, 2239

Informações e Reservas: (11) 3081.0364

Vagas Limitadas

ESPAÇO PARA REFLEXÃO

Wednesday, June 24th, 2009

Sempre peço para as pessoas escreverem para o vestindoacena contando resultados de oficinas, trabalhos etc, afinal acho interessante . É interessante que este espaço sirva como meio para dividir conhecimento e experiências. A aluna Julia Sato, do curso Têxtil e Moda, da EACH-USP, nos enviou um emocionante relato sobre suas criações. Leia abaixo:

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          Concurso Moda Inclusiva

         Tema: Primavera e Outono

O Concurso Moda Inclusiva coordenado pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e apoio do PenseModa, Vicunha, São Paulo Fashion Week e Universidade Anhembi Morumbi, incentivou estudantes universitários de todo o Estado de São Paulo a apresentarem propostas de vestuário adaptado que atendessem às demandas do público com deficiência. O mercado de vestuário para pessoas com deficiência ainda é pouco explorado.  No Brasil, existem hoje 24,6 milhões de pessoas com deficiência. Somente no Estado de São Paulo são cerca de 4,2 milhões, ou 17% do total do país. Nos últimos anos, esse nicho vem crescendo e o tema tem ganhado ainda maior relevância em função da Lei de Cotas (Lei 8213/91), que estabelece uma reserva percentual de vagas em empresas aos trabalhadores com deficiência.  No desfile final do concurso, ocorrido no ultimo dia 9 de junho de 2009, foram apresentadas diversas propostas adaptadas às necessidades dos deficientes. 

Por exemplo, as roupas que receberam a terceira colocação no concurso foram desenvolvidas por Julia Harumi Sato, estudante de Têxtil e Moda da EACH-USP. As peças com o tema “Primavera e Outono” foram inspiradas nas características das estações do ano, nas composições de Vivaldi, na obra de Antoine de Saint-Exupéry, nas bailarinas de Fernanda Bianchini, nas cenas do filme “Dolls” de Takeshi Kitano e nos jogos e brincadeiras destinados aos deficientes visuais.  A idéia proposta pela finalista do concurso foi criar roupas para crianças cegas, mas que não se diferenciassem visualmente por esse aspecto numa busca pela inclusão verdadeira.

AS PALAVRAS DE JULIA SATO:

São roupas adaptadas à suas realidades, no meu caso, as modelos eram bailarinas. O enfoque principal das criações estava no desenvolvimento dos sentidos primordiais para as crianças como o tato, a audição e o olfato através do estímulo das sensações.  Como enfatiza a famosa frase em o Pequeno Príncipe, obra literária infantil (“o essencial é invisível aos olhos”), o essencial das roupas não estava na visão, mas no invisível. O invisível nesse caso foi logo percebido e identificado pelas bailarinas com deficiência visual que descobriram os detalhes das roupas, como o bordado em pérola do corpete com a frase em braile de Antoine de Saint-Exupéry, os seis botões removíveis da blusa que combinados formavam todo o alfabeto braile, as texturas diferenciadas das folhas na saia que lembravam o jogo de memória para cegos, no perfume de lírio das flores aplicadas e no som dos botões inspirado no boneco Braillín.

A satisfação pelo trabalho veio da constatação de que o objetivo da proposta havia sido alcançado. As crianças se divertiram com as roupas e as bailarinas brilharam no palco. Pela primeira vez na vida elas sentiram que uma roupa havia sido feita sob medida para elas, em todos os aspectos. O essencial realmente é invisível aos olhos. 

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Agradecimentos: Thalia Macedo e Thalia Matos (modelos deficientes visuais), Organização do Desfile, Jurados, Olivia (stylist), Ana Cristina, Família Sato, Henrique e Neide Yagi, colegas e professores de Têxtil e Moda, Ana Clara Almeida, Lys Sugano, Livia Kishimoto, Paula Rindeika, Denise Shirane, Harumi Adachi, Mariana Brites, Michele Simões, Fernanda Bianchini e Fundação Dorina Nowill. 

Apoio: Vicunha Têxtil e Só Dança (acessórios de balé).

Cenógrafa inglesa recebe honraria

Thursday, March 19th, 2009

Pamela Howard recebeu uma honraria (Officer of the Order of the British Empire), concedida pela Rainha da Inglaterra. 

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Pamela Howard é cenógrafa atuante, diretora teatral, autora, educadora, curadora e produtora internacional de eventos em vários países. Professora de Cenografia no Central Saint Martin’s College of Art and Design, em Londres, e Professora Convidada de Cenografia nas UNiversidades de Tel Aviv e Belgrado. É diretora da Companhia de teatro anglo-venezuelana Opera Transatlântica.

 

Pamela é colaboradora da Organização Internacional dos Cenógrafos, Técnicos e Arquitetos Teatrais (OISTAT) há longa data. Ela ocupa o cargo honorário de Emeritus Board of Advocates, na Comissão de Educação da Organização (no Brasil, esta Comissão é coordenada pela cenógrafa Aby Cohen).

É também uma das criadoras e participante ativa da Scenofest (Festival Internacional que aconteceu, em 2007, junto com a Quadrienal de Praga, reunindo trabalhos de estudantes de vários países, com exposições, apresentação de papers, workshops e performances).

É autora do livro “What is Scenography?”, lançado em 2002 pela Editora Routledge.