Archive for the ‘Uncategorized’ Category

DA EUROPA…

Thursday, May 27th, 2010

Queridos colegas internautas e leitores do vestindoacena, continuo em viagem e este e o motivo da falta de noticias por aqui.

Visitei muitos acervos e acompanhei diversos processos de criação, que irei colocando aqui aos poucos depois. Por aqui, o tempo para conexão é sempre muito pouco, pois aproveitei para captar o maximo possivel de todos os lugares visitados. Em breve vcs terão novidades por aqui.

Beijos

Rosane Muniz

OISTATBr na Quadrienal de Praga 2011

Wednesday, April 28th, 2010

abricoistat

Está oficializado que a ABrIC / OISTATBr é a entidade responsável pela organização da presença brasileira na Quadrienal de Praga 2011.

A caminhada para Praga já começou, com a primeira reunião na semana passada, durante a V Mostra Latino Americana de Teatro de Grupo, na qual Antonio Grassi (que foi o curador da PQ07)  foi eleito curador do evento. Ele terá uma equipe de trabalho e muitas novidades serão divulgadas em breve. Eu estou colaborando com o grupo de trabalho de Comunicação e divulgação do evento, além da área de figurino, da qual sou coordenadora do GT por aqui.

Os conceitos da Mostra Nacional, da Seção das Escolas e da Seção de Arquitetura Teatral serão definidos com a participação da equipe. Além da organização de informações sobre todos os eventos que acontecerão por lá, tal como o projeto Extreme Costumes, a Scenofest, PQ para crianças, workchops, leituras etc

O que é a PQ? uma grande exibição assim como performances, workshops, leituras, discussões a apresentações – trabalhos contemporâneos em uma variedade das áreas e gêneros teatrais incluindo figurino, cenário, iluminação, sonoplastia e arquitetura teatral para dança, ópera, teatro, multimídia, arte em geral… – o maior evento do gênero no mundo.

Onde? Praga, República Tcheca

Quando? a cada quatro anos desde 1967 – a próxima PQ será de 16 a 26 de junho 2011

Quem? exposições e artistas de mais de 76 países em cinco continentes; mais de 5000 profissionais e estudantes de teatro cadastrados + 30.000 outros visitantes.

Para mais informações, envie um e-mail para pq11@abric.org.br

OS CARETOS DE PODENCE

Thursday, February 25th, 2010

Para fecharmos o tema Carnaval, ainda faltava o artigo sobre os Caretos de Podence. Então, vamos lá!

Podence é uma pequena aldeia, localizada no nordeste de Portugal, na qual, durante os festejos de Momo, grupos de homens saem as ruas para festejar e brincar o entrudo (ainda hoje esta terminologia é usada em Portugal).

As manifestações da brincadeira dos Caretos, na época do carnaval, é a reminiscência de rituais religioso e profano, que se confundem entre si. Fazem parte de uma tradição milenar transmontana, que se julga estar associada a práticas mágicas, relacionadas com os cultos agrários da fertilidade – como veremos abaixo – sobre a origem dos festejos carnavalescos.

Seu figurino é bastante colorido e são confeccionados com colchas franjadas de lã ou linho, normalmente nas cores verde, azul, preta, vermelha e amarela, tecidos em teares caseiros.

Assim como os Papangus e os Clóvis, os Caretos também escondem a cabeça entre duas máscaras de lata, madeira ou couro, pintadas de cores vivas, na qual se sobressai o nariz pontiagudo. Prendem uma fiada de chocalhos colocados na  cintura e uma correia pendurada a tiracolo com muitos guizos.

Seu principal objetivo, além da folia carnavalesca, é sair em bandos pelas ruas da aldeia, assustando principalmente as moças jovens que encontram pelo caminho.

A eles tudo se permite; o anonimato dá-lhes prerrogativas: dá-lhes poder. Por dois dias no ano os homens são crianças e quem mais brincar, mais poder tem. (Site de referência: www.caretosdepodence.no.sapo.pt)

Aproveito o momento para agradecer o carinho que a internauta Alexandrina de Brito tem para com o vestindoacena, fornecendo alguns dados e fotografias de Manuela Matos Monteiro sobre os Caretos de Podence.

CARETOS MUSEU1

CARETOS MUSEU2

Museu dos Caretos (Fonte: site www.caretosdepodence.no.sapo.pt)

CARETOS INDUMENTARIA1

CARETOS INDUMENTARIA2

Indumentária (Fonte: site www.caretosdepodence.no.sapo.pt)

CARETOS 1CARETOS 4

(Fonte: Fotógrafa Manuela Matos Monteiro. Fotografias gentilmente cedidas por Alexandrina  de Brito)

 

 

Celtas e o culto a fertilidade?

Para responder a esta pergunta temos que explicar brevemente a origem milenar desta festa pagã/católica, chamada de Carnaval.

 Seguindo por uma definição genérica, o Carnaval é uma festa popular coletiva, que foi transmitida oralmente através dos séculos. Chamada de festas pagãs como um fenômeno social anterior a era cristã.

Alguns estudiosos afirmam que a comemoração do carnaval tem suas raízes em festas primitivas, de caráter orgíaco, realizada em homenagem ao início da primavera, em rituais agrários da antiguidade e em homenagem aos Deuses Celtas da fertilidade.  Homens e mulheres pintavam seus rostos e corpos, deixando-se enlevar pela dança, pela festa e pela embriaguez.

Muitas são as teorias e opiniões sobre a origem do carnaval. Mas em uma idéia todas elas convergem: a transgressão, o corpo, o prazer, a carne, a festa, a dança, a música, a arte, a celebração, a inversão de papéis, as cores e a alegria, fazem parte da matriz genética do carnaval.

A opinião de pesquisadores e historiadores sobre o carnaval não é unânime, tanto em relação à época do seu surgimento quanto em relação à origem da palavra carnaval. Há efetivamente duas correntes distintas na abordagem da origem da palavra e que se baseiam em duas oposições hoje presentes nas celebrações do Carnaval.

A primeira, em uma versão pagã, é a oposição entre a ordem e a desordem, entre o mundo visível e o quotidiano e as pulsões inconscientes, entre a representação e a vontade, entre o mundo que vemos e o mundo visto de cabeça para baixo. Nesta linha, a palavra carnaval teria a sua origem no vocábulo latino Carrum Navalis, os carros navais que realizavam a abertura das Dionísias gregas nos séculos VII e VI a.C., e onde a euforia e as inversões de valores se estendiam pelas ruas da cidade.

A segunda oposição, com origem marcadamente cristã, é entre a quaresma e o carnaval, o nome carnaval dos termos do latim “carne vale”, ou “carnem levare”, isto é “adeus carne” ou “despedida da carne”, esta derivação indicaria que no carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal. A palavra surgiu quando o Papa Gregório Magno, o Grande, em 590 d.C. transferiu o início da quaresma para quarta feira, antes do sexto domingo que precede a Páscoa. Ao domingo anterior deu o título de “Dominica ad carne levandas”, expressão que se teria sucessivamente abreviado para “carne levandas”, “carne levamen”, “carneval” e carnaval, todas variantes de dialetos italianos, como o milanês, siciliano e o calabrês.

No Egito, na Grécia e em Roma, o povo de diversas classes sociais se reunia em praça pública com máscaras e enfeites para desfilarem, beberem vinho, dançarem, cantarem e se entregarem as mais diversas libertinagens.

 Muitas são, portanto, as interpretações da festa carnavalesca. Pagã ou cristã, libertadora ou característica da repressão, proveniente da cidade ou do campo, elitista ou popular, cósmica ou social, todos estes enfoques se enquadram, de um modo ou de outro, nela.

Agora é só esperar por ele. Que o Carnaval de 2011 venha logo.

Até lá

Enviado por Marizilda de Carvalho

ABERTURA OFICIAL DE ESCOLA DE TEATRO (SP)

Wednesday, November 25th, 2009

Tem abertura oficial hoje, na sede provisória do Brás, a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes no Palco. Até domingo haverão duas palestras diárias sobre temas variados, às 16h e às 19h30, intercaladas por leituras dramáticas e espetáculos teatrais.

Dia 26/11 abrem as exposições: Espaços teatrais (de J.C.Serroni), Fotografia de Palco (Lenise Pinheiro), Instante Eterno (Bob Sousa), Perpetuar o Efêmero (Adalberto Lima). Entrada gratuita.

SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco
Avenida Rangel Pestana, 2.401 – Brás, São Paulo SP
T 11 2292-7988 – 2292-8143
Consulte programação completa no site da Escola.

GT FIGURINO NO COLÓQUIO DE MODA (RECIFE)

Wednesday, October 21st, 2009

Aconteceu no Recife, de 27 a 30 de setembro, o 5º Colóquio de Moda. Apesar de trabalhos e estudos sobre figurinos terem sido apresentados nas outras edições, foi a primeira vez que o tema teve um espaço específico para ser levado à reflexão. Houve dois Grupos de Trabalho: Trajes de Cena (Coordenado pelo Prof. Fausto Viana – ECA/USP e pela Profa. Maria Cristina Volpi – EBA/UFRJ) e Figurino e Design de Aparência de Atores – caracterizações visuais em diferentes meios e suas interfaces com a moda (coordenado pela Profa. Maria Alice Ximenes – UAM/SP e pela Profª Adriana Vaz Ramos – PUC/SP). Abaixo, os trabalhos apresentados em cada grupo.

Traje de Cena:

Carolina Bassi: A Construção Plástica dos Personagens Cinematográficos – uma investigação feita a partir da obra de Federico Fellini

Fausto Viana: Antes que não haja mais pano para a manga- alguns museus que conservam trajes na Europa

Maria Paulina van de Wiel Barros: A indumentária Ritualística nos cerimoniais de Aruanã

Nara Salles e Carolina Salles: O traje na encenação do texto O jato de Sangue, de Antonin Artaud

Rosane Muniz: A Trajetória de Gianni Ratto na Indumentária

 

Figurino e Design de Aparência de Atores:

Adriana Vaz Ramos: O design de aparência de atores como duplo do homem

Ana Carolina Jobim Rodrigues: A moda na dança - um estudo sobre Alexandre Herchcovitch e Deborah Colker

Bárbara Formiga e Ana Paula de Miranda: Futuro do pretérito – uma análise dos figurinos futuristas de filmes de ficção científica

Gustavo Augusto Tavares Cavalheiro: Avatarização e Personalização

Flavio Roberto Lotufo: O processo criativo de Flavio de Carvalho ao elaborar sua Experiência nº 3

Maria Alice Ximenes: A Construção do traje de dança no Flamenco

Marilia Vieira Soares: O processo criativo na construção do figurino e personagem em dança

 

 Histórico do Colóquio

O primeiro Colóquio de Moda foi sediado pelo Centro Universitário Moura Lacerda, na cidade de Ribeirão Preto. Contou com a participação de 16 instituições de ensino e pesquisa, integrando pesquisadores de nove estados brasileiros. Nos três dias de encontro (manhã e tarde), foram apresentados 77 trabalhos selecionados por um conselho interestadual.

A segunda edição foi pela UNIFACS, na cidade de Salvador. Contou com a participação de 23 instituições de ensino superior em moda no Brasil. Nos dias de encontro (manhã e tarde), foram apresentados 154 trabalhos selecionados por um conselho interestadual.

A terceira edição do congresso ocorreu em Minas Gerais, pela CIMO. A Feevale sediou a quarta edição em Novo Hamburgo (RS), onde foram apresentado mais de 200 trabalhos selecionados de profissionais e estudantes do Brasil, divididos em três Chamadas de Trabalho: Painel, Comunicação Oral e GT.