Archive for the ‘Prêmios’ Category

FIGURINO DE CINEMA 2010

Tuesday, February 2nd, 2010

Quem gosta de acompanhar o desenvolvimento de figurinos no cinema está em polvorosa com tantos lançamentos e nesta fase pré-Oscar.

Muitas foram as suposições antes que saisse o anúncio de hoje com os verdadeiros concorrentes.

BASTARDOS INGLORIOS

 

 Quem apostou em Anna Sheppard, errou! Ela já concorreu  por A Lista de Schindler – 1994 e O Pianista – 2003 e agora poderia ter entrado na lista com Bastardos Inglórios. Estava na lista do prêmio dos críticos,  mas perdeu para Sandy Powell.

 

A inglesa Powell concorre – e tem grande chance de sair vencedora também no Oscar - com a reconstrução de época do filme Young Victoria. Confira alguns trajes no site oficial. Além de já ter concorrido oito vezes ao prêmio, saiu vencedora por Shakespeare in Love – 1999 e por O Aviador – 2005.

 YOUNG VICTORIA

 

 

 

 

 

 

 

 

Outra concorrente ao Oscar de melhor figurino é Catherine Leterrier por Coco Antes de Chanel, que também está na lista de concorrentes do prêmio inglês BAFTA, do prêmio da Associação de Figurinistas e do César, na França. Leterrier já trabalhou em muitas reconstruções de época e ganhou dois Césares. Com mais de 35 anos de carreira, não se importou de ter o diretor criativo Karl Lagerfeld supervisionando suas criações.

COCO CHANEL

 

 

 

 

 

 

Acertou quem falou em Collen Atwood pelo musical Nine. Seu esplendoroso trabalho em Sweeney Todd concorreu ao Oscar em 2008. Era o meu voto no Oscar, mas quem ganhou foi Alexandra Byrne, com Elizabeth – a era de ouro. Em 2006, Atwood ganhou por Memórias de uma Gueixa.

NINE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É a quarta nomeação de Janet Patterson ao Oscar (Oscar e Lucinda – 1998, Retrato de uma jovem – 1997 e O Piano – 1994), desta vez com Bright Star, da mesma diretora de O Piano, Janet Campion. O filme se passa no início do século 19 e filmes de época têm grande chance. Então…

BRIGHT STAR

 

 

 

 

 

 

 

Também se esperava ver Consolata Boyle pelos belos chapéus e trajes de Michelle Pfeiffer em seu lindo retorno de Chéri, dirigida por Stephen Frears. Mas quem nunca havia sido indicada ao Oscar e desta vez conseguiu entrar na lista foi Monique Prudhomme, por O Imaginário de Dr. Parnassus, filme que também concorre no quesito direção de arte. Prudhomme também está na lista do prêmio da Associação dos Figurinistas, no qual havia concorrido pelo trabalho de Juno, em 2008. Com Dr. Parnassus já derrotou Chèri, Nine, A jovem Victoria e Chi Bi no prêmio da imprensa (Sattelitte) distribuído em dezembro/2009. É ver pra escolher.

DR. PARNASSUS

 

 

 

Não percam em breve a análise que farei com Fausto Viana sobre os indicados ao Oscar de melhor figurino para o Caderno 2, no jornal O Estado de S.Paulo.

E agora? Vamos ao cinema!!!

 

TRABALHOS BRASILEIROS EM SEUL VI

Wednesday, October 7th, 2009

Por conta da viagem ao Colóquio de Moda (que aconteceu no Recife na semana passada e no qual tivemos pela primeira vez Grupos de Trabalho específicos para reflexões sobre figurino), interrompemos a postagem das breves entrevistas, realizadas por e-mail, com os profissionais participantes do World Stage Design, que aconteceu no mês de setembro, em Seul.

Mais a frente, escreveremos sobre o Colóquio. Agora fiquem com o papo com o figurinista e cenógrafo Ronald Teixeira:

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Ronald Teixeira – cenografia – O Apocalipse Segundo Domingos de Oliveira – Casa de Cultura Laura Alvin – Rio de Janeiro (RJ) – 2008

Você foi curador da Mostra Nacional na última Quadrienal de Praga. O que significa agora expor em um evento internacional como o WSD?

Vibrei quando soube que havia sido selecionado, assim como outros cenógrafos brasileiros, para a Gallery Exhibition da World Stage Design 2009 – pois a participação do Brasil neste evento, nesta edição,  foi mais expressiva, com um maior número de participantes. Significa ter sido avaliado sobre uma perspecrtiva estética que alcança uma genuinidade com sua obra e com seu percurso de criação; seleção ocorrida entre um vasto número de inscritos pois tratou-se de observar individualmente cada participante e, não o conjunto que reúne as obras dos cenógrafos de um país como na Quadrienal de Praga.

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 Qual o critério que você usou na escolha do trabalho inscrito, ou seja, qual o diferencial entre seus outros projetos?

Exatamente minhas últimas criações cenográficas que refletem inquietude e investigação e que alcançam grande diálogo com a estética dos figurinos (assinado conjuntamente com o cenógrafo Leobruno Gama) e com o desenho de iluminação  do Cadú Fávero, outro grande parceiro. Vale destacar que, neste espetáculo O Apocalipse segundo Domingos Oliveira, comemoro 15 anos de criação de cenários e figurinos para a obra do próprio Domingos, no cinema e no teatro. Parceria vivida intensamente dentro do estado das delícias promovido pelo diretor o que torna a obra bastante particular. Neste trabalho, Domingos Oliveira apresenta Deus em conflito, com questionamentos nada divinos, reunindo acidez e filosofia numa obra única no teatro brasileiro e, que obteve grande sucesso no RJ.

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Você enviou algum material bidimensional ou tridimensional para a exposição ou serão exibidas imagens virtuais? Quais?

Enviei somente material virtual pois esta me pareceu ter sido a escolha da maioria dos participantes, o que me traz uma forte curiosidade para com o desenho da exposição que será instituído pela curadoria na Korea.

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Tentaremos buscar imagens de como montaram a exposição para colocar aqui no blog.

TRABALHOS BRASILEIROS EM SEUL III

Tuesday, September 22nd, 2009

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José Henrique Moreira- iluminação – O Processo, de Franz Kafka

Teatro Maison de France – Rio de Janeiro (RJ) – 2008

O que significa expor em um evento internacional como o WSD?

Significa, em primeiro lugar, ter o trabalho reconhecido fora do Brasil, que hoje tem seus “critérios de qualidade” determinados por uma aliança perniciosa entre produtores, críticos e as comissões de patrocínios e prêmios. Na WSD, cada artista se inscreve com independência e sem necessidade de “chancela” de quem quer que seja, então ter sido selecionado por um júri internacional é um mérito inquestionável. Além disso, e de não menos importância, é a oportunidade de intercâmbio que só ocorre nos eventos presenciais, onde a observação das obras de todo o mundo se soma a troca pessoal de experiências entre os expositores.

Qual o critério que você usou na escolha dos trabalhos inscritos, ou seja, qual o diferencial entre seus outros projetos?

Dos últimos trabalhos de iluminação que realizei, sempre para espetáculos também sob minha direção, “A Pane” e “O Processo” foram os que tiveram carreiras mais longas e maior itinerância por diferentes cidades e casas de espetáculos. Isso é importante para o amadurecimento de um projeto de luz, porque a sequência de adaptações necessárias às novas condições em cada local vai filtrando o trabalho até o que lhe é essencial. O diálogo da iluminação com o espetáculo vai sendo cada vez mais integrado e necessário.

 

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José Henrique Moreira – iluminação – A Pane, de Friedrich Dürrenmatt

Teatro Villa-Lobos – Rio de Janeiro (RJ) – 2006

 

Você enviou algum material bidimensional para a exposição ou serão exibidas imagens virtuais?

Enviei somente as imagens para exibição em monitores digitais, como será a exposição de Seul. Cheguei a considerar o envio de gravações em vídeo de trechos dos espetáculos, mas a qualidade das fotografias é muito superior e traduz com maior fidelidade o efeito do trabalho.

Quais os créditos dos fotógrafos das fotos que me enviou?

Todas são de Marcelo Carnaval, fotógrafo de “O Globo” que sempre chamo para registrar meus espetáculos. É uma parceria que já tem dez anos, então ele já conhece meus truques de diretor (e iluminador, claro), aproveitando os momentos mais interessantes com o faro de um fotojornalista. Aqui está uma questão importante que me parece pouco discutida: até que ponto o fotógrafo de um espetáculo não se torna também parte da equipe de criação?

TRABALHOS BRASILEIROS EM SEUL II

Sunday, September 20th, 2009

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Cássia Monteiro – figurino

La Careta que Cae (do Original Los Títeres de Cachiporra), de Frederico Garcia Lorca – Sala Paschoal Carlos Magno (UNIRIO) – Rio de Janeiro (RJ) – teatro 2007

O que significa expor em um evento internacional como o WSD?

Expor num evento como esse significa um reconhecimento extremamente prazeroso do trabalho que tivemos. Significa dividir com o mundo o que produzimos em nichos fechados – seja numa universidade, num teatro pequeno ou mesmo numa dimensão um pouco maior – mas ainda assim de âmbito nacional. Talvez, além dessa “divulgação”, ter paridade em qualidade com trabalhos de outros locais do mundo, sobretudo num evento que diz respeito à nossa área de atuação, dá estímulos a afirmar e valorizar ainda mais uma linguagem própria que contém em si uma identidade nacional-brasileira.

Qual o critério que você usou para a escolha do trabalho inscrito?

Além de ser um trabalho com o qual possuo uma afinidade imensa – pelo caráter lúdico – classifico como um trabalho vivo.

La Careta que Cae é fruto de um trabalho universitário (UNIRIO) de um grupo teatral chamado Grupo Milongas, do qual faço parte desde a estréia desse espetáculo. Uma peça que tem sido constantemente reconhecida por sua particularidade identitária própria do surrealismo da obra do Lorca em comunhão com a brasilidade proposta pelo grupo. Nessa mistura, julgo ser o trabalho que melhor posso ter conseguido trazer ao figurino um ponto de intercessão interessante das propostas da cena e potencializar o próprio papel que um traje de cena poderia adquirir, principalmente no que se refere à identificação dos personagens.Você enviou algum material para a exposição ou serão exibidas imagens virtuais?

Embora eu quisesse muito enviar materiais tridimensionais, preferi restringir a exibição às imagens virtuais (tanto em pranchas com croquis quanto em fotografias diversas dos figurinos). Justamente pelo fato de que ainda é possível a remontagem deste espetáculo, fiquei com receio dos objetos serem extraviados no transporte, já que não poderia levá-los pessoalmente ao congresso.

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Fotos de Vivian Ribeiro

MEDALHA DE OURO EM SEUL

Sunday, September 20th, 2009

Diretamente de Seul, o diretor José Henrique Moreira informa que a medalha de ouro da categoria Iluminação da exposição Internacional World Stage Design 2009 foi dada ao trabalho do artista brasileiro Beto Bruel por sua iluminação em Não Sobre o Amor, dirigido por Felipe Hirsch e com cenários de Daniela Thomas, além de Leonardo Medeiros e Arieta Corrêa no elenco.

“Queria um formato intimista no qual as pessoas pudessem criar uma relação de proximidade com a obra, sem se preocupar se estavam vendo teatro, literatura ou artes plásticas”, disse o diretor para o Guia da Folha, pouco antes da estréia em maios de 2008.

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Parabéns, Beto Bruel!