Archive for the ‘Opinião’ Category

BONS CONSELHOS…

Saturday, February 27th, 2010

YOUNG VICTORIA

 

Conselho de Sandy Powell, figurinista indicada ao Oscar de Melhor Figurino 2010, para quem deseja iniciar na carreira dentro da indústria cinematográfica:

 

Sempre aconselho a quem deseja se tornar figurinista que aprenda a costurar. Penso que é essencial saber como um traje é construído para que o desenhe apropriadamente. A indústria de filmes é preocupante, difícil. Você deve ser bastante determinado para ser bem sucedido. Assim, esteja preparado para aceitar trabalhos mal remunerados para começar e não desista!

Um novo ano!!

Saturday, January 30th, 2010

DSC02487

Faz praticamente um mês que 2010 já começou, mas é agora que começa realmente a acontecer. E promete!! Muitos planos, projetos e notícias boas para a reflexão e prática dos leitores do vestindoacena. Fiquem atentos!!

Retomando as atividades, esperamos ver muito vocês por aqui!

Participem!!!

 

Bonecos do Museu do Mamulengo (Olinda- Pernambuco-janeiro 2010)

102 ANOS DE OSCAR NIEMEYER

Tuesday, December 15th, 2009

Você sabia que hoje é aniversário de 102 anos do arquiteto Oscar Niemeyer??? Na última Quadrienal de Praga ele foi o homenageado na exposição de arquitetura cênica do Brasil. Não sei quem escreveu este texto, mas recebi do querido Mariozinho Telles, do Rio de Janeiro, e reproduzo aqui. Olhem que maravilha chegar a essa idade e com aulas de filosofia… muito bom!! Parabéns, Niemeyer!

O arquiteto Oscar Niemeyer completará 102 anos de idade nesta terça-feira, em plena atividade, depois de ter superado vários problemas de saúde que o obrigaram a submeter-se a duas cirurgias nos últimos meses. Niemeyer, que ainda trabalha em seu estúdio no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, não alterará sua rotina por causa do aniversário, pelo qual já começou a receber felicitações de diferentes partes do mundo. Nesta terça-feira, apesar da festa de aniversário, ele terá aula de filosofia, à tarde, com um professor particular.

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro no dia 15 de dezembro de 1907 e, como arquiteto, sempre se caracterizou por ser um inovador nas formas arquitetônicas, com uma obsessão por dar curvas ao cimento, característica que o tornou um dos precursores da arquitetura moderna. “Quando me encomendam um edifício público, tento torná-lo lindo, diferente, que gere surpresa. Porque sei que os mais pobres não aproveitam nada, mas eles podem parar para vê-lo e ter um momento de prazer, de surpresa. É essa a forma como a arquitetura pode ser útil”, explica o próprio arquiteto. Niemeyer admite que as curvas de seus edifícios tiveram como inspiração as montanhas do Rio de Janeiro e as formas do corpo feminino.

BIBLIOTECA DIGITAL USP (SP)

Wednesday, July 15th, 2009

Já está disponível para download a minha dissertação de mestrado sobre A Trajetória de Gianni Ratto na Indumentária, defendida em agosto de 2008, no Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo.

A Biblioteca Digital da USP disponibiliza mais de dezoito mil documentos (hoje), entre dissertações de mestrado e teses de doutoramento e livre-docência. É possível fazer pesquisas simples e avançadas relativas à todas as áreas de conhecimento da Universidade.

Aproveite! Faça o download dos trabalhos e estude na comodidade de casa.

Bons estudos!

ESPAÇO PARA REFLEXÃO

Wednesday, June 24th, 2009

Sempre peço para as pessoas escreverem para o vestindoacena contando resultados de oficinas, trabalhos etc, afinal acho interessante . É interessante que este espaço sirva como meio para dividir conhecimento e experiências. A aluna Julia Sato, do curso Têxtil e Moda, da EACH-USP, nos enviou um emocionante relato sobre suas criações. Leia abaixo:

p1050348.JPGp1050350.JPG

          Concurso Moda Inclusiva

         Tema: Primavera e Outono

O Concurso Moda Inclusiva coordenado pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e apoio do PenseModa, Vicunha, São Paulo Fashion Week e Universidade Anhembi Morumbi, incentivou estudantes universitários de todo o Estado de São Paulo a apresentarem propostas de vestuário adaptado que atendessem às demandas do público com deficiência. O mercado de vestuário para pessoas com deficiência ainda é pouco explorado.  No Brasil, existem hoje 24,6 milhões de pessoas com deficiência. Somente no Estado de São Paulo são cerca de 4,2 milhões, ou 17% do total do país. Nos últimos anos, esse nicho vem crescendo e o tema tem ganhado ainda maior relevância em função da Lei de Cotas (Lei 8213/91), que estabelece uma reserva percentual de vagas em empresas aos trabalhadores com deficiência.  No desfile final do concurso, ocorrido no ultimo dia 9 de junho de 2009, foram apresentadas diversas propostas adaptadas às necessidades dos deficientes. 

Por exemplo, as roupas que receberam a terceira colocação no concurso foram desenvolvidas por Julia Harumi Sato, estudante de Têxtil e Moda da EACH-USP. As peças com o tema “Primavera e Outono” foram inspiradas nas características das estações do ano, nas composições de Vivaldi, na obra de Antoine de Saint-Exupéry, nas bailarinas de Fernanda Bianchini, nas cenas do filme “Dolls” de Takeshi Kitano e nos jogos e brincadeiras destinados aos deficientes visuais.  A idéia proposta pela finalista do concurso foi criar roupas para crianças cegas, mas que não se diferenciassem visualmente por esse aspecto numa busca pela inclusão verdadeira.

AS PALAVRAS DE JULIA SATO:

São roupas adaptadas à suas realidades, no meu caso, as modelos eram bailarinas. O enfoque principal das criações estava no desenvolvimento dos sentidos primordiais para as crianças como o tato, a audição e o olfato através do estímulo das sensações.  Como enfatiza a famosa frase em o Pequeno Príncipe, obra literária infantil (“o essencial é invisível aos olhos”), o essencial das roupas não estava na visão, mas no invisível. O invisível nesse caso foi logo percebido e identificado pelas bailarinas com deficiência visual que descobriram os detalhes das roupas, como o bordado em pérola do corpete com a frase em braile de Antoine de Saint-Exupéry, os seis botões removíveis da blusa que combinados formavam todo o alfabeto braile, as texturas diferenciadas das folhas na saia que lembravam o jogo de memória para cegos, no perfume de lírio das flores aplicadas e no som dos botões inspirado no boneco Braillín.

A satisfação pelo trabalho veio da constatação de que o objetivo da proposta havia sido alcançado. As crianças se divertiram com as roupas e as bailarinas brilharam no palco. Pela primeira vez na vida elas sentiram que uma roupa havia sido feita sob medida para elas, em todos os aspectos. O essencial realmente é invisível aos olhos. 

p1050378.JPG

Agradecimentos: Thalia Macedo e Thalia Matos (modelos deficientes visuais), Organização do Desfile, Jurados, Olivia (stylist), Ana Cristina, Família Sato, Henrique e Neide Yagi, colegas e professores de Têxtil e Moda, Ana Clara Almeida, Lys Sugano, Livia Kishimoto, Paula Rindeika, Denise Shirane, Harumi Adachi, Mariana Brites, Michele Simões, Fernanda Bianchini e Fundação Dorina Nowill. 

Apoio: Vicunha Têxtil e Só Dança (acessórios de balé).