Archive for the ‘Lançamentos’ Category

Lançamento (RJ e SP)

Tuesday, September 8th, 2009

Tem lançamento hoje, no Rio de Janeiro, do livro da Sylvia Demetrescu, nossa colega na revista dObras. Com o título Paris Confidencial: moda | design | cultura, Sylvia discorre sobre suas pesquisas na cidade luz.

RJ: 8 de setembro, 19h às 21h – Local: ACRJ – Rua da Candelária 9, 13º andar.

SP: 14 de setembro, 18h30 às 21h30 - Local: Livraria da Cultura – Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073.

LANÇAMENTO LIVRO (CAMPINAS-SP)

Saturday, September 5th, 2009

A figurinista do Grupo Ar Cênico, Doutora e Mestre pelo Instituto de Artes da UNICAMP e professora da Universidade Anhembi Morumbi, lança na semana que vem o resultado de sua pesquisa sobre o corpo feminino no século XIX.

Mariana Ximenes emprestou algumas de suas reconstruções de roupas íntimas (femininas e masculinas) para a exposição Tramas do Café com Leite - indumentária de paulistas e mineiros (1889-1930) – elaborada e organizada pelo professor de cenografia e indumentária da Escola de Comunicações e Artes da USP, Fausto Viana – que aconteceu no Teatro Laboratório da ECA de 18 a 24 de maio de 2009.

Mariana escreveu para o catálogo da exposição (sob minha coordenação editorial junto com Viana) um texto no qual questiona quem mais influenciou a construção da estética da forma do corpo vestido. E também refletiu sobre as efemeridades da moda burguesa emergente e o processo de industrialização da moda, além do teatro como espaço de aparição pública da sociabilidade burguesa no século XIX.

Estou ansiosa para agora ler o livro que Ximenes lança pela Editora Estação das Letras,  a mesma que edita a revista dObras, onde tenho uma coluna com Fausto Viana sobre figurino. Enfim, ficaram aí muitas dicas de leitura! Divirtam-se! E compareçam ao lançamento.

Bjs, Rosane Muniz

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HOMENAGEM COM CYRO DEL NERO

Saturday, August 22nd, 2009

Conheci o professor Cyro del Nero quando fazia meu mestrado na Escola de Comunicação e Artes na USP. Fiquei surpresa quando soube que teria aulas de cenografia no ateliê do professor, fora do campus.

 

Nossos encontros começavam pontualmente às 9h, com aulas expositivas e práticas, sempre com direito a cafezinho e bolachinhas no intervalo.

 

O acesso à sua biblioteca é livre aos alunos e o professor é bem rígido: não empresta seus livros. Por outro lado, comprou uma máquina de Xerox e permite que se façam quantas cópias se façam necessárias para as pesquisas de cada aluno. É claro que a vontade é passar a vida ali, tirando cópias (rsrs), mas, como um exercício de educação, limitávamos nossa ambição e passávamos os minutos que sobravam fazendo consultas e lendo…

 

Bom… por que relembrar Cyro del Nero?

 

Porque esta semana temos muito a falar dele.

 

Na segunda (24/08), ele começa um novo curso na Escola São Paulo (além do curso de História da Moda que deu lá nas férias): História da Arte, Arquitetura e Vestuário.

 

No dia 02 de setembro, às 19h, lançará no SESC Pinheiros, seu novo livro (Máquina para os deuses – anotações de um cenógrafo e o discurso da cenografia), pela Editora SenacSP/Edições SESCSP.

 

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Nesta quarta-feira próxima (26/08) estará no programa do Jô Soares falando sobre o livro e outras histórias, é claro.

 

 

E hoje, 22 de agosto, seu pai estaria fazendo 109 anos!

 

 

Em homenagem, escreveu um texto que enviou aos amigos. Achei muito bonito e emocionante e escrevi para ele pedindo autorização para a publicação aqui no blog.  

De: Cyro del Nero
Enviada em: quinta-feira, 20 de agosto de 2009 13:56
Para: Rosane Muniz
Assunto: Re: A escrivaninha do meu Pai

Ficarei honrado pela reprodução do meu texto no seu blog

Cyro 

Leiam e emocionem-se:

 

A ESCRIVANINHA DE MEU PAI

 

 

Levei até meu analista um fato – e eu já tinha 40 anos – ocorrido em minha juventude.

 

Foi o seguinte. Eu sempre estive curioso pela escrivaninha de meu pai. Era uma daquelas que têm um tampo de madeira que corre e fecha a mesa e seus escaninhos. Sempre tive curiosidade pelo conteúdo que eu apenas entrevia e que meu pai defendia abrindo a escrivaninha para um rápido trabalho e então ele imediatamente, a fechava .

 

Não resistindo, compulsivamente, um dia resolvi violar a escrivaninha secreta de meu pai. Com uma faca levantei com facilidade o seu trinco e fiz correr a tampa abrindo para mim os seus segredos. Descobri que os ricos escaninhos guardavam além de cartões, fotos e papéis, pequenos objetos que me pareciam fantásticos, como meia dúzia de cartuchos vazios de balas de rifle que certamente ele guardara desde a revolução de 32 quando saíra fardado para uma aventura nunca imaginada. Havia ainda pequenos objetos como um estranho anel, caixinhas apenas recheadas de agulhas e grampos, um pente feminino de marfim com um ornato barroco, cartas com selos de impérios que eu desconhecia, estampilhas, um velho canivete, uma pedra, uma espátula dourada, um broche antigo, cartões-postais com imagens da França e Portugal, uma moeda chinesa, um pequeno frasco de um líquido azul com um rótulo em alemão.

Afinal, que relação amorosa meu pai tinha com aquela coleção? Por que o segredo?

 

Contei isso para meu analista, Horus Vital Brasil e ele me perguntou algo que resume a aventura humana.

- Cyro, você queria saber se havia amor antes de você?

 

Todas as circunstâncias nos são inéditas e é necessário saber a origem e o porquê desse desconhecido que chamamos Destino ou simplesmente Existência e se há amor que os sustente. Isto resume a aventura humana.

 

Imagino o homem primitivo sem uma sociedade na qual espelhar-se ou poder inquirir. O ineditismo das revoluções físicas da terra – explosões vulcânicas, maremotos, raios e relâmpagos durante os quais no primeiro momento esse homem deve ter feito gestos nascidos da ignorância e do susto. Gritou em diversos tons – e gerou para os séculos vindouros a música; saltou e correu de medo – gerando para o futuro a dança e criou uma liturgia quando sentiu que Alguém anterior a ele, devia estar por trás de todas as coisas.

E imagino que muitas vezes atônito, se perguntou se tudo aquilo continha uma salvação, um prêmio, um calor afetivo, se tudo aquilo continha nos seus gestos sinais mensageiros de amor por ele.

 

Talvez ele tenha reconhecido alguns sinais… durante a Primavera.

 

Uma de nossas essências é o ineditismo de nossa existência e muitas vezes na juventude até duvidamos ter nascido daquele casal que se diz ser nossos pais. Muitos duvidaram e procuraram o que supunham ser um destino correto onde houvesse amor.

Édipo o fez e estava certo: eles não eram seus pais e em sua procura foi castigado mesmo sem ter culpa. A falta de amor que estava em sua origem, colocou-se contra ele.

 

É necessário sentir que diante de tudo e apesar de tudo, havia amor antes de nós. Isto é uma alegria perene, uma bagagem feliz.

 

O aparecimento de uma imprevista Primavera, prêmio amoroso universal, pode nos ajudar a receber e distribuir amor durante a nossa existência.

 

Creio-me abençoado e, em muitos momentos difíceis ou gratificantes, lembro-me disso, e tenho a certeza de que essa idéia ou lembrança me envolve cosmicamente. E imediatamente sinto uma confirmação, uma resposta.

 

Sim, sou herdeiro: havia amor antes de mim.

 

Há atitudes até mesmo profissionais de alguém – por exemplo – que se torna um Antiquário e busca no passado das coisas belas o amor que as criou. O que então se torna a resposta à pergunta que ele faz sobre a existência do amor antes dele.

Nota-se muitas vezes que a escolha de um ofício é uma herança amorosa ou a procura dela e muitas vezes podemos declarar essa herança em uma obra poética – ou reclamá-la.

 

O amor herdado é algo muito mais rubro e tépido do que o sangue. E também pode ser nosso testamento.

 

Eu procurei saber dele na escrivaninha de meu pai.

 

22 de Agosto de 2009

Quando se comemoraria o 109º Aniversário de meu falecido pai.

 

Cyro del Nero

LANÇAMENTO dObras 5 (SP)

Tuesday, March 24th, 2009

Não perca!

Lançamento do volume 5 da revista dObras!

Entre vários textos e artigos interessantes, leiam na coluna sobre figurino o que Fausto Viana e Rosane Muniz falam sobre

AS ORIGENS DE UMA BUSCA DE UNIDADE NO ESPETÁCULO TEATRALou

UMA ABORDAGEM ETNOLÓGICA DO TRAJE

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TRAJES HISTÓRICOS EM PAPEL

Saturday, October 11th, 2008

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Reprodução de notícia do Uol Estilo Moda

Um vestido da rainha Maria Antonieta, o “new look” da Dior e outras roupas que ajudaram a desenhar a história da moda dos últimos 400 anos poderão ser vistas, a partir deste domingo (12), na Faap (Fundação Armando Álvares Penteado), em São Paulo. Todos, em versões feitas de papel. 

A responsável por este trabalho de chinês é uma belga, a artista plástica Isabelle de Borchgrave, que, por meio de plissagens, sobreposições de camadas de tinta e outras interferências, deu textura de tecido a papéis de embrulho e papéis bem finos prensados, os mesmos usados para a limpeza de instrumentos óticos. 

Isabelle, que divide a assinatura dos 60 modelos da exposição com a figurinista canadense Rita Brown, estará neste sábado (11), na abertura da mostra para convidados, para uma sessão de autógrafos do livro “Papiers à La Mode” (CosacNaify). A publicação, lançada neste final de semana, reúne fotos das roupas e revela o processo de confec 

Saiba mais sobre a exposição no no texto do site Taste.

Exposição Papiers à la Mode
Quando: Abertura neste sábado, 11/10, das 17h às 20h, com sessão de autógrafos de Isabelle de Borchgrave. Abertura para o público 12/10 (até 14/12/2008)
Horários: de 3ª a 6ª feira, das 10h00 às 20h00.
Sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h.
Local: Museu de Arte Brasileira da FAAP
Endereço: Rua Alagoas, 903, Higienópolis, São Paulo
Tel: 11 36627198 

Livro “Papiers à la Mode”, de Isabelle de Borchgrave
Editora CosacNaify
120 páginas
83 ilustrações
R$ 65,00 (à venda nas principais livrarias)

 Veja fotos da mostra em http://estilo.uol.com.br/moda/album/papieralamodefaap_album.jhtm