Postei no vestindoacena em 2009 e mais uma vez alerto aqui para os cursos gratuitos oferecidos na Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage.
Muitas pessoas me escrevem perguntando sobre as inscrições e queira aproveitar para dizer que o vestindoacena divulga eventos e cursos das áreas técnicas teatrais de diversas escolas e associações, mas nem sempre está envolvido com a produção do mesmo. Para maiores informações, consultem sempre os links colocados sobre quem organiza.
Para saberem informações detalhadas dos cursos gratuitos comentados acim acima, entrem no site da EAV: http://www.eavparquelage.rj.gov.br/ ou pessoalmente (Rua Jardim Botânico, 414 – RJ), e ainda por telefone (21-3257-1800 ou 3257-1822).
O ALUNO TEM DE ESTAR MATRICULADO EM ALGUM CURSO REGULAR RECONHECIDO PELO GOVERNO (fundamental, médio superior, público ou privado – cursos de inglês ou cursos livres não são válidos para efetuar a inscrição). A seleção será feita por meio da ficha de inscrição e entrevista (todos os candidatos serão entrevistados)
Existem vários cursos gratuitos (Programa Fundamentação, Design de Exposição, Iluminação para a Arte e Fotografia) sendo oferecidos na EAV e as matrículas vão até o dia 06 de março.
Aproveitem e boa sorte! Depois contem pra gente se deu certo!
Neste domingo termina a exposição de figurinos de Christian Lacroix na Faap: Trajes de Cena.
O acervo pertence ao Centro Nacional do Traje de Cena e da Cenografia, em Moulins, na França. E Lacroix é o Presidente honorífico do Centro francês.
A visita à exposição é fundamental não só para observar os desenhos, croquis e cerca de 100 figurinos do artista, mas também para conferir a execução cenográfica da mostra. Atente para os diferentes tecidos, cortes, texturas, volumes e tingimentos. E deixe para o fim a visita à área central. Vale à pena a surpresa.
Leia mais informações no site da Faap. O evento é gratuito e hoje (01/11/2009) é o último dia. Corra lá!
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Hoje também é o último dia para ver o Grupo Galpão no Parque da Independência com o espetáculo Till, a Saga de um Herói Torto, às 20h. Mais um evento gratuito na cidade! Mais informações no site do grupo!!!
Por conta da viagem ao Colóquio de Moda (que aconteceu no Recife na semana passada e no qual tivemos pela primeira vez Grupos de Trabalho específicos para reflexões sobre figurino), interrompemos a postagem das breves entrevistas, realizadas por e-mail, com os profissionais participantes do World Stage Design, que aconteceu no mês de setembro, em Seul.
Mais a frente, escreveremos sobre o Colóquio. Agora fiquem com o papo com o figurinista e cenógrafo Ronald Teixeira:
Ronald Teixeira – cenografia – O Apocalipse Segundo Domingos de Oliveira – Casa de Cultura Laura Alvin – Rio de Janeiro (RJ) – 2008
Você foi curador da Mostra Nacional na última Quadrienal de Praga. O que significa agora expor em um evento internacional como o WSD?
Vibrei quando soube que havia sido selecionado, assim como outros cenógrafos brasileiros, para a Gallery Exhibition da World Stage Design 2009 – pois a participação do Brasil neste evento, nesta edição, foi mais expressiva, com um maior número de participantes. Significa ter sido avaliado sobre uma perspecrtiva estética que alcança uma genuinidade com sua obra e com seu percurso de criação; seleção ocorrida entre um vasto número de inscritos pois tratou-se de observar individualmente cada participante e, não o conjunto que reúne as obras dos cenógrafos de um país como na Quadrienal de Praga.
Qual o critério que você usou na escolha do trabalho inscrito, ou seja, qual o diferencial entre seus outros projetos?
Exatamente minhas últimas criações cenográficas que refletem inquietude e investigação e que alcançam grande diálogo com a estética dos figurinos (assinado conjuntamente com o cenógrafo Leobruno Gama) e com o desenho de iluminação do Cadú Fávero, outro grande parceiro. Vale destacar que, neste espetáculo O Apocalipse segundo Domingos Oliveira, comemoro 15 anos de criação de cenários e figurinos para a obra do próprio Domingos, no cinema e no teatro. Parceria vivida intensamente dentro do estado das delícias promovido pelo diretor o que torna a obra bastante particular. Neste trabalho, Domingos Oliveira apresenta Deus em conflito, com questionamentos nada divinos, reunindo acidez e filosofia numa obra única no teatro brasileiro e, que obteve grande sucesso no RJ.
Você enviou algum material bidimensional ou tridimensional para a exposição ou serão exibidas imagens virtuais? Quais?
Enviei somente material virtual pois esta me pareceu ter sido a escolha da maioria dos participantes, o que me traz uma forte curiosidade para com o desenho da exposição que será instituído pela curadoria na Korea.
Tentaremos buscar imagens de como montaram a exposição para colocar aqui no blog.
Como já foi divulgado aqui no blog, o iluminador Beto Bruel ganhou a medalha de ouro na categoria iluminação, lá no WSD, em Seul. Abaixo publico a matéria que saiu hoje no jornal O Estado de S. Paulo falando sobre essa conquista (cliquem na imagem para viabilizar a leitura na versão ampliada) e, em seguida, a íntegra da conversa que tivemos. Curtam o papo…
Você já era um artista muito premiado em Curitiba antes de receber seu primeiro Shell em 2001 por Memória das Águas (Beto Bruel tem dezessete Gralhas e sete Poty Lazzaroto). Desde então, já foram muitos outros prêmios. O WSD 2009 é o seu primeiro prêmio internacional?
Fui indicado cinco vezes ao Shell e ganhei três (Memória das Águas, Av. Dropsie e Não Sobre o Amor). Fui também indicado ao Prêmio Carlos Gomes, de ópera, pela iluminação do O Castelo do Barba Azul, no qual a Daniela Thomas ganhou o prêmio pelo cenário. O WSD é meu primeiro prêmio internacional.
Na revista Luz & Cena de maio de 2008, você disse que o fato de ganhar um prêmio dificilmente faz com que o profissional ganhe um contrato melhor, o que significa para a iluminação brasileira este prêmio?
É muito bom ganhar o prêmio, mas acho que o destaque maior significa em termos de Brasil. Principalmente agora que a ABrIC foi efetivada como centro nacional, o reconhecimento é importante para mostrar ainda mais lá fora o que fazemos aqui, no Brasil. Ter visto em Praga o teatro feito na Turquia e em outros países durante a Quadrienal de 2007 foi um conhecimento profissional muito bom para mim. É bastante interessante que as pessoas vejam o que o Brasil faz e que saibam que aqui também tem bons iluminadores.
Quando você comprou o bar Café do Teatro, em 1997, você decidiu criar um prêmio novo pra que as pessoas pudessem conversar mais sobre teatro. Como foi isso?
Esse é o Poty Lazzaroto. Algumas pessoas reclamavam do Gralha Azul e aí inventamos um prêmio bem democrático. A urna ficava disponível no Café do Teatro e quem tivesse o DRT podia votar. Ela era lacrada por atores e técnicos que estavam no café e, no dia da apuração, vinham convidados para ajudar. Fazíamos a contagem de forma aberta ao público e tudo podia ser conferido pelo pessoal presente, pois os votos ficavam disponíveis para checagem.
Qual o critério que você usou para a escolha de Não sobre o Amor?
Se pegarmos peças que fiz com o Felipe Hirsh, não temos nada tão complicado no que se refere à iluminação. Mas neste espetáculo, não devia ter nada frontal. Usei só uma barrinha de LED fininha na boca de cena. Uma coisa que ajudou muito em Não Sobre o Amorfoi que o cenário chegou a Curitiba antes do ensaio começar. Tive quase trinta dias pra experimentar. Geralmente não se tem muito tempo para evoluir e amadurecer a ideia, mas como o Felipe demorou para achar o caminho para esta direção, eu pude ir ganhando tempo na luz. Quando ele achou, eu já tinha experimentado muitas coisas.O importante é poder trabalhar no teatro em equipe.
O lema da gente é que todos são obrigados a falar tudo o que pensam. Daí a aceitar ou não, cada um tem liberdade. Por exemplo, quando vi o cenário, comentei com o Felipe que ele tinha que poder girar. Dias depois ele apareceu e falou que o cenário não iria girar, mas quase. Desmontamos a caixa cênica e a montamos em posições diferentes, filmando a atriz entrando pela porta, deitando na cama etc. No espetáculo, as imagens filmadas são projetadas criando sobreposições e uma linguagem visual que ficou muito interessante. Já no espetáculo da Fernanda Montenegro, Viver sem Tempos Mortos, a ideia da luz dentro do tubo veio por sugestão da Daniela. A luz é muito simples, mas complicada. Todo grupo deveria ter uma equipe sem medo de falar.
Isabelle Bittencourt – diretora de arte / cenógrafa
Acústico MTV Engenheiros do Hawaii
Marjorie Estiano e Banda ao Vivo
Kid Abelha PEGA VIDA ao Vivo
Kid Abelha PEGA VIDA ao Vivo - Foto: Tahira
O que significa expor em um evento internacional como o WSD?
Fiquei surpresa por ter entrado na mostra Gallery, pois sei que a concorrência é enorme. Estamos competindo com cenógrafos europeus, americanos asiáticos, que além da excelente formação (estudam em escolas maravilhosas),têm sempre cachês bem pagos e contam com mais recursos estruturais e financeiros pra realização de seus projetos. Isto significa que o trabalho dos brasileiros além de criativo é muito bom, pois muitas vezes temos que tirar leite de pedra e mesmo assim e o resultado fica bom.
Acústico MTV Engenheiros do Hawaii - Foto: Marcos Camargo
Qual o critério que você usou na escolha dos trabalhos inscritos, ou seja, qual o diferencial entre seus outros projetos e por que você decidiu inscrever três shows?
Na verdade, se a inscrição não fosse tão cara eu teria inscrito outros trabalhos. Mas inscrevi só estes três porque, além de gostar muito deles, foram superelogiados na época em que os shows rolaram e os dvds foram lançados. O catálogo do WSD2005 me fez ver que o nível das produções era altíssimo,tinha óperas européias, altos musicais, Chicago… então, pensei: se eu tiver alguma chance de entrar na competição será com um desses!
Marjorie Estiano e Banda ao Vivo - Foto: Washington Possato
Você enviou algum material bidimensional ou tridimensional para a exposição ou serão exibidas imagens virtuais? Quais?
Como eu não tinha maquete desses trabalhos e nem dava tempo de produzi-las,enviei cinco pranchas tamanho A1 com os projetos, desenhos e fotos, mas foi um gasto absurdo pra mandar o material e principalmente pra pagar a liberação alfandegária na Coréia. Isto sem nenhuma ajuda de custo. Espero que valha a pena!