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FIGURINO NO OSCAR

Friday, March 5th, 2010

INDICADOS AO OSCAR 2010

Domingo tem Oscar e prêmios de melhor figurino, direção de arte, maquiagem, entre outros. Leia no Caderno 2, do jornal O Estado de S.Paulo, de hoje (05 de março), uma análise minha e do Fausto Viana sobre os indicados ao prêmios de melhor figurino. Abaixo, um pouco mais de reflexão nossa e complemento ao nosso texto no jornal.

Na corrida, temos Brilho de uma Paixão que também foi indicado ao BAFTA, mas perdeu para A Jovem Vitória, outro figurino de época, realizado pela figurinista Sandy Powell, especialista em trajes históricos.

Para ela, a opção por outros materiais não soa tão difícil como seria para quem não entende de formas, das finalidades de um traje e de sua inserção em períodos históricos. Segundo a figurinista, as roupas têm uma força dentro da trama graças à experiência prévia dos atores em usar figurinos clássicos, que exigem postura corporal e adequação dos padrões interpretativos. O cuidado com a roupa íntima é notável, bem com o acabamento dos vestidos, a maioria de seda. Vencedora do BAFTA, no seu discurso dedicou o prêmio à memória da “insubstituível” Annie Hadley, responsável pelo corte da maioria dos figurinos de seus filmes e que teve em A Jovem Vitória seu último trabalho. Não se trata de uma bolsa de apostas, mas se há poucas fichas para jogar, melhor fazê-lo aqui.

Também concorre Coco Antes de Chanel, com trabalho da figurinista Catherine Leterrier, que já trabalhou em muitas reconstruções de época (tb!) e ganhou dois Césares. Com mais de 35 anos de carreira, diz-se que não se importou de ter o diretor criativo da Maison Chanel, Karl Lagerfeld, supervisionando suas criações. Apesar de o grande ganhador do prêmio francês ter sido O Profeta, desta vez Leterrier perdeu o César para outro filme sobre Chanel: Coco Chanel & Igor Stravinsky, com figurinos de Chattoune & Fab, que se passa pouco depois de Coco Antes de Chanel, em 1913. O filme não deve ser o vencedor do Oscar, mas, como processo criativo da estilista, é imperdível.

Nine é o favorito para o prêmio segundo os analistas da moda. A figurinista tem chance de vencer, mas pode ser que tenha que esperar até 2011 com os figurinos de Alice no País das Maravilhas, que estreia em breve nos cinemas brasileiros e já chama a atenção. No Moma de Nova Iorque, a exposição com o trabalho de Tim Burton vai até 26 de abril. Há também uma mostra com o acervo de 40 objetos do filme - dividida em quatro alas e com animadores caracterizados – excursionando por vários países (veja fotos e comentários em inglês da exposição aqui neste blog)

O Imaginário do Dr. Parnassus, que esteve em cartaz em São Paulo na Mostra de Cinema, ano passado, indicou, pela primeira vez, Monique Prudhomme, com o filme que também concorre na direção de arte. Desbancou Sherlock Holmes – ambos ambientados em uma Londres de época, com coletes, altos colarinhos, muita fumaça e carruagens puxadas a cavalo – e, não só entrou na corrida do Oscar como ganhou o Prêmio da Associação de Figurinistas (CDG) na categoria de figurinos para filmes de fantasia (derrotando Avatar, que concorria na mesma categoria), e o prêmio da imprensa (vencendo de Chèri, Nine, A jovem Victoria e Chi Bi).

 

Algumas ausências

Quem apostou em Anna Sheppard, errou! Ela já concorreu  por A Lista de Schindler (1994) e O Pianista (2003) e agora estava cotada para concorrer com Bastardos Inglórios. Estava na lista do prêmio dos críticos, mas perdeu para Sandy Powell. Também se esperava poder ver Consolata Boyle pelos belos chapéus e trajes de Michelle Pfeiffer em seu retorno de Chéri, dirigida por Stephen Frears. Poderíamos ter visto Jenny Beavan com o já comentado Sherlock Holmes, que concorre na direção de arte. Houve até quem apostasse na indicação de Avatar, que apesar de ser criado em processo parecido, sua execução ainda levantará muita discussão entre o físico e o animado, entre as variações de movimentos, escalas e detalhes. Mas há uma grande ausência nos indicados a melhor figurino do Oscar 2010: Preciosa.

O filme tem um figurino que se pode dizer preciso, que atua pontualmente a cada cena. Não bastasse o retrato frio, nu e cru que traça do Harlem norte-americano dos anos 1980, o figurino ainda é a estrela dos grandes devaneios da mente da protagonista. Gigante para os padrões da moda e da beleza atuais, Preciosa sonha em ser estrela de filmes e programas dirigidos ao público negro e ter um namorado de pele clara.

Marina Draghici é a figurinista do filme que deu glamour às sequências de sonho de Preciosa, com vestidos vermelhos sensuais, vestido de bolinhas, capas, luvas, enfim, todos os elementos pertencentes ao mundo das celebridades magras. Um trabalho espetacular que concorreu ao CDG na categoria filme contemporâneo, mas perdeu para Crazy Heart.

Se sobrou glamour de estrelas em Nine, neste filme tem Lenny Kravitz e Mariah Carey. Porém, todos com trajes incrivelmente discretos. E isso é o que faz com que as cenas sejam boas. Porque a arte do figurino não sobrevive sozinha. Ela depende da equipe técnica, mas, sobretudo, do bom uso feito por bons atores.

 

Face a face com as medidas de sua atriz ou ator preferido

Acontece em Los Angeles a 18ª exposição anual com os melhores figurinos do cinema, uma oportunidade para ver de perto mais de 100 trajes, com manequins autênticos à proporção dos atores que os vestiram. São cerca de doze filmes e dos indicados ao Oscar de melhor figurino só não faz parte da exposição os trajes de Chanel, propriedade da Maison Chanel, que não os liberou. O vencedor do Oscar 2008 na categoria, A Duquesa, também está na mostra, além de Julie & Julia, Star Trek e o mais concorrido – necessitando até de segurança extra: o já épico Titanic.

Hollywood 2010: The Art of Motion Picture Costume Design

Galeria do Fashion Institute of Design & Merchandising

FIDM

919 S. Grand Avenue – Los Angeles – CA – 90015

Terça a Sábado, das 10h às 16h.

Até 17/04. Entrada gratuita

 

Enviado por Rosane Muniz

OS CARETOS DE PODENCE

Thursday, February 25th, 2010

Para fecharmos o tema Carnaval, ainda faltava o artigo sobre os Caretos de Podence. Então, vamos lá!

Podence é uma pequena aldeia, localizada no nordeste de Portugal, na qual, durante os festejos de Momo, grupos de homens saem as ruas para festejar e brincar o entrudo (ainda hoje esta terminologia é usada em Portugal).

As manifestações da brincadeira dos Caretos, na época do carnaval, é a reminiscência de rituais religioso e profano, que se confundem entre si. Fazem parte de uma tradição milenar transmontana, que se julga estar associada a práticas mágicas, relacionadas com os cultos agrários da fertilidade – como veremos abaixo – sobre a origem dos festejos carnavalescos.

Seu figurino é bastante colorido e são confeccionados com colchas franjadas de lã ou linho, normalmente nas cores verde, azul, preta, vermelha e amarela, tecidos em teares caseiros.

Assim como os Papangus e os Clóvis, os Caretos também escondem a cabeça entre duas máscaras de lata, madeira ou couro, pintadas de cores vivas, na qual se sobressai o nariz pontiagudo. Prendem uma fiada de chocalhos colocados na  cintura e uma correia pendurada a tiracolo com muitos guizos.

Seu principal objetivo, além da folia carnavalesca, é sair em bandos pelas ruas da aldeia, assustando principalmente as moças jovens que encontram pelo caminho.

A eles tudo se permite; o anonimato dá-lhes prerrogativas: dá-lhes poder. Por dois dias no ano os homens são crianças e quem mais brincar, mais poder tem. (Site de referência: www.caretosdepodence.no.sapo.pt)

Aproveito o momento para agradecer o carinho que a internauta Alexandrina de Brito tem para com o vestindoacena, fornecendo alguns dados e fotografias de Manuela Matos Monteiro sobre os Caretos de Podence.

CARETOS MUSEU1

CARETOS MUSEU2

Museu dos Caretos (Fonte: site www.caretosdepodence.no.sapo.pt)

CARETOS INDUMENTARIA1

CARETOS INDUMENTARIA2

Indumentária (Fonte: site www.caretosdepodence.no.sapo.pt)

CARETOS 1CARETOS 4

(Fonte: Fotógrafa Manuela Matos Monteiro. Fotografias gentilmente cedidas por Alexandrina  de Brito)

 

 

Celtas e o culto a fertilidade?

Para responder a esta pergunta temos que explicar brevemente a origem milenar desta festa pagã/católica, chamada de Carnaval.

 Seguindo por uma definição genérica, o Carnaval é uma festa popular coletiva, que foi transmitida oralmente através dos séculos. Chamada de festas pagãs como um fenômeno social anterior a era cristã.

Alguns estudiosos afirmam que a comemoração do carnaval tem suas raízes em festas primitivas, de caráter orgíaco, realizada em homenagem ao início da primavera, em rituais agrários da antiguidade e em homenagem aos Deuses Celtas da fertilidade.  Homens e mulheres pintavam seus rostos e corpos, deixando-se enlevar pela dança, pela festa e pela embriaguez.

Muitas são as teorias e opiniões sobre a origem do carnaval. Mas em uma idéia todas elas convergem: a transgressão, o corpo, o prazer, a carne, a festa, a dança, a música, a arte, a celebração, a inversão de papéis, as cores e a alegria, fazem parte da matriz genética do carnaval.

A opinião de pesquisadores e historiadores sobre o carnaval não é unânime, tanto em relação à época do seu surgimento quanto em relação à origem da palavra carnaval. Há efetivamente duas correntes distintas na abordagem da origem da palavra e que se baseiam em duas oposições hoje presentes nas celebrações do Carnaval.

A primeira, em uma versão pagã, é a oposição entre a ordem e a desordem, entre o mundo visível e o quotidiano e as pulsões inconscientes, entre a representação e a vontade, entre o mundo que vemos e o mundo visto de cabeça para baixo. Nesta linha, a palavra carnaval teria a sua origem no vocábulo latino Carrum Navalis, os carros navais que realizavam a abertura das Dionísias gregas nos séculos VII e VI a.C., e onde a euforia e as inversões de valores se estendiam pelas ruas da cidade.

A segunda oposição, com origem marcadamente cristã, é entre a quaresma e o carnaval, o nome carnaval dos termos do latim “carne vale”, ou “carnem levare”, isto é “adeus carne” ou “despedida da carne”, esta derivação indicaria que no carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal. A palavra surgiu quando o Papa Gregório Magno, o Grande, em 590 d.C. transferiu o início da quaresma para quarta feira, antes do sexto domingo que precede a Páscoa. Ao domingo anterior deu o título de “Dominica ad carne levandas”, expressão que se teria sucessivamente abreviado para “carne levandas”, “carne levamen”, “carneval” e carnaval, todas variantes de dialetos italianos, como o milanês, siciliano e o calabrês.

No Egito, na Grécia e em Roma, o povo de diversas classes sociais se reunia em praça pública com máscaras e enfeites para desfilarem, beberem vinho, dançarem, cantarem e se entregarem as mais diversas libertinagens.

 Muitas são, portanto, as interpretações da festa carnavalesca. Pagã ou cristã, libertadora ou característica da repressão, proveniente da cidade ou do campo, elitista ou popular, cósmica ou social, todos estes enfoques se enquadram, de um modo ou de outro, nela.

Agora é só esperar por ele. Que o Carnaval de 2011 venha logo.

Até lá

Enviado por Marizilda de Carvalho

CARNAVAL EM SP: RELATOS

Wednesday, February 24th, 2010

O vestindoacena recebeu da Mon Liu e Rita Calheiros, ambas designers de interiores, relatos e fotos sobre o Carnaval de São Paulo. Agradecemos a participação e dividimos com vocês o que diz respeito às fantasias.

MANCHA VERDE-RITA CALHEIROS

 

Rita realizou seu “batismo de fogo” no ano passado na escola de samba Mancha Verde, vestindo a fantasia de “cangaceira”, dentro do tema “Pernambuco: Uma Nação Cultural”. Em 2010, a escola trouxe o enredo “Aos Mestres com Carinho! Mancha Verde ensina como criar identidade” e a ela coube a fantasia de formanda.

Segundo Mon e Rita, uma grande preocupação entre os participantes do desfile das escolas de samba é conseguir percorrer o trecho no tempo previsto para a escola cruzar a avenida, apesar de não poder correr. A escola teve a participação de 3.200 componentes e, destes, cem estavam na ala Formandos, para a qual Rita desembolsou R$ 200,00 pela fantasia.

Cada fantasia foi confeccionada num molde dividido nos tamanhos P, M e G; e os ajustes finais foram feitos a poucos dias do desfile oficial. Por baixo do traje, os componentes usaram short e camiseta.

Pelas fotos, temos certeza que Rita Calheiros se “esbaldou”. Obrigada por dividir conosco sua experiência!

UM LUGAR AO SOL…

Wednesday, February 24th, 2010

Ainda falando um pouco sobre o Carnaval, a Rita de Cássia nos escreveu pra saber como conseguiria trabalhar ajudando alguma escola de samba no quesito fantasia.

Eu responderia que da mesma forma que se deve fazer quando se quer trabalhar com teatro. Para se preparar, sempre é bom que se estude muito (e sempre!) sobre o assunto: ler muito, ver muitas peças (no caso do carnaval, assistir aos desfiles), estar atento aos novos trabalhos e às criações. Para se inserir, procure o grupo com o qual você tem afinidade e se aproxime, oferecendo ajuda. Muitas companhias precisam de estagiários. Depois, vai depender de cada profissional e das oportunidades que surgirão e que ele criará para si mesmo, também.

No caso do Carnaval, procure a escola de samba que se afina mais com você, veja quem são os carnavalescos, tente arrumar o contato do profissional com a própria escola de samba e vá atrás. Quem sabe ele está precisando de um profissional como você e até te contrate?

Como tudo na vida, se é o seu desejo real, sempre vale à pena arriscar!

Dito!

Enviado por Rosane Muniz

MAKING OF DE UM DIA COMO “BAIANA” – parte III

Monday, February 22nd, 2010

E, fnalmente, leiam a terceira e última parte do making of de uma experiência como “baiana”.

21h00 – A escola deveria estar entrando na avenida, mas é preciso esperar a ordem de comando da Rede Globo. O Fantástico não acabou. Mas o ambulante controla o fim do programa pelo celular: “Tá acabando! Tá acabando”… Enquanto isso, temos tempo para mais algumas conversas e registros fotográficos. É como se desfilar de baiana não fosse só um ato por si só. Estar ali tem mais significados do que podemos imaginar. Entrar na avenida com aquele traje também é uma espécie de ritual e culto à vida e à chance de ser feliz, como várias me disseram, em palavras bem mais emocionantes e com histórias dramáticas de vida. E para que não pensem que é pelo fato de serem pessoas simples, o relato também foi igual entre as baianas de outras classes sociais.

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21h50 – Durante o desfile, sou flagrada pelo meu velho conhecido fotógrafo Benildo Mendes (abaixo), que claramente se surpreendeu ao me ver na ala, afinal, na última vez que me fotografou na escola eu estava em cima de um carro alegórico como destaque. Vantagens (ou desvantagens) que o tempo traz… (rs)

No chão, e com a fantasia que dava a sensação de pesar por volta de 45 Kg, o calor era muito e o suor também. A concentração para rodar na hora dos refrões, manter a linha de organização na caminhada e ter força de se manter em pé e de parar a saia para alterar o lado da rodada (três voltas para a direita, seguidas de três voltas para a esquerda. E mais uma vez para cada lado), fazem com que a emoção seja domada. Confesso que tive medo de ver as baianas desmaiando na avenida. A vontade vem, mas a determinação faz com que passe. A tontura dos dourados giros provoca um leve estado de êxtase, mas a consciência continua atenta à responsabilidade da função.

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22h00 – A confiança de que se tem que chegar até o fim fazendo bonito mantém todas em pé até a dispersão, quando a cena se torna surreal: veem-se baianas gritando por água, desmaiando, arrancando suas fantasias sem o menor ritual e deixando pelo chão. Sema, a vice-presidente da ala me disse que é comum. Contradições: alegria e cansaço…

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22h05 – Um monte de fantasias se forma e meninos se aproximam pedindo nossos chapéus. Soube que vendem aos gringos por um bom dinheiro.  De baianas, as que se agüentam em pé são promovidas a sentinelas. Vai chegando o apoio e guardando tudo de volta no caminhão.

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22h50 – No ônibus de volta, mais papos. Desta vez, com a baiana Lourdes. O prazer é muito, mas o cansaço é forte demais. Ela me disse que todo ano várias falam que não desfilarão mais, pois não aguentam o peso da fantasia e tudo o mais. Mas no ano seguinte, lá estão elas novamente! O amor à escola, à tradição e o momento de glória são “vícios” difíceis de largar…

Assista ao video das baianas na TV (youtube)

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Apesar de ter começado a pontuação de fantasia levando um 9,6 do figurinista e cenógrafo Marcelo Marques (indicado ao prêmio Shell por Rádio Nacional - 2006 e Sassaricando – 2007, entre outros muitos trabalhos), Rosa Magalhães teve seu trabalho reconhecido (9,8;  9,9; 9,9 e 10) não só neste quesito mas em ter conseguido manter a escola, que acaba de subir, no Grupo Especial. O presidente da União da Ilha do Governador declarou que deseja mantê-la para o Carnaval 2011. Agora é só acompanhar…

Para saber mais sobre as baianas e o traje

Acompanhe o lançamento da revista dObras nº 8 (em março) e a coluna Figurino, comigo e Fausto Viana falando sobre o traje da baiana no texto De quando o Conde Drácula conheceu a baiana.

Leia também o artigo Guerreiras do Samba, de Helena Theodoro no volume 6, da revista da UERJ  Textos Escolhidos de Cultura e Arte Populares, com textos disponíves para download em PDF.

Enviado por Rosane Muniz