Archive for the ‘Entrevistas’ Category

TRABALHOS BRASILEIROS EM SEUL II

Sunday, September 20th, 2009

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Cássia Monteiro – figurino

La Careta que Cae (do Original Los Títeres de Cachiporra), de Frederico Garcia Lorca – Sala Paschoal Carlos Magno (UNIRIO) – Rio de Janeiro (RJ) – teatro 2007

O que significa expor em um evento internacional como o WSD?

Expor num evento como esse significa um reconhecimento extremamente prazeroso do trabalho que tivemos. Significa dividir com o mundo o que produzimos em nichos fechados – seja numa universidade, num teatro pequeno ou mesmo numa dimensão um pouco maior – mas ainda assim de âmbito nacional. Talvez, além dessa “divulgação”, ter paridade em qualidade com trabalhos de outros locais do mundo, sobretudo num evento que diz respeito à nossa área de atuação, dá estímulos a afirmar e valorizar ainda mais uma linguagem própria que contém em si uma identidade nacional-brasileira.

Qual o critério que você usou para a escolha do trabalho inscrito?

Além de ser um trabalho com o qual possuo uma afinidade imensa – pelo caráter lúdico – classifico como um trabalho vivo.

La Careta que Cae é fruto de um trabalho universitário (UNIRIO) de um grupo teatral chamado Grupo Milongas, do qual faço parte desde a estréia desse espetáculo. Uma peça que tem sido constantemente reconhecida por sua particularidade identitária própria do surrealismo da obra do Lorca em comunhão com a brasilidade proposta pelo grupo. Nessa mistura, julgo ser o trabalho que melhor posso ter conseguido trazer ao figurino um ponto de intercessão interessante das propostas da cena e potencializar o próprio papel que um traje de cena poderia adquirir, principalmente no que se refere à identificação dos personagens.Você enviou algum material para a exposição ou serão exibidas imagens virtuais?

Embora eu quisesse muito enviar materiais tridimensionais, preferi restringir a exibição às imagens virtuais (tanto em pranchas com croquis quanto em fotografias diversas dos figurinos). Justamente pelo fato de que ainda é possível a remontagem deste espetáculo, fiquei com receio dos objetos serem extraviados no transporte, já que não poderia levá-los pessoalmente ao congresso.

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Fotos de Vivian Ribeiro

TRABALHOS BRASILEIROS EM SEUL

Saturday, September 19th, 2009

A partir de hoje, 19 de setembro de 2009, o vestindoacena.com trará uma entrevista por dia com os inscritos e aceitos na exibição World Stage Design, que abriu hoje em Seul, na Coréia. Vamos torcer para que o Brasil traga também algum prêmio.

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Aby Cohen & Lee Dawkins – cenografia / direção de arte

Primavera, de Carlos Porto – filme 2005

 

O que significa expor em um evento internacional como o WSD?

Participar da WSD significa, do nosso ponto de vista, contribuir para o fortalecimento deste importante  e recente programa de representação internacional de livre acesso para os artistas desta área; e, ao mesmo tempo, colaborar para a criação de um panorama internacional da produção criativa para eventos cênicos, como agora denominam e que vai além do Teatro, incluindo outras linguagens. Na primeira edição da WSD, em 2005, tivemos a participação de artistas importantes como Jorge Ballina e Philippe Armand, do México; Richard Hudson, da Grã-Bretanha; Petr Matazeck, da República Checa, entre outros que apoiaram o evento e deram visibilidade a ele. Integrar este panorama é da maior relevância para todo artista que trabalha com estas linguagens. 

Qual o critério que vocês usaram na escolha do trabalho inscrito?

Já havia por parte dos organizadores a orientação de selecionar trabalhos dos últimos cinco anos a fim de manter o caráter atual da Mostra.Do nosso lado, a escolha foi difícil, mas decidimos por uma produção não teatral, uma vez que foi aberta esta possibilidade.  O trabalho de criação que escolhemos, Primavera, um longa-metragem, apresenta um trabalho completo de criação visual, no qual assinamos a direção de arte e a criação dos cenários e figurinos, nos quais a linguagem empregada é marcadamente teatral. Acreditamos que a criação envolve um coletivo de artistas e que devemos ter a generosidade de poder mostrar o trabalho de um coletivo, para além do nosso trabalho. Achamos que este projeto dá conta disso também. 

Vocês enviaram algum material bidimensional ou tridimensional para a exposição ou serão exibidas imagens virtuais? Quais?

Enviamos um DVD com  uma edição abreviada do filme – cerca de cinco minutos de duração - com foco na produção artística da direção de arte.