Archive for the ‘dObras’ Category

MAKING OF DE UM DIA COMO “BAIANA” – parte III

Monday, February 22nd, 2010

E, fnalmente, leiam a terceira e última parte do making of de uma experiência como “baiana”.

21h00 – A escola deveria estar entrando na avenida, mas é preciso esperar a ordem de comando da Rede Globo. O Fantástico não acabou. Mas o ambulante controla o fim do programa pelo celular: “Tá acabando! Tá acabando”… Enquanto isso, temos tempo para mais algumas conversas e registros fotográficos. É como se desfilar de baiana não fosse só um ato por si só. Estar ali tem mais significados do que podemos imaginar. Entrar na avenida com aquele traje também é uma espécie de ritual e culto à vida e à chance de ser feliz, como várias me disseram, em palavras bem mais emocionantes e com histórias dramáticas de vida. E para que não pensem que é pelo fato de serem pessoas simples, o relato também foi igual entre as baianas de outras classes sociais.

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21h50 – Durante o desfile, sou flagrada pelo meu velho conhecido fotógrafo Benildo Mendes (abaixo), que claramente se surpreendeu ao me ver na ala, afinal, na última vez que me fotografou na escola eu estava em cima de um carro alegórico como destaque. Vantagens (ou desvantagens) que o tempo traz… (rs)

No chão, e com a fantasia que dava a sensação de pesar por volta de 45 Kg, o calor era muito e o suor também. A concentração para rodar na hora dos refrões, manter a linha de organização na caminhada e ter força de se manter em pé e de parar a saia para alterar o lado da rodada (três voltas para a direita, seguidas de três voltas para a esquerda. E mais uma vez para cada lado), fazem com que a emoção seja domada. Confesso que tive medo de ver as baianas desmaiando na avenida. A vontade vem, mas a determinação faz com que passe. A tontura dos dourados giros provoca um leve estado de êxtase, mas a consciência continua atenta à responsabilidade da função.

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22h00 – A confiança de que se tem que chegar até o fim fazendo bonito mantém todas em pé até a dispersão, quando a cena se torna surreal: veem-se baianas gritando por água, desmaiando, arrancando suas fantasias sem o menor ritual e deixando pelo chão. Sema, a vice-presidente da ala me disse que é comum. Contradições: alegria e cansaço…

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22h05 – Um monte de fantasias se forma e meninos se aproximam pedindo nossos chapéus. Soube que vendem aos gringos por um bom dinheiro.  De baianas, as que se agüentam em pé são promovidas a sentinelas. Vai chegando o apoio e guardando tudo de volta no caminhão.

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22h50 – No ônibus de volta, mais papos. Desta vez, com a baiana Lourdes. O prazer é muito, mas o cansaço é forte demais. Ela me disse que todo ano várias falam que não desfilarão mais, pois não aguentam o peso da fantasia e tudo o mais. Mas no ano seguinte, lá estão elas novamente! O amor à escola, à tradição e o momento de glória são “vícios” difíceis de largar…

Assista ao video das baianas na TV (youtube)

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Apesar de ter começado a pontuação de fantasia levando um 9,6 do figurinista e cenógrafo Marcelo Marques (indicado ao prêmio Shell por Rádio Nacional - 2006 e Sassaricando – 2007, entre outros muitos trabalhos), Rosa Magalhães teve seu trabalho reconhecido (9,8;  9,9; 9,9 e 10) não só neste quesito mas em ter conseguido manter a escola, que acaba de subir, no Grupo Especial. O presidente da União da Ilha do Governador declarou que deseja mantê-la para o Carnaval 2011. Agora é só acompanhar…

Para saber mais sobre as baianas e o traje

Acompanhe o lançamento da revista dObras nº 8 (em março) e a coluna Figurino, comigo e Fausto Viana falando sobre o traje da baiana no texto De quando o Conde Drácula conheceu a baiana.

Leia também o artigo Guerreiras do Samba, de Helena Theodoro no volume 6, da revista da UERJ  Textos Escolhidos de Cultura e Arte Populares, com textos disponíves para download em PDF.

Enviado por Rosane Muniz

O “DESFILE TEATRAL” NA AVENIDA

Sunday, February 14th, 2010

A capa do encarte do Jornal O Globo, o Globo Ilha, trouxe matéria de capa falando sobre o Carnaval da União da Ilha (que volta ao Grupo Especial depois de oito anos) e a estreia de Rosa Magalhães na escola. Para saber mais sobre o enredo e o trabalho desenvolvido pela Rosa, leia no site.

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Já na Folha de S. Paulo de hoje, no caderno Cotidiano, a reportagem fala do uso de movimentos e teatralizações no Carnaval da avenida. O “desfile teatral” racha os carnavalescos e Rosa disse que a União vem com somente um carro coreografado e conta com a alegria, simpatia e animação do folião da Ilha. Leia aqui.

Agora vou para a quadra da escola encontrar as baianas e pegar o ônibus para a concentração. Cheguei ainda agora no Rio de Janeiro e o dia está lindo! Até mais tarde!

Enviado por Rosane Muniz

DE VOLTA À UNIÃO DA ILHA

Sunday, February 14th, 2010

Morei na Ilha do Governador dos 8 aos 19 anos, quando mudei para São Paulo. Os ensaios da escola e os sambas mais famosos da União marcam minhas lembranças. Sinto que “eu serei o dono dessa festa” (É Hoje, 1982) e que o “realejo diz que eu serei feliz” (O Amanhã, 1978). Afinal, “o Domingo é de alegria” (Domingo, 1977) e “como não tenho luxo nem riqueza, há simplicidade e beleza na festa do meu coração” (Bom, Bonito e Barato, 1980). E quer saber? “O rei mandou cair dentro da folia! Eh! Lá vou eu!” (Festa Profana, 1989)!!!

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É claro que, como uma boa carioca, já tinha desfilado antes: duas vezes na Imperatriz Leopoldinense e uma na União da Ilha. Mas sempre como destaque, honrando o passado de Miss e cantora. Mas desta vez…

Chegar ao barracão no sábado passado para provar a fantasia foi uma emoção. Havia vestido o “traje” da jornalista / pesquisadora que uso nos últimos dez anos, me concentrando para investigar e descobrir detalhes sobre a vivência das tias do samba e havia me esquecido da história que vivi nesta escola.

Mas “minha personagem” foi logo desmontada. Na entrada da Cidade do Samba, na Gamboa (onde está localizada a Pedra do Sal, considerada a pedra fundamental da construção do samba carioca), encontrei Maria Ângela, que me ajudou a chegar ao galpão da União da Ilha. “Você também vai sair de baiana? Vem comigo! Estou muito emocionada, pois saio de baiana há vários anos na Grande Rio e meu sonho era sair na União. E agora fui convidada.” Pronto, tinha achado minha “tutora” e ali começou a emoção.

 Curiosidade: O nome barracão é atribuído ao Candomblé, influência da religião afro-brasileira no Carnaval. Os praticantes da religião chamam o local de preparo dos rituais por esse mesmo nome. (Fonte: Revista da União da Ilha)

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Assim que chegamos ao quarto andar (e dá-lhe escada!), avistam-se as baianas experimentando e organizando suas saias. Os homens no ambiente são fundamentais, pois o esforço em colocar o conduite dentro das anáguas é bastante trabalhoso e exige força. Surpresa: encontro um amigo de infância do meu irmão, Rodrigo,  e ele me ajuda com minha saia. E com a de todas as outras baianas, é claro!

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COSTURA-TORTA

As fantasias são separadas por tamanhos P, M, G e GG. Mas como é melhor ficar maior do que menor, as altas como eu economizam trabalho! Ficou perfeito! Em compensação, quem não sabe costurar, vai no improviso. Não há costureiras para todas, então… às vezes a costura do arremate fica torta, mas o que importa é o resultado final. E ficou bom na altura, já que a parte de dentro não aparecerá!

A ansiedade é geral e começam todas a vestir suas saias e a perguntar: “Tá bom, Sema (a vice-presidente da ala)?”

Mas todo mundo põe a mão na massa e ajuda. Cada uma cuida da sua fantasia; quem precisa vai pra máquina; quem não sabe, recebe ajuda. Até o marido teve que entrar na dança. Passei a tarde suando com os conduites e conversando com as baianas.

 

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O emocionante é perceber o espírito de companheirismo e ajuda. Mesmo quem não desfila mais na escola, continua no apoio. É o caso da Tia Bené, 79 anos, que é “internacional” e já foi até pra França desfilar com a União da Ilha! Maria de Lourdes (indo à máquina de costura) desfila há 15 anos e diz que já saiu na ala da comunidade, mas ser baiana não se compara a nada! “Tem a força da tradição!”

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Filmei minha “tutora” testando seu adereço e rodando durante a prova de roupas. Um luxo! Pena que ainda não consegui colocar aqui porque a qualidade ficou muito alta. Mas estou devendo os videos, ok? Hoje na Sapucaí farei outros.

Eu queria experimentar o traje completo, mas a Sema não permitiu. Não sei se é pra não estragar a surpresa ou se ficou com medo de eu me assustar com o peso e desistir da aventura! rs… Só saberei hoje a noite!!!

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Fantasias e adereços sendo organizados

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No ensaio de rua, muita roda e torcida organizada

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As tias ficam no apoio e tomando conta da porta da cozinha, que não são bobas nem nada. De blusa e sapatos vermelhos está Tia Noêmia, presidente da ala. À direita da foto, a internacional baiana Tia Bené.

 Tia Noêmia, 75 anos, era casada com Orphilo Bastos, fundador número dois da escola e primeiro diretor de bateria. Como sua família inteira fazia parte da tricolor da Ilha, ela estava sempre ali por perto. Na torcida pelo time União Futebol Clube, conheceu o “jogador” Orphilo, que viria a ser seu namorado e com quem se casaria mais tarde. O time decidiu transformar-se em escola de samba, depois de uma reunião, em 07 de março de 1953. E lá estava Noêmia participando. Ela foi a primeira baiana da União da Ilha e hoje coordena (com a ajuda da Sema) 120 baianas neste ano de retorno ao Grupo Especial.

E eu estarei lá pra contar pra vocês!

Saiba mais sobre o enredo da escola (Dom Quixote de La Mancha: O Cavaleiro dos Sonhos Impossíveis) e o que Rosa Magalhães preparou pra poder curtir melhor o desfile que acontece a noite. A União é a primeira escola a abrir a avenida em 2010!

Enviado por Rosane Muniz

DA ROMÊNIA PRA SAPUCAÍ

Friday, February 12th, 2010

Well… tudo começou em 2009 com o convite para participar do Simpósio de figurino na Romênia. O tema era A Influência do Traje Folclórico na Criação Teatral e, como representante brasileira no Grupo de Trabalho de Figurino da Organização Internacional de Cenógrafos, Técnicos e Arquitetos Teatrais no Brasil (OISTATBr), eu iria apresentar um paper que prepararia com o Prof. Fausto Viana. Juntamos nossas pesquisas e montamos uma apresentação inicialmente didática sobre a riqueza cultural do nosso país, passando por trajes folclóricos e regionais das várias regiões, para depois seguirmos com trabalhos teatrais que usam a pesquisa na cultura brasileira para suas criações e provocando reflexões. (Para ver um resumo com toda a atividade desenvolvida em Sibiu, publicarei o relatório elaborado para o Minc  - que custeou as passagens -, no site da ABrIC/OISTATBr. Farei também, em breve, uma palestra sobre os trabalhos apresentados por lá e divulgarei aqui no vestindoacena para que vocês possam comparecer).

Mostramos Pia Fraus, Antonio Nóbrega, Gabriel Villela, Babado de Chita e muito do trabalho de Luiz Augusto dos Santos pra Fraternal Cia. de Arte e Malas-Artes. Mas foi no traje regional que começou a “briga”: levamos o traje de baiana? Fausto defendia a sua legitimidade cultural, eu acusava a “generalização” de nossa imagem vendida no exterior. É claro que levamos outros trajes (o feito de chita para Folia de Reis foi muto marcante), mas depois de muita pesquisa e debates, o traje foi para a Romênia, demonstrando suas diversas classificações: uniforme (vendedora de acarajé), traje religioso (candomblé), fantasia (Carnaval). Levamos o traje de baiana branco e foi um sucesso tanto na exposição quanto na parada de rua e acabou virando parte de cartão de Natal distribuído a figurinistas de vários cantos do mundo pelo Prof. Nic Ularu, da Universidade da Carolina do Sul (EUA).

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Mas o negócio, ao que se refere ao traje da baiana ia além. O assunto voltou à baila quando estávamos em uma das aulas da disciplina de pós-graduação da ECA-USP, “O espetáculo não pode parar: a indumentária em cena e fora dela”. Continuamos nossas pesquisas e decidimos escrever sobre o tema para a nossa coluna na revista dObras, que sairá na próxima edição, nº8 (você vai perder? Fique atento ao lançamento!).

Entrevistamos várias pessoas para o desenvolvimento da matéria, entre elas, pai de santo, vendedora de acarajé e a vice-presidente da ala das baianas, Sema, da União da Ilha do Governador. Nesta última, eis que uma ligação naquele exato momento faz com que as baianas venham parar no vestindoacena!

Uma baiana passou mal, não poderia desfilar mais e… por coincidência vestia o mesmo tamanho e calçava o mesmo número que a jornalista que vos fala. Convite aceito! E agora o vestindoacena traz o making of da preparação das baianas da União da Ilha do Governador para a cena, com enredo desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães. Vamos agora não só refletir e estudar o traje, mas sentir a emoção de vesti-lo, na versão fantasia, em plena avenida do samba carioca.

                                  ROSANEinterior da anágua de baiana, conferida a medida, inserido o conduite e já pronta para ir no caminhão para a Sapucaí.

O CARNAVAL DE ROSA MAGALHÃES

Wednesday, February 10th, 2010

Em 2009, a OISTATBr divulgou o evento World Stage Design que aconteceria na Coréia. Já falamos bastante do evento (que aconteceu em setembro de 2009) aqui no vestindoacena e trouxemos curtos bate-papos com alguns dos brasileiros selecionados. Agora, que o livro do evento já chegou ao Brasil, continuaremos publicando e registrando aqui estas conversas com os participantes.

Mas antes, inclusive deixando um pouquinho de lado o teatro (com vários trabalhos interessantíssimos em cartaz para comentar) e também o cinema (com a corrida para o Oscar), vamos tratar, por dez dias, do Carnaval!

Começamos falando do trabalho de Rosa Magalhães, que foi um dos escolhidos para a mostra internacional na Coréia. O trabalho inscrito foi sua criação para o desfile da Imperatriz Leopoldinense (escola de samba carioca), em 2005, que teve como tema o dinamarquês Hans Christian Andersen. Inclusive, fui convidada a palestrar na cidade americana de Iowa, em julho de 2009, sobre o carnaval brasileiro. A professora Loyce Arthur com o grupo de pesquisa sobre Carnaval caribenho, queria ampliar as investigações sobre o Carnaval brasileiro e de outras partes do mundo. Foi definido o tema University of Iowa’s Caribbean Diaspora & Atlantic Studies Program, no qual poderemos vir a ajudar futuramente. Loyce passou o Carnaval 2009 no Rio de Janeiro e entrevistou Rosa Magalhães, da qual recebeu de presente um lindo livro com esse trabalho sobre Andersen do qual ela fala abaixo para o vestindoacena:

 ROSA MAGALHAES-Imperatriz 2005 - Baillerina

 

Como você ficou sabendo do World Stage Design?

Através da Doris Rollemberg e da Alessandra Cadore. Disseram que me inscrevesse. Mas o computador ainda tem segredos que não consigo desvendar e a Alessandra Cadore formatou e mandou os trabalhos. E aí fui aceita.

 ROSA MAGALHAES-Imperatriz 2005 - Prominent Fancy Costume

 Qual o critério que adotaram para a escolha do trabalho a ser apresentado?

Entrei na categoria de espetáculo com grande formato. Estava muito ocupada fazendo uma ópera e não pude separar o material dos jogos pan-americanos. Então, mandei só o carnaval de 2005, porque já tinha mais fotos.

 ROSA MAGALHAES-Imperatriz 2005 - The Tin Soldier

 Como você vê a importância do reflexo deste seu trabalho no exterior?
Participei da Quadrienal de Praga e da Bienal de Veneza. São mostras para um público específico. O espetáculo do Carnaval é visto pelo mundo inteiro, pois é a terceira audiência mundial, só perdendo para a abertura das Olimpíadas e a abertura dos jogos pan-americanos. Então, por mais de 20 anos, o meu trabalho é visto por aí afora. O importante é ser selecionada para uma exposição com uma visão de espetáculo teatral. Fico muito satisfeita com esta colocação.

 ROSA MAGALHAES-Imperatriz 2005 - Battery

Escola: Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense
Ano: 2005
Enredo: Uma Delirante Confusão Fabulística
Carnavalesca: Rosa Magalhães
Colocação: Quarto lugar

ROSA MAGALHAES-Imperatriz 2005 - Fleur-de-Liz Aisle Birds Sell

 

 

O enredo foi uma homenagem aos 200 anos de nascimento do autor de histórias infantis Hans Christian Andersen. O abre-alas, o carro Era uma Vez, trazia a imagem do escritor e era ao mesmo tempo uma réplica de um pequeno teatro, de onde a corte do Reino de Fadas saía e evoluía. Outro carro que impressionou pelo preciosismo na confecção foi o Rouxinol do Imperador, sobre a história de mesmo nome. Cerca de 200 réplicas de porcelana chinesa feitas de isopor e papel decoravam a alegoria. A alegoria Quarto de Brinquedos também foi grata surpresa na avenida. Dois carros interligados traziam bailarinas e soldadinhos de chumbo em coreografias que simulavam movimentos de brinquedos de corda. Por fim, uma homenagem ao escritor brasileiro Monteiro Lobato com alas e um carro sobre o Sítio do Picapau Amarelo. A comissão de frente foi formada por 15 bailarinos vestidos de cisnes.

Leia também texto de Rosa Magalhães (Mais Vale um Jegue que me Carregue que um Camelo que me Derrube, lá no Ceará…, sobre o processo de criação desenvolvido para a escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense, em 1995) no livro Textos de Culturas e Artes Populares (v.6 / outubro/2009), do Instituto de Artes da UERJ, e disponível para download no link da TECAP.

 ROSA MAGALHAES-Imperatriz 2005 - Baiana

 

E não deixe de ler, a partir de amanhã, os posts sobre o Carnaval de Rosa Magalhães para a União da Ilha do Governador, sobre Don Quixote de La Mancha, que o vestindoacena está acompanhando bem, bem de perto, de dentro da ala das baianas!