Archive for the ‘Adereços’ Category

Oscar de melhor figurino 2010

Tuesday, March 9th, 2010

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Todos já devem estar sabendo que a vencedora do Oscar de melhor figurino 2010 foi Sandy Powell, especialista em trajes históricos, pelo filme The Young Victoria, no qual retrata a juventude da rainha que ficou mais tempo no poder.

OSCAR 2010

 Além de destacar a elegância com a qual ela subiu ao palco para receber sua estatueta (que vestido maravilhoso é esse??? Não consegui descobrir de quem é. Provavelmente ela mesma desenhou), vale destacar seu discurso:

“Já tenho duas dessas em casa, então estou me sentindo ganaciosa… rs… Mas queria dedicar este Oscar aos figurinistas que não fazem filmes sobre monarcas mortos, mas que trabalham em filmes contemporâneos. Eles trabalham duro, com verbas curtas. Isso é pra vocês, mas hoje eu é que vou levar pra casa… rsrsrs”

OSCAR 2010-SANDY-2OSCAR 2010-SANDY

Alguns sites e jornais ingleses acharam “equivocado” ela comentar que já tinha duas estatuetas e que sentia-se gananciosa em uma noite de “falsas modéstias”. Afinal, agora Powell (indicada oito vezes, com três prêmios) tem mais Oscars que Meryl Streep (indicada 16 vezes, com dois prêmios) e que Robert de Niro!!

Já havíamos comentado no vestindoacena que no seu discurso como vendedora do Bafta dedicou o prêmio à memória da “insubstituível” Annie Hadley, responsável pelo corte da maioria dos figurinos de seus filmes e que teve em A Jovem Vitória seu último trabalho. No Oscar, ela agradeceu (fora do palco) novamente à Annie e também aos seus assistentes. Mas, ao receber a estatueta, valeu ter lembrado das criações para filmes contemporâneos. Quem sabe agora Collen Atwood ganha ano que vem pelos figurinos de Alice no País das Maravilhas, depois de ter perdido por Nine e pelo belíssimo trabalho de Swenney Todd?

 young victoria 1young victoria 2

Powell teve cerca de 400 mil dólares para criar o trabalho de Young Victoria. Parece muito, mas ela diz que “não foi ridículo, mas não foi um dos maiores valores” com o qual trabalhou. Com o também premiado The Aviator, ela teve cerca de um milhão de dólares. 

Para ela, o figurino mais difícil e trabalhoso que fez foi para Gangs de Nova York (2002), pois foi uma produção constante, que durou mais de um ano, com novas ideias e criações a todo momento. Vale a pena conferir em DVD.

Imaginem que Powell também cita o problema de não ter arquivo. Geralmente as roupas são vendidas depois do filme terminar. Uma pena. Ela tenta fazer sua pequena coleção, como possível.

Quer saber mais sobre a figurinista Sandy Powell? Visite os links abaixo.

Discurso de agradecimento:Entrevista com Sandy Powell no blog Enchanted Serenity of Period Films

Veja matéria com Sandy Powell durante a abertura da exposição de figurinos em Los Angeles (FIDM – Leia mais em posts anteriores do www.vestindoacena.com sobre o Oscar)

Perdeu a entrega do Oscar? Veja vídeo com Sarah Jessica Parker e Tom Ford anunciando e entregando o prêmio de melhor figurino para Sandy Powell

Veja o agradecimento de Powell ao prêmio nos bastidores

Enviado por Rosane Muniz

PROCURA UM TRABALHO? (SP)

Sunday, March 7th, 2010

Mais uma dica de trabalho:

A figurinista Marina Reis está precisando tanto de aderecista como assistente de figurinos. Ela está com alguns projetos e sempre precisa de pessoas para trabalhar.

Está interessado (a)?

Entre em contato no e-mail marinareis2222@yahoo.com

UM LUGAR AO SOL…

Wednesday, February 24th, 2010

Ainda falando um pouco sobre o Carnaval, a Rita de Cássia nos escreveu pra saber como conseguiria trabalhar ajudando alguma escola de samba no quesito fantasia.

Eu responderia que da mesma forma que se deve fazer quando se quer trabalhar com teatro. Para se preparar, sempre é bom que se estude muito (e sempre!) sobre o assunto: ler muito, ver muitas peças (no caso do carnaval, assistir aos desfiles), estar atento aos novos trabalhos e às criações. Para se inserir, procure o grupo com o qual você tem afinidade e se aproxime, oferecendo ajuda. Muitas companhias precisam de estagiários. Depois, vai depender de cada profissional e das oportunidades que surgirão e que ele criará para si mesmo, também.

No caso do Carnaval, procure a escola de samba que se afina mais com você, veja quem são os carnavalescos, tente arrumar o contato do profissional com a própria escola de samba e vá atrás. Quem sabe ele está precisando de um profissional como você e até te contrate?

Como tudo na vida, se é o seu desejo real, sempre vale à pena arriscar!

Dito!

Enviado por Rosane Muniz

CADÊ O IMPERADOR?

Sunday, February 14th, 2010

Cadê o Imperador, gente?

imperador

 

Esta gravura é do Debret, de 1820. Mostra uma guerra de limõezinhos, que eram feitos de cera e água de cheiro e quebravam quando as pessoas jogavam uns nos outros. Quem estivesse na rua, tomava na cabeça! O Imperador Dom Pedro I, como se sabe, era um mocinho bem ,huummm, digamos, integrado com o povo e durante o Carnaval desaparecia da casa dos pais e caia na folia, só voltando depois do fim do Carnaval.

 

Vê como a farra das nossas autoridades já vem faz tempo? E olha que ele proclamou a Independência em 1822. 

Enviado por Fausto Viana

Trajes dos Papangus X Clóvis X Caretos

Saturday, February 13th, 2010

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Papangus                                                   Caretos                                                         Clóvis 

Vocês devem estar perguntando, quais as ligações entre esses três trajes?

Esses três grupos carnavalescos, distantes um dos outros – Papangus em Pernambuco, os Clóvis no Rio de Janeiro e os Caretos em Portugal – trazem para as ruas das cidades onde passam o terror e o medo, assustando crianças e adultos com fogos, gritos e suas máscaras horripilantes.

Cada um tem suas características, mas com similaridades na essência do vestir: obrigação do anonimato total, não permitindo nenhuma parte do corpo descoberta e, principalmente, na maneira encontrada por esses foliões de se divertir.

Resistente ao tempo, a fantasia de Clóvis, ou Bate-Bola, continua sendo utilizada por foliões no subúrbio do Rio de Janeiro (RJ). Com aparência de palhaço, roupas coloridas e máscaras transparentes. Por esse motivo, supõe-se que o nome tenha derivado da lingua inglesa “clown” (palhaço).

Em grandes grupos carnavalescos, que variam de 20 a 150 participantes,  saem de bairros da zona norte e oeste da cidade, do sábado até a terça-feira de carnaval, percorrendo as ruas, brincando, cantando, batendo suas bolas no chão e assustando, principalmente, as crianças.

O momento mais esperado é a saída do galpão, com fogos de artifício e muita alegria, para mostrar ao público presente a fantasia do ano, já que a anterior é descartada a cada carnaval.

A preparação do traje tem início nos meses de março a abril, que é quando os foliões começam a pensar em um tema que orientará a definição estética da fantasia e servirá de base para a escolha das cores dos tecidos, estampas e ilustrações, além de influenciar no planejamento e desenhos do novo visual do grupo para o próximo carnaval.

O grupo Agunia, denominado Bate-Bola e Bandeira, com aproximadamente 130 componentes, foi fundado em 1979, por Ademilson Gomes, mais conhecido por ZUZU. Ele próprio, junto a um grupo de amigos, contaram em entrevista que desenham e confeccionam as suas fantasias, buscando sempre inspiração em um tema atual.

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O barracão localizado na Estrada do Sapé, número 790, no bairro de Rocha Miranda – Rio de Janeiro (Fotos de Marizilda Carvalho)

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Máscara do grupo Agunia

Com o passar do  tempo, a indumentária foi incorporando novas características e, atualmente, os grupos de clóvis podem ser classificados em diversos tipos, tais como “bola e sombrinha”, “leque e sombrinha”, “bicho e leque” “bola e bandeira”, entre outros.

 

Segundo Aline Pereira, estudiosa dos grupos de Bate-Bolas, as peças de vestuário básico são o macacão e a sobreveste. O macacão pode variar com relação às modelagens, volumes, tecidos, padronagens e acabamentos e recebem denominações específicas, tais como: macacão de duas bandas, macacão de perna, macacão de saia, macacão roda baiana, macacão linguiça, macacão listrado, macacão de duas mangas, macacão bufão etc. Uma sobreveste (que pode ser uma capa, uma casaca ou um bolero), e as técnicas de produção destas sobrevestes, correspondem em média a 50% do valor total da fantasia, que em alguns casos chega a custar R$ 1200,00. Também compõe o traje, uma máscara, composta de tela e capuz de tecido.

 

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Fantasia do grupo Agunia. Tema do traje: Comemoração dos 30 anos.

Outras peças do vestuário complementam a fantasia e cumprem, além da função estética, o papel de cobertura do restante do corpo do Bate-Bola. Entre estas peças podem ser citados os meiões, as luvas, e os calçados (normalmente botas personalizadas ou tênis esportivos).

Falamos sobre a fantasia dos grupos de Papangus de Bezerros, comentamos sobre as fantasias dos Clóvis, do Rio de Janeiro. Não perca a vez dos Caretos de Portugal!

Até lá

Enviado por Marizilda Carvalho