Archive for June, 2008

EXPOSIÇÃO POD MINOGA (SP)

Friday, June 20th, 2008

Naum Ales de Souza já me contou histórias maravilhosas da época do Pod Minoga. Carlos Moreno também. (ambas estão no livro Vestindo os nus - o figurino em cena. Ed Senac Rio, 2004). Agora temos a oportunidade de ver imagens desta época tão importante. Abaixo, trecho do livro (p. 252-256) no qual Naum conta sobre a fase do grupo:

Como começou sua relação com o teatro?Começou mesmo quando montei um ateliê em casa, logo que deixei de ser professor de Artes Plásticas e Teatro para crianças e adolescentes na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado - SP), em 1970. Eu morava numa casinha pequena, de vila, com um quarto, uma salinha, cozinha e banheiro. Quando saí da faculdade, vários alunos saíram junto comigo. Então, montamos esse pequeno ateliê, onde tinha uma bancada para eles desenharem. Um amigo fez um mezanino que servia como lugar para eu dormir e, em baixo, fizemos um teatro de 15 lugares. Nossa equipe era formada por eu, Mira Haar, Flávio de Sousa, Carlos Moreno, Dionísio Jacob… Uma coxia era na sala e outra na cozinha. montamos várias peças. Uma delas era uma peça curtinha, uma história da tradição circense que não tinha diálogos, mas sensações visuais e que começou a despertar muita curiosidade. O Antunes Filho, que assistia aos espetáculos dos alunos, na FAAP, gostou e começou a divulgar a peça para os amigos. Como cabiam 15 pessoas na sala, às vezes a gente tinha que fazer três ou quatro sessões para dar conta da platéia que aparecia.  

E como era o visual dessa peça?Na base de muitos telões pintados, que eram verdadeiros quadros, nada parecidos com os telões do teatro antigo. Eram, às vezes, fotografias ou desenhos feitos por crianças, ou até criações de elementos do grupo. Nessa peça, tinha um grupo de homens bailarinos cujo figurino foi feito com ceroulas. A gente comprou a ceroula inteira, a tingimos no caldeirão e depois colocamos fitas, franjas e outras coisas nela. E para compor um figurino de época, adaptamos vestidos de bailes “roubados” das mães, que tacávamos na tinta. Era um trabalho muito artesanal. O fato de botar a mão na massa se refletiu muito na minha criação.(…)

E como surgiu o Grupo Pod Minoga?Tínhamos esse grupo formado por ex-alunos meus. Esse nome surgiu porque a mãe da Mira era polonesa e íamos muito na casa dela. Todo mundo sentava numa poltrona, que ficava ao lado de uma estante, onde tinha um livro polonês, que se chamava Café Pod Minoga. Todo mundo viu aquele livro, mas ninguém comentou. chegou o dia de pôr o nome no grupo e era a época daqueles grupos tipo renovação, revolução, anos 70… A gente não queria um nome assim, porque não éramos engajados politicamente. Daí alguém falou de gaiato: Pod Minoga. Pronto. Um olhou para o outro e disse: “Você também viu o nome do livro”? E assim o grupo foi batizado. Era um estúdio de criação, de artes plásticas e teatro. E durou de 70 a 76. 

Qual foi a primeira montagem do grupo?Foi em 1971, em um espetáculo de variedades que se chamava Miscelânea, naquele período da criação coletiva, no qual nós fazíamos tudo. Nossas montagens tinham uma linguagem entre a comédia brasileira e o teatro musical americano, que feitas com as nossas posses, porque nós é que costurávamos tudo. Era um teatro muito colorido, muito crítico, no sentido de crítica social. Fazíamos muita gozação em cima de costumes, mas não éramos politizados como os outros. Tinha gente que achava um absurdo a nossa resistência. O nosso teatro era muito diferente, não fazíamos peça sobre a favela ou sobre o campo. As nossas peças eram sempre sobre a cidade. Eram muito urbanas e geralmente com um tom de comédia. Tínhamos fãs ardorosos, tipo Antunes Filho, Celso Martinez, mas havia outros que não concordavam com nosso estilo. Não éramos muito vistoriados pelos críticos da época. Quase nada, aliás. No entanto, foi um pequeno movimento que influenciou muito o teatro brasileiro. Houve muita coisa na seqüência, de pessoas com o visual colorido e o humor parecido. 

Essa opção de estilo e linguagem também estava presente nos figurinos?Completamente. Os figurinos eram muito críticos, caricatos, coloridos e feitos com material improvisado. Um figurino básico que fazíamos neste período era dobrar um tecido ao meio, embrulhar no corpo da pessoa e grampear tudo, dando o estilo, fechando e apertando com agulha e linha. Às vezes, a roupa chegava até a ser costurada no próprio ator na hora dele entrar em cena, porque não sabíamos pôr zíper e não tínhamos máquina. 

Tudo partia desse modelo básico?Sim. E na base dos enfeites e de colas. A gente colava até lantejoulas e nem se pensava em ter costureira, porque não tínhamos dinheiro para isso. Era uma grande alegria fazer as coisas e me lembro que tudo transcorria num clima muito de farra, de dar risada. O grupo durou até 1975, mas eu saí dois anos antes porque comecei a sentir que estava com muita idade para conviver com a adolescência deles. Eu estava com 30 e eles com 18,19 ou 20. A vontade de escrever também começou a ficar muito forte. (…)exposicao-pod-minoga.jpgexposicao-pod-minoga-2.jpg

NOVIDADES DE PESQUISA

Thursday, June 19th, 2008

Queridos amigos, estive na Dinamarca semana passada no Encontro anual do Grupo de Figurinistas da Organização Internacional de Cenógrafos, Técnicos e Arquitetos Teatrais (OISTAT). O grupo era ótimo eas trocas de experiências foram enormes. Postarei algumas fotos dos acervos pesquisados aqui no blog na semana que vem. Por enquanto, coloco abaixo divulgação sobre cursos e eventos.

Abraço e até breve!

Rosane Muniz

ESPETÁCULO INSPIRADO EM KANDISNKI (SP)

Thursday, June 19th, 2008

Queria muito ver este espetáculo. Quem já viu ou vir até domingo, escreva pra contar pro blog, pois eu não conseguirei… snif!

O ponto, a reta e a curva são alguns dos personagens inspirados em Kandinsky que estão em cena       Está em cartaz até o dia 22 de junho no CCSP, Centro Cultural São Paulo- sala Jardel Filho, o espetáculo infanto – juvenil “Lúdico”, com concepção e coreografia de Miriam Druwe, que assina a direção junto com Cristiane Paoli Quito. Na equipe de criação estão Marisa Bentivegna, Marco Lima e Fabio Cardia; no palco, os bailarinos Adriana Guidotte, Tatiana Guimarães, Luciana de Carvalho, Sérgio Luiz, Bruno Rudolf e a própria Miriam Druwe. Esse espetáculo foi contemplado pelo 3º Fomento Municipal à Dança.            “Lúdico” é inspirado nas obras do pintor russo Wassily Kandinsky e propõe de forma colorida e poética um passeio pelo universo da criação de uma obra de arte. Cores e formas se agitam em busca de um lugar.

Pesquisa e Montagem

             Há tempos Miriam Druwe alimentava paixão pela obra de Kandinsky. Pintor reconhecido pelas cores e formas de suas obras, teve contato muito cedo com a música, aos 8 anos. Essa pequena incursão nas aulas de piano e violino deu noções fundamentais de harmonia e evolução, que depois seriam utilizadas.             Como base para todo desenvolvimento e criação do espetáculo, Druwe pesquisou no livro Do espiritual na arte, publicado em 1912, a primeira grande obra teórica sobre pintura. Nela, o pintor desenvolvia uma investigação filosófica sobre as cores e as formas, às quais conferia valores psicológicos e morais e as comparava com a música, que, apesar de sua imaterialidade, era capaz de fazer “vibrar a alma”.  Anos mais tarde, em 1926, o artista russo lança Ponto e linha sobre plano, em que elabora a teoria semelhante à utilizada pelos músicos para compor. Era a necessidade interior do artista em detrimento à forma, que sempre teve, para ele, importância secundária. Em suas obras, umas das preocupações era a busca de um equilíbrio instável entre elementos opostos.            A partir dos elementos pesquisados, Miriam Druwe percebeu que o caráter lúdico sempre esteve à sua porta, rondando-a. Ouvindo o desejo interior de sua alma artista, juntou sua paixão pelo pintor russo, cercou-se de profissionais premiados e competentes das artes e percebeu que pela primeira vez em sua carreira falaria às crianças. Assim surgiu “Lúdico”.

O Espetáculo

            No espetáculo Lúdico, a reta, a curva e o ponto são personagens que têm características e personalidades próprias. A curva, estilosa, assanhada e sinuosa tem um temperamento e mobilidade corporal que lembra a serpente, é elástica, pode ceder e evitar, porque é capaz de desviar… O ponto é o início de tudo! E por ser o princípio, a tela branca foge dele, porque ela se acha linda assim, e tenta convencer a todos que sendo o mais simples dos elementos é cheia de graça, mas também cheia de expectativa… A reta é determinante, mandona, indica caminhos (corporais), tem certeza que é uma junção de pontos (o que é verdade…). O círculo preto, circunspecto, sisudo, é meditativo e diz, va-ga-ro-sa-men-te: “Aqui estou”. O círculo vermelho, por sua vez, é troada e relâmpago, apaixonado, irradia para todos os lados e roda, roda, roda…  O criador (ou pintor) ao se deparar com a reta, os círculos, o ponto, a curva e a tela, é engolido pela obra. 

Ficha Técnica

Concepção, Coreografia e Direção: Miriam Druwe Co-Direção: Cristiane Paoli QuitoTrilha sonora: Fabio Cardia Cenografia e Figurino: Marco Lima Desenho de Luz: Marisa Bentivegna Produtora Executiva: Anne Pampolha Intérpretes Criadores: Miriam Druwe, Adriana Guidotte, Tatiana Guimarães, Luciana de Carvalho, Sérgio Luiz, Bruno Rudolf. Atriz Convidada: Luciana Paez Estagiários: Cristiana Uehara e Leandro Breton Foto: Rodrigo Netto Colaboração: Estelamare dos Santos Assessoria Cultural: Doble Comunicação Cultura + Social.  

Serviço

17 de Maio a 22 de Junho de 2008 Local: Centro Cultural São Paulo - Sala Jardel Filho - R. Vergueiro, 1000 – Paraíso Telefone: 011 3383-3400Lotação: 324 lugaresDuração: 60 minutosTemporada: Sábados e domingos às 16h00Aceita cheque/Acesso para deficientes físicos/ Ar condicionadoENTRADA GRATUITA- distribuição de ingressos uma hora antes 

Informações para a imprensaCanal Aberto – 11 6914 0770/ 9126 0425 – Márcia Marques - www.canalaberto.com.br

INSCRIÇÕES PARA RUMOS ARTES VISUAIS (SP)

Thursday, June 19th, 2008

Dica enviada por Arianne Vitale Cardoso

Rumos Artes Visuais
Inscrições Prorrogadas até 24 de junho

O Itaú Cultural ampliou em duas semanas a data limite para as inscrições de projetos na quarta edição Rumos Itaú Cultural Artes Visuais, cujo edital foi lançado em março. Os interessados em participar agora tem até o dia 24 de junho para enviar o seu projeto à instituição. A inscrição deve ser feita mediante preenchimento de ficha - no site do instituto (www.itaucultural.org.br) ou impresso, por correio - e também do envio de portifólio com obras produzidas a partir de 2005, inéditas ou não: entre fotografias, esculturas, objetos, pinturas, gravuras, desenhos, instalações, videoinstalações, site specifics, intervenções, novas tecnologias e performances. Os resultados serão divulgados em agosto, por meio da imprensa e do site.

O programa é voltado a artistas emergentes com atuação no Brasil que tenham obras, inéditas ou não, produzidas a partir de 2005. Uma comissão autônoma, formada por especialistas nas área, selecionará até 45 portfólios. Posteriormente, eles serão exibidos integralmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, em 2009, e em mais quatro cidades (a definir), com diferentes recortes curatoriais para cada uma. Os trabalhos serão divulgados, ainda, em catálogo geral analítico, a ser publicado no final do processo, e no site do Itaú Cultural. A premiação inclui quatro bolsas-ateliê no Brasil e no exterior para artistas que se destacarem durante o programa, com valor a ser definido.

Regulamento e formulário de inscrição: www.itaucultural.org.br/rumos

SERVIÇO
Inscrições:
Rumos Artes Visuais
Até 24 de junho de 2008
Pelo site www.itaucultural.org.br/rumos
Itaú Cultural
Av.Paulista, 149 - Metrô Brigadeiro
Fones: (11) 2168-1776/ 1777
www.itaucultural.org.br

OFICINA DE CENOGRAFIA (SP)

Thursday, June 19th, 2008

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Exposição de resultado de workshop (Campinas-SP)

Thursday, June 19th, 2008

A figurinista e cenógrafa do Teatro de Tábuas, Juliana Pfeifer, participou do workshop de figurino com a figurinista mexicana Mônica Raya, no Espaço Cenográfico (SP). Baseado no texto “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, ela criou um trabalho que expõe na sede do grupo. Para quem quiser visitar a exposição e conferir sua criação:

Rua Paulo Fabiano Salles, 196 - Nova Aparecida - Campinas - Fone (19) 3282-4376 www.teatrodetabuas.com.br - Entrada Gratuita

CURSO DE FÉRIAS DE CRIAÇÃO DE FIGURINO (SP)

Thursday, June 19th, 2008

Criação de figurino para teatro e cinema

                                                                 com Fausto Viana

De 1 a 17 de julho -19h às 22h

11 aulas | 33 horas

R$460,00 em até 2 parcelas

O curso aborda, de maneira prática (com a criação de trajes pelos alunos) e teórica os processos criativos de figurinos para teatro e cinema, levando em conta a história da indumentária cênica ao longo dos séculos a partir do programa:

História do figurino teatral: Grécia e Roma. A adaptação destes trajes para o cinema.  Rompendo paradigmas: os novos encenadores europeus. Appia, Craig e Stanislavski. História do figurino teatral: Idade Média, Renascimento e Teatro Francês. Artaud e as vanguardas européias. Da Antonieta de 30 à Antoinette de Coppola- novos rumos  .Moda e figurino – interações e influências.Traje dos musicais da Broadway: grandiosidade ou manipulação? Aspectos envolvidos na criação de um figurino: das citações textuais aos aspectos psicológicos envolvidos.Análise dos diversos tipos de interpretação e direção. A roupa “certa”. O figurino brasileiro: de onde e para onde?Thêátre du Soleil; fundindo o teatro e o cinema.

Fausto Viana

Cenógrafo, figurinista e diretor teatral formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde também cursou seu mestrado e doutorado.  Fez cursos de especialização em direção teatral nas Universidades de Harvard, Yale e na New York University. É professor da ECA USP, mas já exerceu atividades didáticas na área de cenografia no Centro de Estudos da Moda da USP, na Universidade São Judas, no Teatro Escola Macunaíma e na União Cultural Brasil Estados Unidos. Conduziu os trabalhos de Catalogação dos Trajes do Theatro Municipal de São Paulo.

ESCOLA SÃO PAULO    www.escolasaopaulo.org

Rua Augusta, 2239 - Metrô Consolação - São Paulo - SP - Brasil - CEP 01413-000
+55 11 30810364  Estacionamento Conveniado: Rua Augusta, 2309
Horário de funcionamento: Segunda a Sexta-Feira das 10 às 22 horas e aos sábados 10 às 19 horas

LANÇAMENTO dObras nº3

Friday, June 6th, 2008

É hoje o lançamento da revista dObras nº 3. Neste número, um artigo do Prof. Fausto Viana sobre a indumentária religiosa. A coluna de figurino traz um breve histórico sobre a formação do figurinista e as opções para quem está querendo entender a área.

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NOVA SELEÇÃO PARA ESTÁGIO

Friday, June 6th, 2008

ESTÁGIO DE CENÁRIO E FIGURINO

CIA. DE TEATRO FÁBRICA SÃO PAULO


 Devido às diversas solicitações de abertura de um novo processo seletivo, a Cia. de Teatro Fábrica São Paulo, contemplada pela última edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro, realizará uma segunda seleção para artistas interessados em estagiar com o grupo em seu novo processo de pesquisa. O estágio em cenografia e figurino será coordenado por Chris Aizner. As inscrições poderão ser realizadas pelo endereço www.fabricasp.art.br <http://www.fabricasp.art.br/>  e se encerram no dia 07 de Junho. No site também estarão disponíveis informações sobre o grupo, bem como sobre sua pesquisa atual.


Mas quem é Chris Aizner?
             Natural de São Paulo, iniciou sua formação artística pelo Centro de Pesquisa Teatral coordenado por Antunes Filho e pelo Instituto de Artes e Ciências, estendendo seus estudos em História da Cenografia pelo Centro Cultural São Paulo. Atualmente ministra aulas de Cenografia na AIC - Academia Internacional de Cinema e Indumentária e maquiagem no INDAC - Instituto de Artes e Ciências.
             Atuante no cenário teatral Paulista como cenógrafo e figurinista, dentre seus últimos trabalhos estão: As óperas: A voz humana e O telefone no Teatro São Pedro, Lady Macbeth do distrito de Mitznesck no Teatro Amazonas - Festival de Ópera; os musicais Sweet charity com Cláudia Raia no Citybank Hall(Vivo Rio) e Tieta no Teatro Frei Caneca; os espetáculos : Closer no Teatro Augusta, Wittgenstein na Casa das Rosas, O Invisível, texto de Samir Yasbek, Minha mãe no Crowne Plaza,  A escolha do jogador, pelo qual recebeu o Prêmio APCA - Associação Paulista dos Críticos de Arte como melhor cenografia do ano de 2005 na cidade de São Paulo. Criou também os cenários e figurinos para a ópera The fall of house of Usher, no Festival de Inverno de Campos do Jordão, com direção cênica de Caetano Vilela e regência de Roberto Minczuk. Também realiza trabalhos como cenógrafo e diretor de arte para campanhas publicitárias e curta-metragens.
            Atualmente trabalhou na ópera ÇA IRA com Roger Waters (Pink Floyd) para o Teatro Amazonas dentro do XII FESTIVAL DE ÓPERA DE MANAUS.