CENOGRAFIA EM CURSO COM HÉLIO EICHBAUER (RJ)

O Teatro Poeira e a Petrobrás apresentam o curso ARTISTA VISITANTE, com o cenógrafo Hélio Eichbauer (referência na área, Hélio trabalhou muito tempo com o cenógrafo checo Svoboda e tem uma brilhante carreira, além uma vocação como professor famosa por instigar as mais profundas reflexões filosóficas!!!!).  

As aulas começam no dia 26 de abril e serão às quartas-feiras (9 às 12 hs) e sábados (10 às 13 hs). Os dias de aula são: abril - 26 e 30 / maio - 3, 7, 10, 14, 17, 21, 24, 28 e 31 /
junho - 4, 7, 11 e 14. O que dá um total de 15 aulas e 45 horas/aula como total do curso. O valor é R$ 150,00 e o interessado deve enviar curriculum e carta de intenção para teatropoeira@teatropoeira.com.br o mais breve possível, pois as vagas são limitadas.

A programação do curso é dividida em três partes: Oceano de luz / Mar do espaço / Surfando ondas quânticas. Abaixo, o programa:

1.
Nível de percepção do sonho mitológico. Mitos e logos. A invenção da
razão e o discurso filosófico. Hierofanias cósmicas: ritos lunares e
solares.

2.
“Prometeu acorrentado”, de Ésquilo (séc. V. a.C.). O dom da pré-visão
de Prometeu, o filantropo.

“Os trabalhos e os dias”, de Hesíodo (séc. VII a.C.). A mão do povo e
a caixa de Pandora.

3.
A Idade do Ouro - era da concórdia: homem + natureza.

A Idade do Jade - o perpétuo reverdecimento: harmonia entre sociedade
humana e natureza.

4.
Tempo Cíclico X Tempo Linear. As portas do futuro: manifestação da
razão crítica. “A revolta do futuro”, de Octavio Paz. O “presente
histórico” do homem moderno.

5.
Espaço como construção do pensamento. A construção intelectual da
geometria. Geometria como revelação e teoremas matemáticos como
expressões de verdades eternas (filosofia grega).

6.
Vazio e Forma. As manifestações fenomênicas do vácuo místico. O vazio
vivo: a qualidade dinâmica do vácuo.

7.
A Dança Cósmica - a dança de Shiva Nataraja (o deus dançarino). A
dança taoista do guerreiro. O diagrama chinês yin-yang: simetria de
rotação, opostos polares.

8.
O escudo de armas do cavaleiro Niels Bohr. “Contraria sunt
complementa”.

9.
“Koan” - paradoxos e enigmas do Zen-Budismo. A experiência não verbal
da realidade. As limitações da lógica e do raciocínio além da
percepção sensorial.

10.
“A arte do Arqueiro Zen”, de Eugen Herrigel (1884-1955). A Doutrina
Magna de um jovem filósofo alemão da Universidade de Heildelberg à
universidade de Tohoku no Japão. (Quando um arqueiro Zen dispara a
flecha, ele atinge a si próprio. Nesse momento mágico, ele se
ilumina.)

11.
“Sendas de Ôku”, diários de peregrinação do poeta Matsuo Bashô (1644-
1694). (Luas e sóis, meses e dias, são viajantes da eternidade...)
Haikai e a poesia do samurai. Haroldo de Campos (homenagem à síntese
e à metáfora gráfica do ideograma) e Paulo Leminski.

12.
Teatro Nô - Japão, século XV. “Hagoromo”, de Zeami Motokiyo (1363-
1443). Haroldo de Campos (Toda civilização realizada tem um projeto
geral de beleza). Ezra Pound (No melhor Nô a peça inteira é
catalisada em torno de uma imagem). Vorticismo: ponto de máxima
energia.

13.
O Teatro Mental de Mallarmé (”Igitur”); “o nada tendo partido, resta
o castelo da pureza”. “Um lance de dados jamais abolirá o acaso”.
Obra concebida como um cosmos: disposição tipográfica do poema. Ato
poético = disparo em direção ao infinito. A constelação errante.
Arquipélagos do poeta navegante.

“A tarde de um fauno” na Mata Atlântica: Theatro Municipal do Rio de
Janeiro, 1913.

14.
Ártemis, a Protetora, senhora das feras e das árvores, e Ifigênia -
“Ifigênia em Táurida”, de Eurípides (séc. IV a.C.). C. W. Gluck
(1714-1787). J. W. Goethe (1749-1832). O sacrifício de Ifigênia.

15.
“O atelier filosófico de Schiller” - Re-ator filosófico: o exílio do
Éden. A seara de Caim, o construtor. Ecologia e espiritualidade. O
eclipse da sabedoria transcendental. Sabedoria e compaixão. Inter-
relação como lei cósmica.

16.
“Uma lição de botânica” no teatrinho de cartão de “Esaú e Jacó”.
Machado de Assis (1839-1908).

“A pátria da criação está situada no futuro; é de lá que procede o
vento que nos mandam deuses do verbo.” Vielimir Khliébnikov (1885-
1922).

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