Sobre o ECUM…
Tuesday, March 25th, 2008Do figurinista André Cortez, sobre o ECUM (do qual participou):
ECUMENISMO MENTAL
ECUMENISMO TEATRAL
ECUMENISMO VITAL
Do figurinista André Cortez, sobre o ECUM (do qual participou):
ECUMENISMO MENTAL
ECUMENISMO TEATRAL
ECUMENISMO VITAL
Terminou no domingo (23/03) o Encontro Mundial de Artes Cênicas (ECUM) em Belo Horizonte. O evento teve cobertura no blog, assim é possível acompanhar um pouco do aconteceu por lá virtualmente. Mas a programação se estende esta semana em São Paulo, com mesas redondas muito interessantes.
Hoje acontece a mesa “Tradição e Trasmissão da Cena Emergente”, com curadoria e mediação de Maria Tais. Amanhã (26/03), a mesa “Perspectivas e Expectativas na Formação do Ator”, com curadoria e mediação de Carlos Simioni. Na quinta, acontece a mesa “Teatros de Risco, Teatros do Real”, com curadoria e mediação de Antonio Araújo e Silvia Fernandes. E na sexta, uma palestra que deve ser muito boa é a de Béatrice Picon-Vallin, que tem como título “Tradições e Inovações: Artes do Espetáculo e Novas Tecnologias”.
Béatrice é diretora de pesquisas no Centro Nacional da Pesquisa científica (CNRS) da França e especialista em teatro do século XX. Suas pesquisas abrangem o teatro russo, as questões relativas à encenação, ao trabalho do ator e às relações da cena com as imagens (cinema, vídeo, novas tecnologias). Doutora em Estudos Teatrais pela Universidade de Paris III (Sorbonne) e editora de diversas revistas teatrais, entre elas Arts du Spectacle e outras.
Texto tirado do site oficial do ECUM, onde há toda a programação detalhada do evento que acontece esta semana.
A Silvana Marcondes enviou mais informações sobre a programação da Oficina. Agora fica possível entender porque é tão barata a mensalidade. A oficina faz parte do projeto Arte na Raça e tem o patrocínio da Petrobrás e do governo federal. Ou seja, é destinada também para o teatro, mas é importante saber que o foco será na cultura afro.
Abaixo, a programação mais detalhada:
Aliás, continuando a falar sobre o Prêmio Shell, a empresa conseguiu colocar no site a lista com os premiados em cada categoria desde o início da premiação. É um registro que não pode ser perdido. Como aconteceu com muitos outros prêmios que não se sabe mais a relação de indicados, tampouco a dos premiados. Vale à pena ressaltar mais uma vez: não é que os premiados sejam sinônimo dos melhores em cada área ao longo da história do nosso teatro, mas que é um registro e um incentivo ao trabalho artístico, é.
O prêmio de figurino foi incluído na segunda premiação (1989). Abaixo, os vencedores, ano a ano:
Rita Murtinho (Encontrar-se – RJ/1989), Charles Lopes, Charles Möeller e Luis Rossi (O Concílio do Amor – SP/89), Samuel Abrantes (Escola de Bufões – RJ/90), Romero de Andrade Lima (Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu – SP/90), Ermel Ribeiro (Toda Donzela Tem um Pai Que é Uma Fera – RJ/ 91), Romero Andrade Lima (A Vida é Sonho – SP/91), Biza Vianna (Lucrécia, o Veneno dos Bórgia – RJ/92), Biza Viana e Marcelo Olinto (A Morta – SP/92), Samuel Abrantes (Epifania – RJ/93), Caio Da Rocha (Ham-Let – SP/93), Maria Castilho e Wanda Sgarbi (A Rua da Amargura – RJ/94), Oswaldo Gabrieli (Babel Bum – SP/94), Marcelo Olinto (Melodrama - RJ/95), Fábio Namatame (O Livro de Jó – SP/95), Patricio Bisso (Metralha – RJ/96), Marcelo Olinto (Melodrama SP/96), Charles Möeller (O Casamento – RJ/97), Jacqueline Terpins (Salomé – SP/97), Cláudio Tovar (As Três Irmãs - RJ/98), Fábio Namatame (Memórias Póstumas de Brás Cubas – SP/98), Gabriel Villela (A Vida É Sonho – RJ/99), Marcos Botassi (Acordes Celestinos – SP/99), Kika Lopes (A Controvérsia – RJ/2000), Leopoldo Pacheco e Gabriel Villela (Ópera do Malandro – SP/2000), Cláudio Tovar (South American Way – RJ/2001), Gabriel Villela e Leopoldo Pacheco (Gota D’Água – SP/2001), Heloísa Frederico (As Artimanhas de Scapino – RJ/2002), Cassio Brasil (Franksteins – SP/2002), Marcelo Marques (O Último Dia – RJ/2003), Leopoldo Pacheco e Carol Badra (A Mulher do Trem – SP/2003), Kalma Murtinho (Orlando – RJ/2004), Fabiano Machado (Transex – SP/2004), Rui Cortez (A Incrível Confeitaria do Sr. Pellica – RJ/2005), Claudia Schapira (O Que Eu Entendi do Que O Tom Zé Disse – SP/2005), Cláudio Tovar (Império – RJ/2006), Juliana Fernandes (A Pedra do Reino – SP/2006) e Rita Murtinho (7 – O Musical – RJ/2007).
Será hoje a entrega dos vencedores ao prêmio Shell de São Paulo.
Os vitoriosos de cada categoria receberão uma escultura em metal do artista plástico Domenico Calabroni, com a forma de uma concha dourada, inspirada no logotipo da Shell, e uma premiação de R$ 8 mil (oito mil reais) por categoria. Apesar de não podermos dizer que premiados são os melhores profissionais de sua área, é inegável que a existência de um prêmio de tal porte seja um incentivo ao teatro e aos profissionais envolcidos na criação cênica. O Prêmio existe desde 1988 e é oferecido aos maiores destaques do ano, no Rio de Janeiro e em São Paulo, separadamente, em nove categorias — Autor, Diretor, Ator, Atriz, Cenografia, Iluminação, Música, Figurino e Categoria Especial.
O júri varia, mas este ano, o do RJ é formado por Bernardo Jablonski (professor e roteirista), Fabiana Valor (atriz e bailarina), Sérgio Fonta (dramaturgo, diretor e ator), Tania Brandão (pesquisadora e professora de História do Teatro Brasileiro) e Caique Botkay (instrumentista e compositor de músicas para teatro). Já o júri de São Paulo é formado por Kil Abreu (jornalista e pesquisador do teatro), Silvana Garcia (pesquisadora e dramaturga), Valmir Santos (jornalista), Marici Salomão (autora teatral e jornalista) e Fábio Namatame (figurinista, maquiador e cenógrafo).
Esta noite será divulgado o vencedor do prêmio de Cenário entre Chico Spinosa (O homem, a besta e a virtude), Gilberto Gawronski (Por uma vida um pouco menos ordinária), André Cortez (O continente negro), Marcio Medina (O homem provisório) e Simone Mina (Vemvai – o caminho dos mortos).
Já na categoria Figurino, os concorrentes são Chico Spinosa (O homem, a besta e a virtude), Márcio Vinícius (Divinas palavras), Theodoro Cochrane (Como me tornei estúpido), Marcio Medina (O homem provisório) e Veronica Julian (Educação sentimental do vampiro).
Os concorrentes à melhor Iluminação são Carlos Gaúcho (Orestéia), Maneco Quinderé (Pequenos Milagres), Roberto Alvim (Homem sem rumo), Davi de Brito (O incrível menino preso na fotografia), Fábio Retti (O homem provisório) e Wagner Freire (Crepúsculo — 3 peças de Samuel Beckett).
Pela Música, o vencedor poder ser Johann Alex de Souza (Aos Que Virão Depois de Nós KASSANDRA IN PROCESS), Dagoberto Feliz (Orestéia), Luiz Gaiotto (Vemvai — o caminho dos mortos) ou Marcelo Pellegrini (O incrível menino preso na fotografia).
IMPERDíVEL!
Esta oficina que trabalhará com máscaras, chapéus, objetos cenográficos, bonecões e fantasias será ministrada por Cristina Decot, Julio Dojcsar e Silvana Marcondes, profissionais competentíssimos. Só para dar um exemplo, veja as fotos de figurinos criados por Jum Nakao e executados sob a coordenação de Silvana Marcondes para a ópera Kseni-a estrangeira.
As aulas acontecerão na Igreja N.Sra.da Achiropita, no Bexiga, todas as segundas e quartas, das 14h às 17h, de abril a junho. As inscrições vão até 29 de março e devem ser feitas somente no local, em horário comercial.
Rua 13 de maio, 478
A mensalidade é inacreditável: R$ 10,00 por mês.
Para quem puder viajar e tiver uma reserva para investir…
A Royal Welsh College of Music & Drama – Universidade localizada em Cardif, a duas horas de Londres, em associação com a OISTAT (Organização Internacional de Cenógrafos, Técnicos e Arquitetos Teatrais) promoverá, de 11 a 16 de junho (com chegada no dia 10 e partida no dia 17), um workshop com o designer e arquiteto teatral Jean Guy Lecat intitulado o Espaço Essencial da Performance – Uma exploração do espaço, design e performance (The Essencial Performance Space – na exploration of space, design and performance).
Este workshop, direcionado a criadores das artes performáticas, examina a dinâmica do espaço, da performance e a colaboração interdisciplinar com o teatro, explorando a dinâmica da relação com a platéia, a simplicidade essencial do design e o ethos colaborativo.
O Workshop é voltado para grupos de jovens profissionais e estudantes de interpretação, arquitetura, direção, iluminação, cenografia e indumentária, sonoplastas e técnicos teatrais. Serão 40 a 50 participantes que trabalharão divididos em 4 a 5 grupos.
Os encontros serão apoiados por apresentações de leitura e visitas a espaços de performance que exploram as teorias que Jean Guy vem aplicando ao longo de sua carreira. No último dia, todos os participantes serão levados para a Gower Península para uma celebração informal ao término dos trabalhos, com churrasco e festa na praia.
O workshop custa 528.75 libras (um percentual deste valor segue para fundo de projetos futuros e de estudantes da OISTAT) e oferece acomodação por uma semana, almoço, materiais, equipamentos e a festa de encerramento. As inscrições devem ser feitas, em inglês, para Sean Crowley (sean.crowley@rwcmd.ac.uk), diretor teatral e vice-chair do Comitê de Educação da OISTAT.
Pra quem já conhece o trabalho do Grupo XIX de Teatro - dos espetáculos Hysteria e Hygiene, além de Arrufos (agora em temporada!) - nem preciso falar da seriedade na pesquisa que realizam para a composição de seus trabalhos. Quem não conhece, esta é uma boa chance de fazer parte de um trabalho sempre muito interssante. Aproveite.
A premiação do Oscar 2008 já passou e percebo que por este blog passam mais aficionados por teatro do que cinema. Mesmo assim, a matéria escrita por Fausto Viana e Rosane Muniz (sim… sou eu mesma…) sobre os concorrentes à categoria figurino é interessante de ficar aqui arquivada pelo paralelo que sempre traçamos com a história do cinema, mesmo nas criações teatrais. Por exemplo, a pesquisa realizada por Alexandra Byrne para a criação da indumentária do filme Elizabeth-a era de ouro, vencedor do prêmio na categoria, é uma aula na recriação de trajes da época. Para ler, é só clicar na imagem até ampliá-la.