Archive for September, 2007

Oficinas Oswald de Andrade

Monday, September 24th, 2007

Entre as várias oficinas oferecidas pela Oswald de Andrade, destaco aqui estas quatro que se relacionam com as áreas de interesse deste blog. Pena que o tempo não dá pra tudo, mas adoraria fazer esta oficina com a Sônia Ushyiama Souto.

Boa sorte pra quem for lá tentar uma vaga. Depois contem pra gente como foi.

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ARTES VISUAIS 

ENCONTRO COM EDITH DERDYK - 100 vagas (S) Palestrante: Edith Derdyk “Entre linhas: o desenho, a gravura, a fotografia, o vídeo, a instalação” 26/9 – quarta-feira – 19h às 22h Público-alvo: estudantes de artes plásticas, artistas visuais e interessados a partir de 18 anos Seleção: primeiros inscritos
Inscrições até 26/9

PROJETO IMAGOTOPIA CICLO DE PALESTRAS “EPISTEMOSFERA” 20/9, 4/10 e 18/10 - quintas-feiras - 20h às 22h Programa:18/10 – “Mapeamento do Espaço Virtual” Palestrante: Daniela Kutschat Público-alvo: estudantes de artes plásticas e graduandos ou pós-graduandos em artes visuais ou artistas visuais Seleção: primeiros inscritos Inscrições até a data de cada encontro

MODA 

OFICINA DE MODA-AFRO “OS DEUSES NA PASSARELA”– 25 vagas (S) Coordenação: Marco Silva Período: 4/10 a 4/12 – terças e quintas-feiras – 19h às 21h30 Público-alvo: estilistas, figurinistas, aderecistas, estudantes de moda e artes cênicas Seleção: entrevista dia 2/10 - 19h
Inscrições até 28/9

ARTES CÊNICAS

MODA / TEATRO  OFICINA: “TÉCNICAS ORIENTAIS NA CONFECÇÃO DO VESTUÁRIO CÊNICO” – 25 vagas (S) Coordenação: Sônia Ushiyama Souto 2º módulo PAPEL CORTE de 10/10 a 9/11– quartas e sextas-feiras - 18h30 às 21h30 3º modulo RECICLADOS MODULARES de 14/11 a 7/12– quartas e sextas-feiras - 18h30 às 21h30 Público-alvo: Estilistas, figurinistas, aderecistas, estudantes de moda e artes cênicas e  interessados na cultura oriental maiores de 18 anos, com habilidades manuais Seleção: seleção de carta de interesse e currículo
Inscrições:         2º módulo até 8/10                        3º módulo até 12/11

OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE 

Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro - São Paulo/SP - CEP 01123-001Telefone: (11) 3221-5558 / 3222-2662E-mail: oswald@oficinasculturais.sp.gov.broswalddeandrade@assaoc.com.brFuncionamento: segunda a sexta-feira - 10h às 22h;sábados e domingos– 13h às 18h 
Inscrições: segunda a sexta-feira - 10h às 20h www.assaoc.org.br

Aumentam as ofertas de cursos sobre cenografia

Monday, September 24th, 2007

Vai aí a dica de mais um curso sobre cenografia em São Paulo. Desta vez, direcionado ao cinema, envolvendo todo o trabalho de direção de arte. A Luciana Bueno é minha colega de mestrado na USP e também do grupo Cenografia Brasil, que está envolvido na vinda da OISTAT (Organização Internacional dos Cenógrafos, Técnicos e Arquitetos Teatrais) para o Brasil, junto com a ABrIC. Confiram!

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A internet nos mostra cada coisa…

Friday, September 21st, 2007

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Essa internet é mesmo um outro mundo. Pesquisando sobre trajes militares e livros disponíveis, encontrei um site que ensina e mostra tudo sobre roupas e acessórios de correntes. Inclusive tem várias fotos dos últimos festivais renascentistas, nos quais até concurso há. Uma diversão a parte!!!

Essas fotos acima são do Festival Renascentista do Texas do ano passado. Este festival acontece desde 1974 e dura oito semanas, em Austin, no Texas. É um evento comercial, repleto de patrocinadores, mas interessante de se ver. O site do festival mostra tudo sobre o evento e o período histórico, com links para lojas de figurinos, livros etc. Coisas de americanos… Olha só a figura abaixo:

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Curso de Figurino (SP)

Friday, September 21st, 2007

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Seminário Iluminação (RJ)

Friday, September 21st, 2007

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Figurinos com materiais reutilizáveis

Wednesday, September 19th, 2007

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Ontem dei uma palestra sobre Design e Sustentabilidade na III Semana Têxtil e Moda da USP Leste. O evento está bem interessante e é aberto ao público. É necessário fazer a inscrição no site antes.

Falei sobre o trabalho que realizei ano passado com Ana Beatriz Simon Factum, Ana Paula Coelho, Beatriz Luz Dupin, Isabel Xavier, Janete Menezes Rodrigues, Marizilda Carvalho e Valéria Berti Contessa na disciplina “As Fronteiras entre Design e Cenografia: Explorando Temas do Design Contemporâneo”, no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas, ECA – USP, ministrada pela Profª Drª Maria Cecília Loschiavo dos Santos  (Programa Interunidade em Estética e História da   Arte/FAU/PROCAM - Universidade de São Paulo) e pelo Prof. Dr. Fausto Viana (Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas/ CAC/ Prática Teatral/ ECA USP).

O projeto “Oito mulheres no travesseiro de Kantan” foi concebido a partir da metodologia de desenvolvimento de produtos em conformidade com necessidades sociais e ambientais dentro da abordagem da sustentabilidade, no qual alunas da pós-graduação da ECA e da FAU criaram cenário e figurinos para o espetáculo de Teatro Nô Kantan (1948), de Yukio Mishima (1925-1970), cujo tema principal foi definido como sendo a valorização da essência da vida.

Nos figurinos, este ponto foi retratado por meio de forma, cor, textura e volume de cada material, adequadamente ao modo como cada uma das personagens se mostra diante da vida: Jiro (shite) - crítico do materialismo, é um “espírito” que compreende a efemeridade da existência terrena; Kiku - a imagem da mãe/terra e tradição; Beleza - retrato da soberba, americanizada, banal e menosprezada por Jiro; e Doutor (waki) - mensageiro, símbolo da ira por não conseguir cumprir suas “obrigações sagradas”.

Com o desafio de trabalhar basicamente com o descarte de materiais que podem ser reutilizados, nós redefinimos nossos  limites de criatividade através do uso inusitado de materiais não-usuais, dando uma resposta intuitiva ao design de figurino e espaço cenográfico por meio da agregação de valor estético a materiais destinados ao descarte.

O trabalho foi muito bem aceito e os figurinos continuam em exposição até o fim do evento, que vai até amanhã. Veja a programação no site. Acima, dois dos figurinos realizados:

Kiku: Seu traje é inspirado no quimono japonês, já que esta personagem representa a tradição, a terra-mãe que afaga e é responsável por trazer à cena o instrumento (o travesseiro mágico) que possibilita a viagem de Jiro ao mundo dos sonhos. As cores escolhidas foram o marrom café com laranja, em representação ao elemento Terra. O quimono construiu-se a partir de refugo de algodão cru tingido de café, com arte aplicada composta de dobraduras de filtros de café usados e detalhes de crochet nos punhos e decote com fios desfiados de sacos de juta. Sua peruca foi criada com uma base de casquete pintada com tinta acrílica para tecidos na cor cerâmica e fios de garrafa PET laranja, produzidos a partir do processo de filetamento e presos com a técnica de esticamento do fio e transformação em cachos.
Apesar de ser uma roupa simples, a variação na complexidade da construção de um quimono é enorme. E mesmo após longa pesquisa, a opção foi por um formato “básico”, com as mangas alongadas não pela costura, mas pela própria aplicação do bordado de filtros dobrados.

Beleza: A cor vermelho vivo representa a juventude no teatro Nô e o branco representa o feminino. Estas foram as cores escolhidas para representar esta personagem. Um vestido evasê de refugo de voil branco e uma capa longa realizada a partir da junção de sacos de cebola de ráfia vermelha, bordada com refugos de tule, lã e meia-calça desfiada. Na cabeça, ela utiliza um arranjo de fios de silicone com aplicações de pétalas de PET transparente lixado, inspirada em cabeça do Nô clássico.

Sobre o botão…

Friday, September 14th, 2007

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Você sabia?

 ”Que a palavra “botão” é de origem francesa e deriva da palavra bouton?

Criada em 1160, esta palavra vem do verbo bouter e se aplica a tudo aquilo que é redondo: um broto, uma saliência, um comando de um aparelho… O verbo boutonner, que significa “abotoar”, nasceu pouco tempo depois.

No século XVIII, Denis Diderot consagrou oito páginas de sua célebre Enciclopédia aos botões e fabricantes de botões.

O botão. Por que este pequeno objeto tem um grande espaço na nossa vida? Desde a primeira roupinha de bebê jamais o abandonamos, os botões nos acompanham fielmente, tanto úteis como decorativos. Mas portanto, quase ninguém lhes dedica um breve pensamento - salvo quando nos falta um, claro.

Os botões são objetos plenos de nostalgia. Crianças, adorávamos a diversidade de suas formas, tamanhos, cores e materiais. Uma das primeiras lições da vida consiste em aprender a abotoar nossas roupas. E os botões também não fizeram parte dos nossos jogos favoritos, metamorfoseados em apito, pião, nariz e olhos de boneca de trapo? Eles se tornaram bijouterias, tesouros de família… Mas para alguns, os botões persistem como uma fonte inesgotável de fascinação, de intriga, de objetos de cobiça procurados como ouro e pedras preciosas. Não é surpreendente. A história dos botões é tão longa quanto delicada e seu valor, como uma obra de arte ou um produto artesanal, não pára de aumentar. O estudo dos botões engloba um inventário de todos os materiais imagináveis, naturais ou artificiais. Os botões refletem todas as tendências das artes e artesanatos, e mesmo das diferentes fases de nossa história social, de um passado primitivo a um presente futurista.”

Convido você a se espantar pelos botões, deixando-se ser vencido pela paixão que eles inspiram através das diversas criações, anedotas, testemunhos, fotos coloridas… que existem neste pequeno livro… quase tão pequeno quanto um botão, que eu comprei na Galeria do Louvre, em Paris. Recomendo!

(breve resumo traduzido por Rosane Muniz)