O figurino de Roberto Carlos e Caetano Veloso

August 25th, 2008

Por que não refletir a trajetória destes dois ídolos da música brasileira por meio dos seus figurinos? Pois é… quem não comprou o jornal O Estado de S.Paulo hoje (25/08/08), pode cantarolar conosco aqui ao ler o artigo que eu e Fausto Viana escrevemos pro Caderno de Cultura. Aproveito e complementamos aqui com imagens.

A evolução do figurino na trajetória desses dois ídolos
Os botões da blusa…. As roupas e os sonhos rasgados…

por Fausto Viana e Rosane Muniz 

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Nem “odara” e nem “uma brasa, mora?” O encontro é a chance para lançar um olhar na trajetória da dupla pelo viés da moda. A MPB abre o assunto tanto no vestuário de seus intérpretes, como nas letras das músicas.

Aos 9 anos, Roberto é levado por lady Laura para cantar na rádio, com roupas feitas por ela. Em trajes simples surge Caetano Veloso, ainda na Bahia. Vindos do interior e influenciados pela bossa-nova, chegam ao Rio de Janeiro em 1956, mas seguem caminhos diferentes: o baiano em uma atmosfera despojada de cantar e vestir, mesmo que ache Maria Joana metida a bacana porque “saiu de casa toda colorida”. O capixaba não demora a fazer sucesso como o rei do iê-iê-iê, inspirado nos Beatles, mandando tudo “para o inferno”.

O terninho masculino, tailler feminino e tons pastéis deixam de ser o vestuário exemplar dos anos 60. Com o movimento estudantil estimulando a “guerra” contra os “coroas”, Roberto, de paletó axadrezado com camisa rosa e gravata branca, lança com a Jovem Guarda a marca Calhambeque e espalha pelo público jovem do seu programa de televisão modelos de camisas, cintos, sapatos, chapéus e chaveiros. Ganha, então, o medalhão que até hoje não tira do pescoço. Apesar das críticas iniciais, Caetano se influencia pelo “roqueiro” e convida os Beat Boys para surgir “sem lenço nem documento” e se tornar um pop star. Foi o que os uniu no visual hiponga ousado e elegante que adotariam: cabelos longos, calças mais folgadas, cores berrantes.

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O movimento tropicalista “impõe uma imagem obviamente brasileira”. Depois do exílio, Caetano assume uma nova personalidade no estilo de se vestir. Em 1971, o apelo visual vem do movimento hippie inglês.

Sem medo, Araçá Azul flerta com a roupa leve, sensual, pronta para uma brisa, que, aliás, já o pegava desde os anos 60 “com nada no bolso ou nas mãos”.

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Maquiagem, brinco de pavão…

Roberto abre blusas (”os botões da blusa, que você usava”), em uma sensualidade menos explícita.

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Passam os Doces Bárbaros. No fim dos anos 70, Roberto opta pelo cabelo comprido, que não incomoda mais, e Caetano corta o seu e ousa na mudança da sensualidade brejeira de Caymmi para uma sexualidade “livre, libertadora”, rompendo paradigmas do regime militar. Roberto opta pelo lenço branco no pescoço e cravo vermelho na lapela, na sexualidade “dos amantes”.

Entre brigas e reaproximações, após terem “as roupas e os sonhos rasgados”, Caetano se torna hype nos anos 80 e 90 (hoje é básico, mas moderno), Roberto ícone do pop star romântico (fiel às correntes, pulseiras e ao cinto com fivelão). O reencontro se dá em uma grande produção, porém sem figurinista. Apesar do uso diário do jeans, ambos sobem ao palco em ternos, que alguns classificam como a armadura dos tempos modernos. No entanto, o minimalismo do show transforma os trajes em molduras para a arte de dois dos mais significativos compositores/intérpretes brasileiros, para os quais o “tempo não pára, e no entanto, ele nunca envelhece”.

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O mascareiro Donato Sartori em SP pela 1ª vez!

August 18th, 2008

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Nos dias 21 e 22 de agosto de 2008, das 20h às 22 horas, o Teatro Comunne recebe o público para o masterclass Uma Viagem pelo Universo da Máscara Teatral ao Mascaramento Urbano, um percurso histórico da humanidade contada por meio das máscaras, com um dos maiores escultores e mascareiros da atualidade, o italiano Donato Sartori.

Nesse encontro, com duração de quatro horas, Sartori revela a origem e etnologia das máscaras e do ato de mascarar-se, destacando suas funções desde os primórdios da humanidade. Serão expostas algumas de suas máscaras, o processo de criação e confecção.

Serão analisadas imagens de divindades e rituais primitivos, máscaras do Teatro Nô, Kabuki, Kathakali, dos Mamutones (Sardenha), da Deusa Rangda (Bali) da Máscara Neutra (criada para Jacques Lecoq), de Arlecchino e das personagens da
Commedia dell´Arte (criadas para o Piccolo Teatro de Milão).

Narra os 80 anos de arte, tradição e evolução da Família Sartori e as experiências de mascaramento corporal (nos anos 70) e de mascaramento urbano que têm como objetivo revitalizar espaços deteriorados em diversas cidades do mundo, por meio da criação de uma grande máscara (teia) coletiva.

Público-alvo: atores, diretores, mascareiros, pesquisadores e arte-educadores de teatro, estudantes de psicologia, arquitetura, moda, designer, antropologia e história.

Donato Sartori

Donato Sartori é um dos maiores esculltores e mascareiros do mundo, herdeiro da tradição de criar máscaras de commedia Dell`Arte, iniciada por seu pai, Amleto Sartori, após a segunda guerra. Sartori criou as máscaras para vários atores, diretores e encenadores do mundo, entre eles, Barrault, Eduardo de Filippo, Giorgio Strehler, Lecoq, Dario Fo, Ferrucio Soleri, Enrico Bonavera e Peter Oskarson, para os atores do Teatro Kyogen do Japão, entre outros. Desenvolveu pesquisas sobre artes gráficas e mascaramento corporal e urbano, tendo sua obra exposta nos principais Museus de Arte Moderna de Veneza, Nova Iorque, Tóquio, Cidade do México e Paris. Em 1979, ao lado do cenógrafo Paolo Trombetta e da arquiteta Paola Piizzi, funda o Centro Maschere e Strutture Gestuali, um centro multidisciplinar que estuda os vários aspectos etnológicos, antropológicos e espetaculares que envolvem a Máscara. Em 2005, com um espetáculo de Dario Fo, inauguraram o Museu Internacional da Máscara Amleto e Donato Sartori em Abano Termi, que narra a história do homem por meio das máscaras.

SERVIÇO

Uma Viagem pelo Universo da Máscara Teatral ao Mascaramento Urbano
Com Donato Sartori e Paola Piizzi

Dias 21 e 22 de agosto de 2008, (quinta e sexta) das 20h às 22 h - VAGAS LIMITADAS

Valor: R$ 160,00 (R$ 80,00 no ato da inscrição e R$ 80,00 na Masterclass), incluso coffee-break

Inscrições pelo e-mail: teatrocommune@commune.com.br ou pelo fone (11) 3476-0792 - 3476-8669

Ao final do masterclass cada aluno receberá um certificado de participação.

Na sexta-feira, dia 22, haverá uma conversa com Sartori e Paola Piizii, com a mediação de Cyro Del Nero, Felisberto Costa e Heloisa Cardoso

Local: Teatro Commune
Rua da Consolação, 1.218 (ao lado do Mackenzie e do TRT, sentido centro-paulista, com estacionamento ao lado)
www.commune.com.br

Processo Seletivo para a função de CENOTÉCNICO - Unicamp

August 18th, 2008

(Dica enviada para divulgação por Helô Cardoso)

O Instituto de Artes / Unicamp, através da sua Diretoria, torna pública a entrega de currículos para a participação no Processo Seletivo para a função de *CENOTÉCNICO*, para atuar junto ao Departamento de ARTES CÊNICAS do Instituto de Artes/UNICAMP.
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I – Instruções Especiais:
*
1. O Processo Seletivo destina-se ao preenchimento de 01 (uma) vaga na função de *CENOTÉCNICO*, através de contratação temporária, até o prazo de máximo de 02 (dois) anos, conforme art. 443 § 1º e 2º e 445 da CLT.

2. A função será preenchida sob o Regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em jornada de trabalho de 40 horas semanais, podendo variar para os períodos diurno, noturno, misto na forma de revezamento ou escala de serviços.

3. O salário inicial será de R$ 1.582,92 correspondente a referência 12 da Carreira de Profissionais de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão da Unicamp.
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II – Requisitos:

Obrigatórios:
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1. Escolaridade: Ensino Médio Completo

2. Experiência comprovada em atividades na área de montagem e confecção de cenários, adereços e mobiliários teatrais.
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III – Condições para a participação:
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1. Ser brasileiro nato ou naturalizado ou cidadão português a quem foi deferida a igualdade, nas condições previstas pelo Decreto Federal nº 70.436/72;

2. Ter idade mínima de 18 anos;

3. Estar em dia com as obrigações eleitorais e militares, cuja comprovação será solicitada na contratação;

4. Ter boa conduta comprovada através de antecedentes criminais, cuja comprovação será solicitada na contratação;

5. Possuir os requisitos estabelecidos no item II do presente Edital.
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IV - Da entrega de currículos:
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1. A entrega de currículo deverá ser feita no período de 18 a 19 de agosto de 2008, das 09h00 as 12h00 e das 14h00 as 17h00 na Secretaria da Diretoria do Instituto de Artes - IA, à Rua Elis Regina, 50 – Cidade Universitária “Zeferino Vaz” – Barão Geraldo – Campinas - SP.

Anexos ao currículo deverão ser entregues os seguintes documentos:

a) Cópia do documento de identidade;

b) Demais documentos comprobatórios das informações prestadas no currículo.
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Universidade Estadual de Campinas

Instituto de Artes - IA

Processo Seletivo - Edital nº 01 /2008

Processo n*° *17-P-203992008
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2. No ato da entrega do currículo não serão verificados os comprovantes das condições de participação anexos no mesmo, no entanto o candidato que não comprovar será eliminado do Processo Seletivo.
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V– Das Avaliações:
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O Processo Seletivo constará das seguintes etapas:

1. Análise de Currículo – Será avaliado na escala de 0 a 10 sendo considerado habilitado para a entrevista o candidato que obtiver nota igual ou superior a 5,0;

2. Entrevista - Será avaliada na escala de 0 a 10 sendo considerado habilitado o candidato que obtiver nota igual ou superior a 5,0;

3. A nota final será a média aritmética dos pontos obtidos em cada uma das avaliações;

4. Os candidatos habilitados serão classificados de acordo com a nota final;

5. O resultado da análise do currículo e a convocação para a realização da entrevista serão divulgados no dia 22/08/2008, na página do Instituto de Artes da Unicamp (www.iar.unicamp.br).

6. O resultado final do Processo Seletivo será divulgado através de edital no site da DGRH (www.dgrh.unicamp.br), na página do Instituto de Artes e no Diário Oficial do Estado - DOE em data a ser divulgada quando da realização da entrevista.

7. O candidato deverá observar rigorosamente os editais e os comunicados divulgados.
*

VI – Dos procedimentos da contratação:
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1. A convocação para contratação obedecerá a rigorosa ordem de classificação dos candidatos;

2. O candidato deverá:

a. Gozar de boa saúde física e mental, estando apto sem qualquer restrição no exame médico realizado pela UNICAMP;

b. Apresentar cópias do comprovante de votação e do certificado de reservista e original do comprovante de antecedentes criminais;

c. Apresentar demais documentos necessários à contratação.
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V – Disposições Finais:
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1. O não comparecimento às convocações ou ainda a não apresentação da documentação exigida excluirá o candidato automaticamente do processo seletivo.

2. A validade deste Processo Seletivo será de 01 (um) ano, podendo ser prorrogado a critério da Diretoria do Instituto de Artes.

3. A participação do candidato no Processo Seletivo implicará no conhecimento das presentes instruções e no compromisso de aceitação das condições estabelecidas no presente edital.

Campinas, 13 de agosto de 2008.

Madonna no Brasil com figurino de Givenchy

August 18th, 2008

No site uol música (http://musica.uol.com.br/ultnot/2008/08/12/ult89u9507.jhtm)

12/08/2008 - 11h34
Givenchy confirma que vestirá Madonna em turnê nova

Da Redação
Com AP

Efe

Madonna no lançamento de seu documentário I Am Because We Are, em Michigan, EUA (02/08/2008)

Madonna no lançamento de seu documentário I Am Because We Are, em Michigan, EUA (02/08/2008)


A grife francesa Givenchy divulgou nesta terça-feira (12) que fornecerá figurinos para Madonna usar em sua turnê “Sticky and Sweet”, que começa no dia 23 de agosto, no País de Gales.

De acordo com a porta-voz da empresa, Caroline Deroche-Pasquier, a marca Givenchy Couture desenhou duas roupas para a cantora. Uma delas será usada no número de abertura do show.

Madonna tem uma longa história de trabalhar com estilistas franceses. Jean-Paul Gaultier desenhou o famoso sutiã pontudo utilizado pela cantora na turnê “Blonde Ambition”, de 1990.

A equipe de estilistas da Givenchy conta com o italiano Riccardo Tisci, conhecido por criar peças de influência gótica e uso de tecidos de cores escuras.

De acordo com a agência Associated Press, não foi confirmado se Madonna vestirá roupas criadas por outros estilistas. Porém, no começo do mês, o site www.wwd.com divulgou alguns croquis do figurino que será utilizado pela cantora.

UOL Megastore

Like A Virgin

Madonna

OuvirComprar

Segundo o site, além de Givenchy, Madonna também usará peças desenhadas por Arianne Phillips, com quem a cantora trabalha há 11 anos. Já a banda que a acompanha vestirá modelos desenhados por Tom Ford. A grife Miu Miu criou três pares de sapatos para estrela pop. Stella McCartney, Moschino e Roberto Cavalli, entre outros, também assinam roupas e acessórios que serão utilizados no show.

Teatro, moda e… DEMÔNIOS?

August 15th, 2008

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(post enviado por FAUSTO VIANA)

Não que o tema me interesse; não que tenha feito e nem que tenha neste momento o desejo de fazer filmes de terror. Mas que  é curioso para qualquer pesquisador de figurino, é: o novo filme de Zé do Caixão, “Encarnação do Demônio”, tem como participação especial na criação de figurinos o estilista Alexandre Herchcovitch.

 

O filme encerra uma trilogia - claro que é macabra, com um título final destes… - que começou em 1964, com   “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” e passou por “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” (1966).

 

O figurinista oficial do filme é David Parizotti. Alexandre Herchcovitch assina… os trajes? Os looks? Os instrumentos do inferno? Enfim, botando lenha na fogueira sobre teatro e moda, ele desenhou a capa, a cartola e o colete utilizados por José Mojica Martins em cena. O estilista também cedeu peças de suas coleções passadas para serem suadas (é calor lá embaixo…) por outras personagens do filme, além de vestir também a personagem da Morte, criada pela modelo Geanine Marques. De quebra, ainda faz uma ponta como um travesti, ao lado de ninguém menos que Johnny Luxo.

 

Gostei muito de saber  que o figurino (look? OK, não repito a piadinha) foi criado pelo figurinista,  David Parizotti, em um workshop do curso de Design de Moda da Faculdade Belas Artes de São Paulo, aquela em que o “endiabrado” aluno fez uma pichação sem autorização  na diretoria e foi expulso da escola. Vibrações?…

 

Confira o site do filme: www.encarnacaododemonio.com.br! Vá aos cinemas! Depois conte para a gente.

 

Ou será que você tem medo?

por Fausto Viana

ENTREVISTA COM MARCELO PIES NO ESTADÃO

July 4th, 2008

Foto de Sandra Delgado

O jornal O Estado de S. Paulo está abrindo um bom espaço para eventualmente se falar um pouco dos figurinos teatrais e suas construções. Recebemos a proposta e fomos lá conferir o espetáculo protagonizado por Wagner Moura e com direção de Aderbal Freire. No dia seguinte, fizemos uma entrevista com o figurinista Marcelo Pies, que nos contou ponto a ponto sobre a criação dos figurinos. A entrevista saiu no jornal de hoje, ao lado das críticas de Mariângela Alves de Lima e Jefferson del Rios. Vale a pena ler. Quem não comprou a versão impressa do jornal, tem a chance de ler na internet no link http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080704/not_imp200450,0.php

Lá é possível também ver as fotos. Ou leia aqui abaixo:


4 de Julho de 2008 | Atualizado às 22:59h

    Sexta-Feira, 04 de Julho de 2008 | Versão Impressa

Entenda o processo de criação dos figurinos

Figurinista Marcelo Pies explica peça por peça, ponto por ponto

Fausto Viana e Rosane Muniz

Entrevista com o figurinista Marcelo Pies sobre seu processo de trabalho e a concepção dos figurinos para o espetáculo.

Como se deu a inspiração inicial para a criação dos figurinos de Hamlet?

Eu não assisti a nenhuma montagem do Hamlet até hoje, nem a mais recente do Enrique Diaz (Ensaio.Hamlet). Pensei em dividir as personagens em três grupos. O primeiro seria o grupo de teatro, que usaria uma roupa base, entre uma mistura de roupa de ensaio e as roupas dos atores. Mas sem a simplicidade que, na maioria das vezes, essas roupas têm. Em cima dessa base, entraria, aos poucos, o figurino da peça Hamlet, que seria o segundo grupo. E por causa da dicotomia ator/personagem, propus que sempre fosse revelada, por baixo, a roupa do ator que encena. Por isso, a brincadeira de casacos sempre abertos. Por exemplo, os guardas que vêm na cena do fantasma, usam uma mistura, uma colagem de várias roupas de exército, sem uma transformação. Os atores colocam a casaca e o público vê que é o ator se transformando naquela personagem. Então, o figurino para a peça Hamlet deveria ser um figurino despojado, mas que também não fosse uma roupa contemporânea, senão não teria muita diferença do primeiro grupo. O Aderbal não queria roupa de época e, desde o início, o Wagner Moura perguntou brincando: ”Aderbal, nós não vamos ter que usar aquelas meias colantes da Renascença, não é?” Nunca pensamos nesta opção, que só ficaria boa nas recriações perfeitas de figurinistas italianos, por exemplo. Aqui, ficaria ridículo.

Qual a inspiração para os figurinos da Gertrudes?

Acho que acabei inspirado pelos vestidos de baile do Dior. Só que sugeri que a roupa de baixo sempre vazasse e aparecesse. Por isso, as alças que a Carla Ribas usa, como atriz, sempre estão aparentes. O que, por um lado, leva a uma concepção moderna. Ficaria mais bonito, talvez, sem aparecer. Mas esta é a idéia, já que os atores trocam de roupa no palco, na coxia visível. Assim, seus vestidos sempre têm uma transparência, apesar de mais suntuosos e ricos. O Aderbal não queria muitas trocas, mas a rainha pedia uma riqueza maior. Assim, criei uma base de tule transparente, encorpado do busto até a cintura, que depois abre em uma saia. Criei todos os vestidos na técnica de moulage. Pus cada vestido no manequim e fui transformando junto com a costureira. Mantendo as formas acinturadas e com saias um pouco mais evasés e na cor vermelha. Nota-se que ela está com uma roupa nova, mas muito parecida, embora em tecidos e detalhes diferentes. Também tem a roupa de luto, onde todos aparecem de preto. E tem a roupa do quarto, que todos acharam que deveria ser uma roupa mais íntima, em um momento mais frágil.

Este conjunto de camisola e pegnoir também foi confeccionado especialmente para a peça?

É devoré feito à mão (esta técnica consiste em ”devorar” partes da peça por um processo especial, criando efeitos de alto relevo. Logo em seguida a peça é pintada). O vestido vermelho de veludo também. Aliás, os vermelhos foram quase todos tingidos. Não se achava um vermelho pronto, bonito. Então, todos foram pintados à mão para que se achasse o tom bonito e que desse uma unidade entre os três vestidos da rainha. No grupo de figurinos para a encenação de Hamlet tem mais duas coisas que foram inspiradas na época da Renascença, mas bem distante. Era moda que a roupa dos homens e das mulheres fossem talhadas. Uns cortezinhos que deixavam visível a camisa de baixo. Achei isso muito bacana porque parecem navalhadas. Aí resolvi adaptar. O primeiro paletó de veludo que o Wagner tem é cheio de navalhadas. Nas costas tem três navalhadas, no braço, o cotovelo sai… Essa idéia veio da Renascença. E a segunda coisa são as sobreposições, que também tinha quando deixavam transparecer a roupa de baixo. Então, também trabalhei sobreposições. O Wagner, como exemplo, veste um paletó comprido que tem três camadas na parte de fora. Tem uma camurça preta, depois uma mescla de tweed cinza, preto e branco e por último a base é um algodão estonado cinza. Fica bonito no palco e é teatral porque fica solto e ele brinca com isso em cena. O próprio Polônio usa uma sobreposição já no início. Ele tem dois paletós, um de brechó. Na verdade, o figurino deste Hamlet tem desenhos meus, tem peças de brechós que transformei e tem muita roupa de base, na parceria com a Osklen.

Me conte um pouco da opção pelo paletó dourado para o Claudio e como foram feitas as estampas nas costas e braços.

Optei pelo ouro velho (ele é o único que usa esta cor) porque ele é o rei. Assim, do mesmo jeito minimalista geral, passaria a idéia da sua riqueza, extravagância e poder. O paletó é de couro, pois foi o único material, na cor, que achei bonito e digno. Inseri as estampas em silkscreen porque o conceito precisava ser sublinhado, na minha opinião. Quando ele troca para o figurino preto, mantive a idéia do ouro nos silks. Todas as estampas foram desenvolvidas e, no caso da estampa ouro no preto, as cores de silk ouro não chegavam ao tom realmente ouro. Resolvi o problema passando o silk sem tinta, apenas com um tipo de cola usada para colar laminados. Depois joguei pó de ouro por cima.

O vestido de Ofélia na cena da loucura vem da idéia de uma camisa-de-força?

Sim. E isso me levou às camisas de homem. Como a roupa dos guardas, tive a idéia de fazer uma montagem e fui criando no manequim. Mas a criação original era para ser uma mistura de camisa-de-força, vestido de noiva e freira. Ia ser mais clara a idéia da freira porque ela ia ter um acessório de cabeça que misturava a loucura com o adereço usado pelas freiras. Mas o Aderbal achou demais e caiu. Aí ficou o sentido da noiva e da loucura, como os mendigos que misturam uma roupa em cima da outra. Acho que é um dos vestidos mais bonitos da peça.

Como o desgaste que você usou na roupa dos coveiros?

É. Os coveiros estão, a princípio, dentro da cova. Então pede este desgaste, da terra. Nesta peça eu quis criar uma estética próxima do contemporâneo, mas que tivesse uma estranheza. Por exemplo, quando o Hamlet usa aquela blusa cheia de zíperes. Pensei isso para não repetir a idéia só dos cortes como navalhadas. O zíper, quando aberto, também permite os vazados.

Sobre o zíper, foi muito comentado quando o figurinista Fabio Namatame criou os figurinos para o Hamlet do Diogo Villela com roupas de zíperes aparentes.

Ai… eu não vi, não. Mas a estética dele era muito mais próxima da Renascença, pelo que lembro de algumas fotos… O zíper pode ser uma navalhada, só que abre e fecha em alguns momentos.

Você usa e abusa do recurso das sobreposições na confecção das casacas e paletós.

Claro. As sobreposições de camisas da Ofélia eram por causa da loucura. Mas o Hamlet , até duas semanas antes da estréia, tinha um figurino, que foi uma das razões para a criação da roupa da Ofélia. Eram cinco camisas sociais, uma em cima da outra, em dégradé Até chegou a ser fotografado, mas tinham trocas demais e este figurino teve de ser cortado.

Você mistura elementos de época com trajes contemporâneos. A intenção era ser atemporal ou trazer Hamlet para o cotidiano e colaborar com esta identificação do público?

Era para ser atemporal. Puxando mais para o contemporâneo do que outra coisa. Mas claro, eu fiz o dever de casa, estudei a Renascença, o período medieval e peguei os elementos que me bateram, como essas sobreposições e cortes. O Aderbal fala isso: tem uma estranheza. Parece contemporâneo, mas ao mesmo tempo é mais ousado.

A armadura, que pesa 16 quilos, está em cena mais como símbolo e adereço do que propriamente uma veste cênica .

Sim. A única coisa que o Aderbal queria mais próximo de época possível era a armadura. Eu poderia ter estilizado, mas esta é uma cópia de uma armadura renascentista. Cheguei até a pesquisar de aço, mas era muito pesado e muito caro. No início ela era brilhante, depois envelhecemos. Mas como ela tinha que ser vestida em cena, foi toda adaptada com velcros.

A cueca de seda vermelha usada por Tonico Pereira faz parte do figurino de Claudio ou da coleção pessoal do ator e seu fetiche por esta peça, que é normalmente sua roupa de ensaio oficial?

Eu conheço o Tonico há muito tempo, mas nunca tinha feito teatro com ele. Quando o vi chegando no ensaio, tirando a roupa e ensaiando de cueca… O Tonico de cuecas… fazendo o Claudio… (risos )

Serviço
Hamlet. 170 min (c/ intervalo). 14 anos. Teatro Faap (500 lug.). Rua Alagoas, 903, 3662-7233. 6.ª e sáb., 20 h; dom., 18 h. R$ 80. Até 28/9

EXPOSIÇÃO POD MINOGA (SP)

June 20th, 2008

Naum Ales de Souza já me contou histórias maravilhosas da época do Pod Minoga. Carlos Moreno também. (ambas estão no livro Vestindo os nus - o figurino em cena. Ed Senac Rio, 2004). Agora temos a oportunidade de ver imagens desta época tão importante. Abaixo, trecho do livro (p. 252-256) no qual Naum conta sobre a fase do grupo:

Como começou sua relação com o teatro?Começou mesmo quando montei um ateliê em casa, logo que deixei de ser professor de Artes Plásticas e Teatro para crianças e adolescentes na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado - SP), em 1970. Eu morava numa casinha pequena, de vila, com um quarto, uma salinha, cozinha e banheiro. Quando saí da faculdade, vários alunos saíram junto comigo. Então, montamos esse pequeno ateliê, onde tinha uma bancada para eles desenharem. Um amigo fez um mezanino que servia como lugar para eu dormir e, em baixo, fizemos um teatro de 15 lugares. Nossa equipe era formada por eu, Mira Haar, Flávio de Sousa, Carlos Moreno, Dionísio Jacob… Uma coxia era na sala e outra na cozinha. montamos várias peças. Uma delas era uma peça curtinha, uma história da tradição circense que não tinha diálogos, mas sensações visuais e que começou a despertar muita curiosidade. O Antunes Filho, que assistia aos espetáculos dos alunos, na FAAP, gostou e começou a divulgar a peça para os amigos. Como cabiam 15 pessoas na sala, às vezes a gente tinha que fazer três ou quatro sessões para dar conta da platéia que aparecia.  

E como era o visual dessa peça?Na base de muitos telões pintados, que eram verdadeiros quadros, nada parecidos com os telões do teatro antigo. Eram, às vezes, fotografias ou desenhos feitos por crianças, ou até criações de elementos do grupo. Nessa peça, tinha um grupo de homens bailarinos cujo figurino foi feito com ceroulas. A gente comprou a ceroula inteira, a tingimos no caldeirão e depois colocamos fitas, franjas e outras coisas nela. E para compor um figurino de época, adaptamos vestidos de bailes “roubados” das mães, que tacávamos na tinta. Era um trabalho muito artesanal. O fato de botar a mão na massa se refletiu muito na minha criação.(…)

E como surgiu o Grupo Pod Minoga?Tínhamos esse grupo formado por ex-alunos meus. Esse nome surgiu porque a mãe da Mira era polonesa e íamos muito na casa dela. Todo mundo sentava numa poltrona, que ficava ao lado de uma estante, onde tinha um livro polonês, que se chamava Café Pod Minoga. Todo mundo viu aquele livro, mas ninguém comentou. chegou o dia de pôr o nome no grupo e era a época daqueles grupos tipo renovação, revolução, anos 70… A gente não queria um nome assim, porque não éramos engajados politicamente. Daí alguém falou de gaiato: Pod Minoga. Pronto. Um olhou para o outro e disse: “Você também viu o nome do livro”? E assim o grupo foi batizado. Era um estúdio de criação, de artes plásticas e teatro. E durou de 70 a 76. 

Qual foi a primeira montagem do grupo?Foi em 1971, em um espetáculo de variedades que se chamava Miscelânea, naquele período da criação coletiva, no qual nós fazíamos tudo. Nossas montagens tinham uma linguagem entre a comédia brasileira e o teatro musical americano, que feitas com as nossas posses, porque nós é que costurávamos tudo. Era um teatro muito colorido, muito crítico, no sentido de crítica social. Fazíamos muita gozação em cima de costumes, mas não éramos politizados como os outros. Tinha gente que achava um absurdo a nossa resistência. O nosso teatro era muito diferente, não fazíamos peça sobre a favela ou sobre o campo. As nossas peças eram sempre sobre a cidade. Eram muito urbanas e geralmente com um tom de comédia. Tínhamos fãs ardorosos, tipo Antunes Filho, Celso Martinez, mas havia outros que não concordavam com nosso estilo. Não éramos muito vistoriados pelos críticos da época. Quase nada, aliás. No entanto, foi um pequeno movimento que influenciou muito o teatro brasileiro. Houve muita coisa na seqüência, de pessoas com o visual colorido e o humor parecido. 

Essa opção de estilo e linguagem também estava presente nos figurinos?Completamente. Os figurinos eram muito críticos, caricatos, coloridos e feitos com material improvisado. Um figurino básico que fazíamos neste período era dobrar um tecido ao meio, embrulhar no corpo da pessoa e grampear tudo, dando o estilo, fechando e apertando com agulha e linha. Às vezes, a roupa chegava até a ser costurada no próprio ator na hora dele entrar em cena, porque não sabíamos pôr zíper e não tínhamos máquina. 

Tudo partia desse modelo básico?Sim. E na base dos enfeites e de colas. A gente colava até lantejoulas e nem se pensava em ter costureira, porque não tínhamos dinheiro para isso. Era uma grande alegria fazer as coisas e me lembro que tudo transcorria num clima muito de farra, de dar risada. O grupo durou até 1975, mas eu saí dois anos antes porque comecei a sentir que estava com muita idade para conviver com a adolescência deles. Eu estava com 30 e eles com 18,19 ou 20. A vontade de escrever também começou a ficar muito forte. (…)exposicao-pod-minoga.jpgexposicao-pod-minoga-2.jpg

NOVIDADES DE PESQUISA

June 19th, 2008

Queridos amigos, estive na Dinamarca semana passada no Encontro anual do Grupo de Figurinistas da Organização Internacional de Cenógrafos, Técnicos e Arquitetos Teatrais (OISTAT). O grupo era ótimo eas trocas de experiências foram enormes. Postarei algumas fotos dos acervos pesquisados aqui no blog na semana que vem. Por enquanto, coloco abaixo divulgação sobre cursos e eventos.

Abraço e até breve!

Rosane Muniz

ESPETÁCULO INSPIRADO EM KANDISNKI (SP)

June 19th, 2008

Queria muito ver este espetáculo. Quem já viu ou vir até domingo, escreva pra contar pro blog, pois eu não conseguirei… snif!

O ponto, a reta e a curva são alguns dos personagens inspirados em Kandinsky que estão em cena       Está em cartaz até o dia 22 de junho no CCSP, Centro Cultural São Paulo- sala Jardel Filho, o espetáculo infanto – juvenil “Lúdico”, com concepção e coreografia de Miriam Druwe, que assina a direção junto com Cristiane Paoli Quito. Na equipe de criação estão Marisa Bentivegna, Marco Lima e Fabio Cardia; no palco, os bailarinos Adriana Guidotte, Tatiana Guimarães, Luciana de Carvalho, Sérgio Luiz, Bruno Rudolf e a própria Miriam Druwe. Esse espetáculo foi contemplado pelo 3º Fomento Municipal à Dança.            “Lúdico” é inspirado nas obras do pintor russo Wassily Kandinsky e propõe de forma colorida e poética um passeio pelo universo da criação de uma obra de arte. Cores e formas se agitam em busca de um lugar.

Pesquisa e Montagem

             Há tempos Miriam Druwe alimentava paixão pela obra de Kandinsky. Pintor reconhecido pelas cores e formas de suas obras, teve contato muito cedo com a música, aos 8 anos. Essa pequena incursão nas aulas de piano e violino deu noções fundamentais de harmonia e evolução, que depois seriam utilizadas.             Como base para todo desenvolvimento e criação do espetáculo, Druwe pesquisou no livro Do espiritual na arte, publicado em 1912, a primeira grande obra teórica sobre pintura. Nela, o pintor desenvolvia uma investigação filosófica sobre as cores e as formas, às quais conferia valores psicológicos e morais e as comparava com a música, que, apesar de sua imaterialidade, era capaz de fazer “vibrar a alma”.  Anos mais tarde, em 1926, o artista russo lança Ponto e linha sobre plano, em que elabora a teoria semelhante à utilizada pelos músicos para compor. Era a necessidade interior do artista em detrimento à forma, que sempre teve, para ele, importância secundária. Em suas obras, umas das preocupações era a busca de um equilíbrio instável entre elementos opostos.            A partir dos elementos pesquisados, Miriam Druwe percebeu que o caráter lúdico sempre esteve à sua porta, rondando-a. Ouvindo o desejo interior de sua alma artista, juntou sua paixão pelo pintor russo, cercou-se de profissionais premiados e competentes das artes e percebeu que pela primeira vez em sua carreira falaria às crianças. Assim surgiu “Lúdico”.

O Espetáculo

            No espetáculo Lúdico, a reta, a curva e o ponto são personagens que têm características e personalidades próprias. A curva, estilosa, assanhada e sinuosa tem um temperamento e mobilidade corporal que lembra a serpente, é elástica, pode ceder e evitar, porque é capaz de desviar… O ponto é o início de tudo! E por ser o princípio, a tela branca foge dele, porque ela se acha linda assim, e tenta convencer a todos que sendo o mais simples dos elementos é cheia de graça, mas também cheia de expectativa… A reta é determinante, mandona, indica caminhos (corporais), tem certeza que é uma junção de pontos (o que é verdade…). O círculo preto, circunspecto, sisudo, é meditativo e diz, va-ga-ro-sa-men-te: “Aqui estou”. O círculo vermelho, por sua vez, é troada e relâmpago, apaixonado, irradia para todos os lados e roda, roda, roda…  O criador (ou pintor) ao se deparar com a reta, os círculos, o ponto, a curva e a tela, é engolido pela obra. 

Ficha Técnica

Concepção, Coreografia e Direção: Miriam Druwe Co-Direção: Cristiane Paoli QuitoTrilha sonora: Fabio Cardia Cenografia e Figurino: Marco Lima Desenho de Luz: Marisa Bentivegna Produtora Executiva: Anne Pampolha Intérpretes Criadores: Miriam Druwe, Adriana Guidotte, Tatiana Guimarães, Luciana de Carvalho, Sérgio Luiz, Bruno Rudolf. Atriz Convidada: Luciana Paez Estagiários: Cristiana Uehara e Leandro Breton Foto: Rodrigo Netto Colaboração: Estelamare dos Santos Assessoria Cultural: Doble Comunicação Cultura + Social.  

Serviço

17 de Maio a 22 de Junho de 2008 Local: Centro Cultural São Paulo - Sala Jardel Filho - R. Vergueiro, 1000 – Paraíso Telefone: 011 3383-3400Lotação: 324 lugaresDuração: 60 minutosTemporada: Sábados e domingos às 16h00Aceita cheque/Acesso para deficientes físicos/ Ar condicionadoENTRADA GRATUITA- distribuição de ingressos uma hora antes 

Informações para a imprensaCanal Aberto – 11 6914 0770/ 9126 0425 – Márcia Marques - www.canalaberto.com.br

INSCRIÇÕES PARA RUMOS ARTES VISUAIS (SP)

June 19th, 2008

Dica enviada por Arianne Vitale Cardoso

Rumos Artes Visuais
Inscrições Prorrogadas até 24 de junho

O Itaú Cultural ampliou em duas semanas a data limite para as inscrições de projetos na quarta edição Rumos Itaú Cultural Artes Visuais, cujo edital foi lançado em março. Os interessados em participar agora tem até o dia 24 de junho para enviar o seu projeto à instituição. A inscrição deve ser feita mediante preenchimento de ficha - no site do instituto (www.itaucultural.org.br) ou impresso, por correio - e também do envio de portifólio com obras produzidas a partir de 2005, inéditas ou não: entre fotografias, esculturas, objetos, pinturas, gravuras, desenhos, instalações, videoinstalações, site specifics, intervenções, novas tecnologias e performances. Os resultados serão divulgados em agosto, por meio da imprensa e do site.

O programa é voltado a artistas emergentes com atuação no Brasil que tenham obras, inéditas ou não, produzidas a partir de 2005. Uma comissão autônoma, formada por especialistas nas área, selecionará até 45 portfólios. Posteriormente, eles serão exibidos integralmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, em 2009, e em mais quatro cidades (a definir), com diferentes recortes curatoriais para cada uma. Os trabalhos serão divulgados, ainda, em catálogo geral analítico, a ser publicado no final do processo, e no site do Itaú Cultural. A premiação inclui quatro bolsas-ateliê no Brasil e no exterior para artistas que se destacarem durante o programa, com valor a ser definido.

Regulamento e formulário de inscrição: www.itaucultural.org.br/rumos

SERVIÇO
Inscrições:
Rumos Artes Visuais
Até 24 de junho de 2008
Pelo site www.itaucultural.org.br/rumos
Itaú Cultural
Av.Paulista, 149 - Metrô Brigadeiro
Fones: (11) 2168-1776/ 1777
www.itaucultural.org.br